Raquel Dodge questiona R$ 99 milhões em verba para publicidade estatal

Raquel Dodge questiona R$ 99 milhões em verba para publicidade estatal
PGR usa exemplos de peças da Previdência. ‘Não pode valer-se de recursos públicos’.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma ação (íntegra) contra a lei que abriu crédito de R$ 99 milhões para comunicação estatal. A presidente do Supremo, Cármen Lúcia, pediu esclarecimentos sobre o caso ao presidente Michel Temer e ao presidente do Congresso, Eunício Oliveira (MDB-CE), em 10 dias.

Dodge argumenta que o uso de recursos públicos para implementar políticas “é natural”. “Se, porém, o governo entende que deve esforçar-se por persuadir a população do acerto de uma proposta polêmica, não pode valer-se de recursos financeiros públicos para promover campanha de convencimento que se reduza à repetição de ideias, teses e juízos que não são de consenso universal”, afirmou.

A “proposta polêmica” que o governo tem encampado nas suas propagandas é a reforma da Previdência. O Planalto adotou uma estratégia de gastar com peças de publicidade a favor da reforma para mudar a percepção da população sobre o novo texto.

“A publicidade em favor de uma medida notoriamente controvertida é substancialmente distinta de uma publicidade em favor da conscientização da população sobre a necessidade de cuidados, por exemplo, para evitar a proliferação do mosquito da dengue”, disse a procuradora-geral.

A ação será relatada pelo ministro Marco Aurélio Mello. O STF está em recesso e apenas a presidente da Corte, Cármen Lúcia, está de plantão.

O governo sancionou uma lei que abriu R$ 6,9 bilhões em créditos. Entre eles, R$ 99 milhões para serem usados pela comunicação social do Planalto. A nova lei 13.528 de 2017 determina que R$ 99.317.328 serão investidos em comunicação institucional. Esse dinheiro deve ser repassado para investimentos em publicidade estatal.

Deputados exigem que o governo reverta a percepção da população sobre a reforma da Previdência para que a proposta possa ser votada no plenário da Câmara.

O publicitário Elsinho Mouco, chefe da publicidade do governo, disse ao Poder360, à época, que a próxima estratégia do governo, após a propaganda em redes de rádio e de TV, é investir em redes sociais e em eventos.

Fonte: Poder360.

Entenda por que a publicidade é proibida nas arenas da Olimpíada e permitida na Paraolimpíada

Entenda por que a publicidade é proibida nas arenas da Olimpíada e permitida na Paraolimpíada

Está gravada no piso das quadras, perto das pistas e em volta da piscina uma das diferenças marcantes entre a Olimpíada e a Paraolimpíada. Enquanto o primeiro evento proíbe a publicidade dentro das arenas, o segundo permite.

Foto: André Motta / Ministério do Esporte/ Divulgação
Foto: André Motta / Ministério do Esporte/ Divulgação

Talvez o mais gritante sinal das diferenças nas regras esteja na quadra de basquete em cadeira de rodas, que conta com quatro enormes espaços publicitários dentro das quatro linhas, o que faz com que os atletas passem “por cima” das marcas das empresas pintadas no piso.

A regra 50 da Carta Olímpica expressa a proibição desse tipo de propaganda nos locais de competição dos Jogos Olímpicos:

“Nenhuma forma de propaganda ou outra publicidade deve ser permitida dentro ou acima dos estádios e áreas de competição que são considerados parte dos locais olímpicos. Instalações comerciais e cartazes publicitários não podem ser permitidos nos estádios e outros locais esportivos.”

Em contato por e-mail com ZH, a assessoria de imprensa do Comitê Olímpico Internacional explicou o motivo da determinação e garantiu que não há possibilidade de ela ser revogada em um futuro próximo.

“Esta política única de um campo de jogo “limpo” nos Jogos Olímpicos os diferencia de outros grandes eventos esportivos. Ao não permitir que marcas comerciais apareçam no campo de jogo, a ênfase é colocada no esporte, fortalecendo e protegendo o valor da marca olímpica. Não há previsão de revisar essa regra”, escreveram os representantes do COI.

A Paraolimpíada, que é disputada sob as regras de outra entidade, o Comitê Paraolímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), não tem as mesmas restrições. Segue, assim, a tendência da maior parte dos eventos esportivos, que vendem espaços publicitários no local onde a ação se desenrola.

