E se eles estivessem no lugar delas?

E se eles estivessem no lugar delas?

Conheça a campanha que faz os homens sentir na pele o que é sofrer um assédio verbal e sexual.

Os homens que navegaram nos últimos dias vídeos dos sites da ESPN, GQ e UOL – que têm público predominante masculino – sentiram na pele o que é sofrer um assédio verbal e sexual. Pode parecer estranho, mas não foi por acaso. Esta foi a campanha que a agência F.biz criou para o Instituto Maria da Penha com o objetivo de fazer os homens entenderem que assédio às mulheres não é, de forma alguma, um elogio.

Na série de anúncios, um homem se dirige ao espectador usando uma linguagem e feições completamente vulgares, causando um enorme desconforto e constrangimento. Exatamente como as mulheres se sentem ao serem assediadas (algo que muitos homens acreditam ser normal e aceitável). Para que o homem não fuja do assédio no vídeo e experimente essa sensação por mais tempo, o anúncio não permite que se use o botão “pular anúncio” e nem que ele diminua o volume. “Esse vídeo não pula, não para, não avança e nem silencia. É como um assédio real que as mulheres sofrem todos os dias nas ruas. Sem poder escapar. Assédio não é elogio. É violência”, diz a mensagem da campanha.

Foi desenvolvido também  o hotsite Cale o Assédio, para recolher adesões ao abaixo assinado do Instituto Maria da Penha por leis com punições mais severas contra o assédio. O Instituto denuncia que que o assédio verbal que as mulheres sofrem diariamente nas ruas não é tratado com o rigor que deveria, como acontece em outros países.

O assédio em números

Segundo o estudo “Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil¹”, publicado pela Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres Presidência da República (SPM-PR), em 2014, cerca de 405 mulheres foram atendidas nas unidades de saúde do País todos os dias devido a violência física (48,7%), psicológica (23%) e sexual (11,9%). Veja aqui outros posts que o blog já publicou sobre campanhas contra as diversas formas de assédio às mulheres.

Fonte: Comunica que muda

Empresas são denunciadas por publicidade infantil no YouTube

Empresas são denunciadas por publicidade infantil no YouTube

Os vídeos começam com crianças empolgadas diante de uma caixa de presente. Mas não se trata de algo gravado em um aniversário, Dia das Crianças ou Natal. São crianças que têm canais no portal YouTube abrindo e mostrando presentes enviados por fabricantes de brinquedos, roupas, mochilas e outros produtos.

Vídeos mostram crianças abrindo presentes em seus canais no YouTube e agradecendo às empresas
Vídeos mostram crianças abrindo presentes em seus canais no YouTube e agradecendo às empresas

A cena, que se repete em dezenas de canais desses chamados youtubers mirins, é um ponto de discórdia entre empresas, advogados e poder público.

De um lado, estão uma ONG e um órgão de defesa do consumidor. Eles afirmam que enviar esses presentes é fazer publicidade velada dirigida ao público infantil e, por isso, a prática deveria ser vetada.

No campo oposto, estão as empresas, que ora negam o envio dos produtos ora afirmam que estão reagindo ao pedido das crianças.

A ONG Instituto Alana entrou com uma denúncia no Ministério Público Federal do Rio de Janeiro contra 15 empresas de setores como brinquedos, vestuário, material escolar e turismo. A organização cita exemplos de vídeos em sua representação.

Mas basta uma busca rápida pelos canais mais populares de youtubers mirins para ver que a prática não é exceção. Em alguns canais há seções com nomes como “Recebidos”, só para mostrar os presentes que eles ganharam naquele mês.

Em um deles, um menino mostra produtos e fala: “Da Foroni, eu recebi essa mochila linda e duas agendas. Eles mandaram essa cartinha.” O garoto em seguida lê a mensagem, agradece à empresa e, depois, mostra em detalhes a mochila e seus compartimentos.

A denúncia da ONG foi acatada, e a promotora Ana Padilha, responsável pelo caso, afirmou à BBC Brasil que notificará as empresas “nos próximos dias”.

Cenas dos vídeos em que alguns 'youtubers' mirins abrem presentes enviados por empresas que constam na denúncia
Cenas dos vídeos em que alguns ‘youtubers’ mirins abrem presentes enviados por empresas que constam na denúncia

Para Ekaterine Karageorgiadis, advogada do Alana, é muito lucrativo para as empresas terem suas marcas expostas nos canais do YouTube dessas crianças, por conta da enorme visibilidade que têm. “E eles marcam presença justamente enviando produtos para os youtubers mirins mostrarem para outras crianças”, afirma.

“Isso é publicidade velada dirigida à criança – e qualquer propaganda direcionada ao público infantil é prática abusiva e ilegal.”