Assim, marcas como Bradesco, Nissan e Powerade, que já eram patrocinadoras da Olimpíada (mas não podiam expor a marca nas arenas) ganharam a companhia de estatais como Embratur, Caixa e Petrobras nas placas de publicidade dos locais de competição. No mês passado, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, anunciou que cinco empresas públicas trariam aporte de R$ 100 milhões à organização dos Jogos.

— Isso será feito com a exposição da marca de cada uma das empresas ou com a exploração da marca do evento em favor das empresas. Placa, banner e a exploração de marca — afirmou, à época.

— Quando começamos a discutir com novos patrocinadores, os Jogos Olímpicos já tinham sido encerrados. Como o IPC não exige a arena limpa, decidimos incluir essa exposição na negociação — relatou Mário Andrada, diretor de comunicação do Comitê Rio 2016, em entrevista recente à Folha de S. Paulo.

Andrada também destacou que as marcas parceiras na Olimpíada foram consultadas sobre a inclusão de novas empresas entre as que teriam exposição nas quadras e pistas. ZH perguntou ao Comitê qual o valor total dos recursos oriundos da publicidade nas arenas. A assessoria de imprensa informou que o balanço financeiro será revelado somente após o fim do evento.

Fonte: DC

“A verdadeira revolução da publicidade ainda nem começou. Vai ser divertido”

“A verdadeira revolução da publicidade ainda nem começou. Vai ser divertido”

“Hoje em dia, os negócios que dão certo são os que têm o CMO (o cara do marketing) trabalhando lado a lado com o CIO (o cara de TI). Se o cara cria, de olho nos dados e nas métricas certas, tem como fazer muito mais gastando muito menos” 

Michel Lent, para a Academia Draft RIO, no Templo. Ele falou da erosão do modelo tradicional da publicidade — e que a revolução está apenas começando.
Michel Lent, para a Academia Draft RIO, no Templo. Ele falou da erosão do modelo tradicional da publicidade — e que a revolução está apenas começando.

“O assunto que escolhi para a aula de hoje é muito difícil, concordam? Isso porque o futuro da publicidade está cercado por incertezas. A gente está numa era em que boa propaganda não salva produto ruim e produto bom praticamente não precisa de propaganda.”

Foi assim que Michel Lent, pioneiro do mercado digital e fundador da Lent/AG, com mais de 20 anos de carreira e passagens pela Globo.com, DM9DDB, Ogilvy Brasil e Pereira O’Dell (da qual foi CEO) começou sua palestra, O Futuro da Publicidade, na Academia Draft, na última segunda-feira. Numa noite muito agradável, a aula aconteceu no jardim interno do Templo, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Logo de cara, Michel confessou que recentemente voltou a assistir episódios antigos de Mad Men, série americana que retratou os bastidores da publicidade na década de 1960, e que teve sua última temporada em 2015. “Para quem está órfão de Game of Thrones é uma bela alternativa. A série me influenciou tanto quando eu estava montando essa aula que resolvi fazer uma homenagem.”

AS QUATRO ERAS DA PUBLICIDADE

A partir daí, em muitos momentos ele usou trechos de Mad Men para ilustrar ideias, conceitos e slides. Não só isso, Michel apresentou uma teoria que dividia a publicidade em 4 “Eras” e chamou a primeira de “Era de Don Draper”, em referência ao protagonista da série.

“Essa foi uma época em que existia uma distância muito grande entre os produtos e as pessoas. Por isso, o storytelling era fundamental. As marcas se baseavam em histórias bem contadas em formatos muito bem estabelecidos”, conta.

Depois de passar pela “Era de Steve Jobs”, com sua revolução tecnológica e empoderamento do indivíduo, e pela “Era Tim Berners-Lee”, onde tudo está conectado na web e o consumo de informação não tem limites, Michel chegou na “Era das Pessoas”, a que estamos vivendo nesse momento.

“É totalmente diferente do contexto do Don Draper. As pessoas tomaram o lugar dos produtos como protagonistas. A marca perdeu espaço para a reputação e as redes sociais são as grandes ‘praças virtuais’ que dão voz aos usuários”.

Para estruturar sua teoria, ele levantou três pontos:

A Comunicação Desintermediada – São os publishers autônomos. Os indivíduos, através de plataformas gigantescas, são intermediários e curadores de conteúdo.

O Consumo Sob Demanda – É o fim da grade de programação. O dia segue tendo 24 horas, mas agora as pessoas têm poder para escolher o que, quando e onde querem consumir conteúdo (e mídia).

A Descentralização do Poder – A Rede Globo perdeu 33% de sua audiência no horário nobre. Você acha que todas essas pessoas estão assistindo outros canais? Negativo. Todos os canais tradicionais perderam relevância. E não é só no Brasil, o mundo adquiriu novos hábitos de consumo.

Michel fala que isso está causando a erosão do modelo de agência tradicional: “O que a gente viu acontecer com a mídia impressa está se repetindo com a mídia eletrônica”. Ele prossegue: “É aquela velha história da síndrome do sapo na água quente. Ele já sabe o que está acontecendo e está se segurando para aproveitar até o último minuto. Você não pode achar que um dono de agência ou grande conglomerado de comunicação ainda não sacou que está na contagem regressiva. O New York Times vai conseguir migrar para esse novo modelo? Vai. A Globo vai? Com certeza. Mas vai ter muita gente morrendo pelo caminho”.

É o que ele chamou de destruição das cadeias de valor. É fácil perceber isso na música, com a derrocada das gravadoras, a evolução Napster-iTunes-Spotify; no jornalismo, com o declínios dos impérios de comunicação, a pulverização da informação; nos transportes, com a guerra táxis x Uber; nas novas formas de hospedagem, como o AirBnB. Enfim, essa ruptura chegou para implodir o mercado publicitário.

“Antigamente quando você ia lançar um produto você fazia jornal, revista e televisão. Hoje em dia o formato não é mais tão relevante. Eu não resolvo mais a minha vida com um filme de 30 segundos em horário nobre. O que é uma pena, porque é um formato delicioso!”, diz.

Ele continua: “Que revista brasileira ainda fala para 1 milhão e 200 mil pessoas com um investimento de 30 mil reais, como é possível no Facebook? O universo digital te oferece um ROI (return of investment) absurdo, incomparável. Ele conseguiu aliar mídia a indicadores precisos de performance e enorme abrangência, por um custo muito baixo. Sem contar com toda a segmentação que as plataformas oferecem, otimizando os seus recursos”.

É justamente nesse tipo de inteligência que Michel aposta para o futuro. Numa nova realidade onde o sucesso estará diretamente ligado à união entre a criatividade e a tecnologia:

“Hoje em dia, os negócios que dão certo são os que têm o CMO (o cara do marketing) trabalhando lado a lado com o CIO (o cara de TI). Se o cara cria, de olho nos dados e nas métricas certas, tem como fazer muito mais gastando muito menos” 

Sim, as palavras “custo”, “gasto” e “budget” estiveram muito presente durante toda a palestra. Michel deixou claro que a infraestrutura e o modelo de remuneração antigo das agências não se sustentam mais. “Grana agora é um fator determinante. Diferente de outros tempos, os clientes agora querem aprovar não só as soluções criadas como também os gastos das campanhas”, afirmou.

O QUE VEM POR AÍ?

Na parte final da aula, Michel desenhou um panorama do que acredita que vem por aí — o que ele chamou de wild guess. Falou do fim das fronteiras geográficas, sobre o fim do emprego como a gente conhece hoje, a reinvenção da educação (para conseguir atender a essa nova demanda de profissionais) e de como as relações comerciais devem continuar em mutação, sendo cada vez mais difícil entender quem é produtor e quem é consumidor de conteúdo, quem é cliente e quem é fornecedor.

“A gente ama todas essas startups que surgiram nos últimos cinco anos porque elas estão resolvendo grandes dores do nosso cotidiano. A questão é que cada uma delas, até por ser tão inovadora, está atuando quase como um monopólio. Quando tivermos cinco empresas oferecendo um serviço similar ao Uber a coisa vai começar a ficar mais divertida para publicitários e marketeiros. Acredite, a verdadeira revolução ainda nem começou”, concluiu.

Por isso que, ao contrário de Mad Men, o último slide da aula dizia: “To be continued…”

Fonte: Projeto Draft

Governo cortou R$ 206 milhões em publicidade da TV Globo em 2015

Governo cortou R$ 206 milhões em publicidade da TV Globo em 2015

Valor é 34,9% de toda a verba reduzida pelo Planalto no ano passado

71f6138aae03d6e68546ddac46aeea90A Rede Globo e as 5 emissoras de TV aberta de propriedade do Grupo Globo (em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília e Recife) receberam um total de R$ 396,5 milhões em publicidade estatal federal em 2015. O valor representa uma queda de R$ 206,3 milhões (34%) em comparação a 2014, quando essas emissoras haviam recebido R$ 602,8 milhões.