Empresas negam

A BBC Brasil entrou em contato com as 15 empresas denunciadas ao Ministério Público: Biotropic (cosméticos), C&A (roupas), Cartoon Network (canal a cabo infantil), Foroni (material escolar), Kidzania, Long Jump e Mattel (brinquedos), McDonald’s, Pampili (sapatos), Puket (meias e pijamas), Ri Happy (loja de brinquedos), SBT (canal de TV), Sestini (mochilas) e Tilibra (papelaria).

Questionadas se enviavam produtos para os youtuber mirins, algumas das empresas se esquivaram e não quiseram se pronunciar; outras negaram.

Ekaterine, do Alana, afirma porém que os vídeos selecionados pela ONG para compor a denúncia não deixam dúvidas de que as empresas enviaram os produtos. “Eles mostram as crianças agradecendo às marcas pelos ‘presentinhos’ ou lendo informações enviadas pelos fabricantes.”

Elas acrescenta ainda que alguns youtubers têm vídeos temáticos chamados “recebidos do mês” em que abrem os produtos que ganharam das empresas nas últimas semanas. “Nosso objetivo com a ação é que esse tipo de propaganda abusiva não seja mais veiculada.”

Ilegal

Para Claudia Almeida, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), não se deve fazer diferenciações entre os meios em que a propaganda é veiculada.

“Se publicidade para criança não pode na TV, porque poderia na internet?”, diz. “Para o Idec, está claro que essa prática de enviar produtos para os youtubersmirins é totalmente abusiva, porque usa uma criança para vender algo para outra criança. Para nós, não existe legalidade em publicidade direcionada ao público infantil.”

Segundo a advogada do Idec, a prática viola diversas instâncias da legislação brasileira. Ela cita o o artigo 37 (parágrafo 2º) do Código de Defesa do Consumidor, que trata sobre “Vedação a publicidade abusiva” e diz: “É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza […] que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança.”

Segundo advogadas, esse tipo de vídeo viola leis brasileiras de proteção à infância
Segundo advogadas, esse tipo de vídeo viola leis brasileiras de proteção à infância

Claudia também diz que empresas que enviam presentes a youtubers mirins violam o artigo 5º do Marco Civil da Primeira Infância, segundo o qual “Constituem áreas prioritárias para as políticas públicas para a primeira infância (…) a proteção contra toda forma de violência e de pressão consumista”.

“Se esses vídeos não são uma forma de pressão consumista, eu não sei o que é”, afirma.

“É preciso conscientizar pais e operadores do Direito que existe um perigo nisso, já que em um primeiro momento os vídeos podem parecer inofensivos. Mas basta olhar que esses youtubers passam horas abrindo presentes que recebem todos os dias. Qual a mensagem disso? Estamos criando mais uma geração de futuros super endividados.”

‘Unboxing’

Tanto Claudia como Ekaterine afirma que crianças abrindo brinquedos no ar – um fenômeno que ganha cada vez mais popularidade chamado unboxing – é algo ainda mais temeroso do que as propagandas tradicionais na TV.

Abrir produtos em vídeos online é um fenômeno que ganha cada vez mais popularidade chamado unboxing
Abrir produtos em vídeos online é um fenômeno que ganha cada vez mais popularidade chamado unboxing

Um dos agravantes é se tratar de uma criança mostrando ou brincando com aquele produto – as crianças que assistem se identificam com a criança que apresenta, segundo elas, tornando o convencimento ainda mais fácil.

Elas também apontam como grave o fato de que, na TV, você assiste a um desenho e, no intervalo, você vê 30 segundos de propaganda daquele personagem, enquanto no Youtube, são 10 minutos direto sobre o produto. A advogada do Alana também rebate quem defende que são os pais que têm dizer não aos pedidos dos filhos.

“Não concordo quando se diz que é responsabilidade só do pai ou da mãe em dizer ‘não’ para os filhos que pedem os produtos que eles viram na TV ou na internet. Os pais são apenas um dos atores na criação das crianças. A sociedade como um todo precisa proteger a criança dos impactos desse consumismo desenfreado na infância.”

Trabalho infantil?

Em entrevista à BBC Brasil, a promotora do MPF-RJ Ana Padilha disse que também analisará a questão de um possível caso de trabalho infantil, já que o volume de vídeos (diários, em muitos dos canais) pode indicar que a criança passou muitas horas gravando.

“Estamos estudando o alcance e o impacto que esses vídeos podem ter na criança que está assistindo e também vamos analisar se há algum tipo de contrato de trabalho com essas crianças. E ver a legalidade disso.”

Como as empresas responderam à questão da BBC Brasil sobre se enviam presentes para ‘youtubers’ mirins ou promovem outras ações com eles.