No total, o governo de Dilma Rousseff cortou R$ 591,5 milhões de propaganda federal em 2015, conforme o Blog noticiou em 6.mai.2016. Ou seja, os R$ 206,3 milhões a menos na publicidade da Globo e de suas emissoras próprias representaram 34,9% do corte total dessa despesa do governo federal.

Mesmo com a supressão, a rede fundada por Roberto Marinho é a que mais recebe verbas no meio televisivo ou em qualquer outro. Sua participação nos recursos do governo federal, no entanto, vem caindo nos últimos anos. No 1º ano do governo Lula, por exemplo, a fatia da TV Globo correspondia a 59% do total gasto com TVs abertas. Em 2015, a participação diminuiu para 32%.

Os dados da publicidade estatal classificados por emissora em 2015 e 2016 são inéditos e foram obtidos pelo UOL via Lei de Acesso à Informação. Os valores até 2014 estão corrigidos pelo IGP-M, o índice usado no mercado publicitário e também pelo governo quando se trata de informações dessa área. Os números de 2015 e de 2016 (até abril) são correntes (sem atualização monetária).

Este post teve a colaboração dos repórteres do UOL Douglas Pereira e Mateus Netzel.

Os valores recebidos por emissora de janeiro de 2000 a abril de 2016 estão detalhados no quadro a seguir (clique na imagem para ampliar). As cifras incluem a propaganda veiculada pelas administrações direta (ministérios e Palácio do Planalto) e indireta (estatais). A série histórica sobre publicidade do governo federal começou a ser construída de maneira mais consistente a partir do ano 2000. Não há dados confiáveis antes dessa data.A Globo não foi a única emissora a sofrer cortes da publicidade estatal em 2015. O repasse de recursos diminuiu para as 5 principais TVs abertas do país. O valor total pago para as 5 empresas foi de 875,4 milhões, uma queda de 28,5% na comparação com 2014.

Após a Globo, o Grupo Silvio Santos foi o que mais perdeu dinheiro de publicidade estatal federal no ano passado: de R$ 172,7 milhões em 2014 para R$ 115,4 milhões em 2015 (menos R$ 57,3 milhões em 1 ano, o equivalente a uma redução de 33%).

A verba direcionada à Record também caiu, mas em menor proporção: de R$ 281,1 milhões em 2014 para R$ 242,9 milhões em 2015. Em termos percentuais, a emissora ligada à Igreja Universal do Reino de Deus teve uma perda de 14%, bem menor do que Globo e SBT.

Record e SBT tiveram 5 pontos de audiência no Ibope em 2015. Só que a Record, emissora do bispo Edir Macedo, recebeu R$ 127 milhões a mais de verbas publicitárias federais no ano passado na comparação com o SBT, do empresário e apresentador Silvio Santos.

Já a Band (com apenas 2 pontos de audiência média no Ibope em 2015) teve R$ 86 milhões de propaganda no ano passado, R$ 42 milhões a menos do que 2014. A Rede TV! (1 ponto de audiência) ficou com R$ 34,3 milhões, queda de R$ 6 milhões.

JORNAIS IMPRESSOS
Em 2015, os jornais impressos arrecadaram R$ 89 milhões com a publicidade do governo de Dilma Rousseff –55,8 milhões a menos do que em 2014. Desse total, R$ 46,4 milhões (52,1%) foram destinados a apenas 4 publicações: “O Globo”, “Folha de S.Paulo”, “O Estado de S.Paulo” e “Valor Econômico”.

Todos essas empresas receberam menos dinheiro de publicidade estatal federal em 2015 em relação a 2014. Mas os cortes não foram simétricos para todos os jornais.

No caso de “O Globo”, o jornal foi o que mais lucrou com publicidade estatal federal em 2014, recebendo R$ 22,9 milhões. Já em 2015 o veículo arrecadou R$ 12,8 milhões, cerca de R$ 10 milhões a menos que no ano anterior.

“O Estado de S. Paulo” também perdeu parte significativa de verba publicitária. Em 2014, faturou R$ 18 milhões. No ano passado, o valor repassado ao veículo caiu para R$ 10,8 milhões –uma redução de 39,7% em 1 ano.

As receitas destinadas aos jornais “Folha de S. Paulo” e “Valor Econômico” também caíram, mas em menor proporção.

JORNAIS DIGITAIS
Se na soma total os principais jornais do país perderam recursos, quando considerado apenas o espaço publicitário vendido ao governo em suas versões digitais, os 4 diários cresceram em 2015.

A “Folha de S. Paulo” é o veículo que mais faturou: R$ 5,5 milhões –quase o dobro do que recebeu em 2014 (R$ 2,3 milhões). Em seguida aparecem “O Globo”, com R$ 3,7 milhões (R$ 1,1 milhão a mais que 2014), e “O Estado de S. Paulo” com 3,4 milhões (R$ 504 mil a mais que em 2014).

O maior salto no faturamento foi do “Valor Econômico”. Em 2014, a área digital do veículo recebeu R$ 307,8 mil. No ano passado, o valor repassado passou para R$ 1,1 milhão –uma alta de 257% em 1 ano.

Nesse mesmo período, as assinaturas digitais do Valor cresceram de 13.721 para ainda modestas 18.278.

REVISTAS
O meio revista também sofreu grande queda no faturamento de verbas publicitárias federais em 2015. As receitas desceram de R$ 116 milhões, em 2014, para R$ 66 milhões (43%).

Entre todas as revistas, a semanal “Veja” liderava o faturamento em 2014, quando recebeu R$ 21,2 milhões. Em 2015, o repasse despencou para R$ 4,6 milhões, uma redução de 78% em 1 ano.

Nos valores recebidos por “Veja”, um aspecto chama a atenção. Até 2014, parte do faturamento publicitário (18,3%) da revista era paga pelos órgãos da administração direta (ministérios e secretarias). Mas em 2015 o veículo deixou de receber qualquer quantia da administração dilmista e arrecadou apenas com propagandas de estatais federais.

Diante da queda da “Veja”, a revista “IstoÉ” (apesar de ter uma tiragem bem menor) liderou o faturamento do meio em 2015, com R$ 4,854 milhões.PORTAIS DE INTERNET
Desde 2014, o meio internet é o 2º que mais recebe publicidade estatal do governo federal. Em 2015, foi o único para o qual o valor destinado cresceu. No ano passado, a verba arrecadada por portais, jornais digitais e redes sociais foi de R$ 233,9 milhões (12,2% a mais que em 2014).

Diferentemente do que o senso comum indica (a julgar pelo noticiário recente), não foram pequenos blogs e sites pró-governo que ficaram com a maior parte do bolo publicitário estatal federal. Os grandes portais e veículos digitais consolidados –cuja audiência não para de crescer– ficaram com a maior parte das verbas.

O MSN, com 45.837.000 usuários únicos em dez.2015, lidera o faturamento deste meio: recebeu R$ 16,7 milhões em 2015. A contagem inclui os valores de outros serviços da Microsoft, como o provedor de e-mail Outlook, o sistema de buscas Bing e o Skype.

O UOL, com 64.120.000 usuários únicos em dez.2015, aparece em seguida. O portal recebeu R$ 15,3 milhões de verbas federais de publicidade no ano passado. A audiência inclui a versão digital da Folha de S.Paulo e outros parceiros hospedados no portal –o valor de R$ 15,3 milhões, entretanto, não inclui o que a versão digital da Folha fatura.

O G1, o portal Globo.com e a versão eletrônica de outros veículos do Grupo Globo e sites parceiros somados tiveram uma audiência de 65,5 milhões de visitantes únicos em dez.2015. Receberam R$ 14 milhões de verbas federais de publicidade nesse ano. Nesse caso, a cifra também não inclui o que a versão digital do jornal O Globo fatura de publicidade estatal federal.

O R7, ligado à Rede Record e à Igreja Universal do Reino de Deus, recebeu R$ 5,7 milhões em 2015.  Apesar de ter registrado 70.625.000 visitantes únicos em dezembro, a maior parte da audiência do R7 é derivada de sites parceiros e não de produção própria.

Fonte: Midianews

Campanha virtual: especialistas explicam as regras que os candidatos devem obedecer na internet

Campanha virtual: especialistas explicam as regras que os candidatos devem obedecer na internet

Legislação proíbe pré-candidatos de pedirem explicitamente o voto, mas permite solicitação de apoio para viabilizar candidaturas

A pré-campanha eleitoral na internet está a todo vapor e os eleitores da Grande Florianópolis já devem ter notado a presença de interessados em disputar os cargos para prefeito, vice e vereador em redes sociais, blogs e sites. Novidade nas eleições deste ano, a apresentação dos políticos como possíveis candidatos, sem configurar propaganda eleitoral antecipada, levanta o debate sobre os limites desta exposição e os cuidados para não extrapolar permissões estabelecidas na Reforma Eleitoral.