Bic (material escolar): ao menos três youtubers mirins aparecem abrindo caixas com produtos da empresa. A Bic respondeu: “Já enviamos kits e produtos para jornalistas, blogueiros, youtubers, e também para clientes ou qualquer outro público que tenha afinidade com a marca”.

Biotropic (cosméticos): Há vídeos em que meninas aparecem mostrando produtos da marca, como um xampu da Cinderela. A empresa confirmou que já enviou kits para youtubers mirins. “Porém, há 6 meses, não fazemos mais esse tipo de ação de marketing devido às novas estratégias da marca.” E disse não ver problema nessa prática pois “estes envios são estão relacionados com nenhum tipo de acordo comercial ou de publicidade. Tratam-se apenas de presentes”.

C&A (vestuário): Em diversos canais, youtubers aparecem abrindo uma caixa grande com o logo da loja, que informou que não comentaria o assunto por ainda não ter sido notificada.

Cartoon (canal de TV infantil): Acusada de promover encontros com youtubersmirins, que depois foram divulgados nos canais de Youtube das crianças. A empresa não respondeu.

Foroni (material escolar): “Preferimos não nos posicionar a respeito”, afirmou a empresa. Diversos youtubers mirins aparecem mostrando mochilas e cadernos da marca.

Kidzania (parque): Em vídeos, alguns youtubers mirins aparecem visitando o parque e divulgando a visita em seus canais. A empresa respondeu: “Não enviamos presentes ou qualquer produto para crianças. Atendemos de maneira reativa aos pedidos das crianças para virem à KidZania produzirem conteúdo para seus canais, sem nenhuma participação na produção, edição e pagamento de cachê”.

Alguns youtubers mirins já têm vídeos temáticos só para abrir presentes
Alguns youtubers mirins já têm vídeos temáticos só para abrir presentes

Long Jump (brinquedos): Realiza encontros entre os youtubers mirins, que os divulgam em seus canais. Há vídeos em que as crianças aparecem agradecendo à empresa pelo envio de brinquedos. A empresa não respondeu.

Mattel (brinquedos): Diversos youtubers mirins aparecem em seus canais agradecendo os brinquedos enviados pela Mattel, especialmente bonecas Barbie e Monster High. A empresa não respondeu.

McDonald’s (fast food): Crianças youtubers aparecem abrindo caixas com o logo da empresa, com itens como brindes, especialmente personagens de filmes. A empresa não quis comentar essa ação específica e disse apenas que tem “um código de ética próprio em comunicação publicitária de alimentos […] (que é) ainda mais severo que as normas que regem a publicidade brasileira.” E esclareceu que, “no entanto, há diversas decisões, inclusive no Conar (Conselho Nacional Auto-Regulamentação Publicitária), favoráveis à legalidade desse tipo de publicidade”.

Pampili (sapatos): Meninas mostram em seus vídeos itens da marca, como sapatos e um pingente. A empresa não respondeu.

RiHappy (loja de brinquedos): Acusada de organizar encontros de youtubersmirins e fazer promoção com essas crianças. A empresa afirmou que deixou de fazer os encontros e que “suspendeu o apoio a esse tipo de ação”.

Puket (meias e pijamas): Há vídeos com youtubers mirins abrindo itens como pijamas da marca. A empresa afirmou que não faz esse tipo de ação.

SBT (canal de TV): Acusado de fazer divulgação de programas do canal ao enviar material para crianças com canais no Youtube. A empresa não respondeu.

Sestini (material escolar): Em um canal, uma youtuber criança aparece mostrando bolsas e estojos da marca, que afirmou que não prestaria esclarecimentos antes da notificação do MP e apenas informou que “nossas mídias passam por rígidos controle de qualidade, atendendo todos os padrões normativos nacionais e internacionais, e não contratamos anúncios em canais de YouTube”.

Tilibra (material escolar): Um vídeo mostra uma criança abrindo uma caixa com o logo da marca, que envia a seguinte resposta: “A empresa não contrata crianças com canais no Youtube para testar ou demonstrar produtos. Em nossa campanha de Volta às Aulas 2016 fizemos a divulgação de um aplicativo de fotos no Youtube, utilizando somente canais adolescentes, sem o envio de produtos e através de agências de publicidade”.

Empresas denunciadas no Ministério Público negam que enviem produtos às crianças
Empresas denunciadas no Ministério Público negam que enviem produtos às crianças

Fonte: BBC

Vídeo: A questão indígena em quatro minutos

Vídeo: A questão indígena em quatro minutos

No vídeo a seguir, contamos a história contemporânea da questão indígena brasileira

De um lado, os interesses dos povos indígenas. De outro, os interesses do agronegócio e do modelo de desenvolvimento vigente no país. Nesse contexto, a atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai) é fundamental para dirimir inúmeros conflitos e exercer seu papel constitucional de identificar, demarcar e monitorar terras indígenas, mas também é responsabilidade do órgão indigenista prestar apoio e proteção social.

Fonte: Pública

Campanha do agasalho usa curta de animação para incentivar doações

Campanha do agasalho usa curta de animação para incentivar doações

Um jeito doce de falar sobre um assunto urgente: a necessidade de doarmos agasalhos para aqueles que sentem frio.

A já tradicional Campanha do Agasalho do Governo do Estado de SP ganha esse ano uma novidade: o curta-metragem de animação “Malu Moletom – uma história para aquecer a todos”, que conta a história de uma menininha linda que muda a vida de uma cidade inteira.

O curta tem seis minutos e foi produzido pela Vetor Zero em parceria com a Lew’Lara\TBWA, que assina a campanha . A personagem principal é a Malu Moletom, uma menininha que vive em uma cidadeonde todos usam ao mesmo tempo todas as roupas que têm.

Esta cidade sofre terremotos diariamente quando o sol se põe e ninguém sabe, e nem se importa, por qual razão isso acontece. Até que sem querer, Malu descobre que os tremores são causados por um Gigante que sente muito frio e tem arrepios dentro da caverna onde vive.

A menina toma a iniciativa de tirar algumas peças do corpo e cobrir o Gigante. Sua ação acaba fazendo com que as demais pessoas façam o mesmo. Com o problema resolvido, o Gigante passa a ser mais um membro da sociedade. A Animal Estúdios assina a trilha sonora, com destaque para a canção “Calor para dar”, interpretada pelas vozes da cantora Sandy e do ator Rodrigo Lombardi.

Segundo Felipe Luchi, CCO da Lew’Lara\TBWA – agência que assina a campanha: “Malu Moleton é uma fábula. Um jeito doce de falar sobre um assunto urgente: a necessidade de doarmos agasalhos para aqueles que sentem frio. Raramente temos a chance de fazer uma campanha tão bonita e delicada, tenho certeza que será muito comovente. Seja pela mensagem que deixa ou pela qualidade da produção, que ficou de tirar o fôlego”.

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Ah, e para quem quer ver o Making Of da belíssima campanha:

Fonte: Comunicadores

Agora você sabe

Agora você sabe

Chocolate, jóias, roupas, café são alguns dos produtos bem comuns que podem ser fruto de trabalho escravo. Esta campanha alerta para a cadeia de consumo que alimenta a escravidão moderna.

Agora você sabe  (Now you know) é uma campanha que aborda três formas de tráfico de seres humanos: exploração sexual, servidão doméstica e trabalho forçado na produção de ítens de uso diário, como o café, uma jóia ou um chocolate. Estima-se que cerca de 27 milhões de pessoas no mundo estejam vivendo como escravos. 

O vídeo de 2 minutos foi produzido por estudantes de cinema da Hothouse Productions, da Boston University College of Communication. Criada para oThe NO Project, uma iniciativa de sensibilização da opinião pública contra a escravidão e o tráfico de seres humanos. O financiamento para a produção de Now You Know foi do Postbank Bulgária. A trilha sonora inclui música original composta pela Wyeth Bednar.

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The NO Project  reúne jovens artistas das mais diversas áreas em ações criativas para sensibilizar as pessoas pelo fim da escravidão moderna. Confira abaixo algumas criações e veja mais no site.

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Legislação mais dura nos EUA

Em fevereiro deste ano, o presidente Barack Obama sancionou uma lei proibindo que produtos feitos a partir de trabalho escravo entrem no país. Estão proibidos 136 produtos de 74 países deixarão de ser importados, incluindo  peças de vestuário produzidos na Argentina usando trabalho infantil; algodão e ouro de Burkina Faso; eletrônicos, brinquedos e tijolos da China; café da Costa do Marfim e têxteis da Etiópia, de acordo com as recomendações que o Departamento de Estado traçadas nalista de bens produzidos por trabalho infantil ou forçado.

DHAKA, BANGLADESH - FEBRUARY 09 : Child labors collect coal from dust near brick making field in Dhaka, Bangladesh on February 09, 2016. Despite of the hazardous effect of dust on health, child labor collect coal and sell it around $4 per a week to help their family budget. Child labor in Bangladesh is around 30.1%. Bangladesh adopted the National Child Labor Elimination Policy at 2010, providing a framework to eradicate all forms of child labor by 2015, but according to the International Labor Organization there are still around 3.2 million child labors in Bangladesh. (Photo by Zakir Hossain Chowdhury/Anadolu Agency/Getty Images)
AGÊNCIA ANADOLU VIA GETTY IMAGES. Cerca de 30 por cento das crianças em Bangladesh são trabalhadores, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho.

Fonte: Comunica que muda

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