Marcelo Peregrino, ex-juiz do TRE, alerta: é expressamente proibido pedir votos nas redes sociais
Marcelo Peregrino, ex-juiz do TRE, alerta: é expressamente proibido pedir votos nas redes sociais

A legislação proíbe os pré-candidatos de pedirem explicitamente o voto, mas permite a solicitação de apoio para viabilizar as candidaturas. O promotor de Justiça da Comarca da Itaiópolis e especialista em direito eleitoral, Pedro Roberto Decomain, alerta que os políticos devem ter o cuidado no modo como transmitir a mensagem e se comunicar com o eleitorado. “O pedido de apoio deve ser no sentido de que as pessoas ajudem a consolidar a candidatura”, enfatizou. As regras eleitorais também consentem que os pré-candidatos divulguem posições pessoais sobre questões políticas e destaquem suas qualidades em redes sociais e eventos midiáticos, participem de debates, realizemencontros e reuniões pagos pelo partido e divulguem atos de representantes políticos.

Para o advogado e ex-juiz do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), Marcelo Peregrino, existe uma linha tênue entre o ato de solicitar apoio e o de pedir voto na internet, deixando pouco claro os limites da regra. “O que é definitivamente proibido é o pedido de votos. Porém, pré-candidatos podem pedir apoio. Essa legislação não faz qualquer sentido”, criticou.

Já Decomain analisou que, por ser novidade, a lei pode “não abranger todas as possibilidades que ocorrerão”. “Sempre podem surgir situações diferenciais que ficam enquadradas nas autorizações ou não. Se houver dúvida, a orientação para o pré-candidato é para que não faça porque o político pode ser alvo de representação de adversários e do Ministério Público”, disse.

Uso de páginas patrocinadas no Facebook é proibido

A reportagem do ND verificou casos de políticos que ocupam cargos no Legislativo e Executivo e que teriam, em princípio, intenção de disputar cargosnestas eleições com páginas patrocinadas no Facebook. Sobre isso, Macelo Peregrino explicou que “é expressamente proibido qualquer tipo de propaganda paga”, seja na pré-campanha ou depois do dia 16 de agosto, quando estará liberada a propaganda para os candidatos oficializados na Justiça Eleitoral.

Peregrino também disse que o anonimato é proibido na internet. “Em toda eleição surgem perfis falsos para atacar candidatos e esses militantes mais fervorosos terminam respondendo a processos criminais. ” Segundo o advogado, “agressões ou ataques a candidatos podem levar a Justiça Eleitoral determinar a retirada, inclusive, das redes sociais”. De acordo com a assessoria do TRE, no momento, há apenas um processo em curso em Balneário Camboriú de denúncia de uso de espaço na internet usado com suspeita finalidade de prejudicar político interessado na disputa pela prefeitura deste ano.

Para Peregrino, a restrição dos direitos políticos está cada vez maior. “Isso causa violação à liberdade de expressão e comunicação, que são uma garantia prevista para também permitir a livre circulação de ideias, em especial no período eleitoral”, afirmou. Ainda de acordo com o advogado, “os candidatos não têm mais instrumentos para serem conhecidos em razão do tempo ínfimo de campanha, pela proibição dos meios e a forma de uso de placas, cavaletes, distribuição de brindes e demais formas usadas no mundo inteiro.

O que pode e o que não pode na pré-campanha na internet

Prefeitos que pretendem concorrer à reeleição não podem usar a internet para fazer promessas de que continuarão executando determinadas obras e serviços, se permanecer no cargo, segundo Pedro Roberto Decomain.

Desde sábado, a lei eleitoral também proíbe publicidade institucional. O que já consta no site da prefeitura, por exemplo, não precisa mudar. “Mas não podem haver novas propagandas nem vincular as ações de governo com a possível candidatura do atual prefeito”, diz o promotor.

Patrocínios no Facebook, por exemplo, são propagandas pagas, proibidos pela lei eleitoral. “Esse mecanismo de impulsionar não pode ser utilizado na campanha nem agora na pré-campanha”, apontou Decomain.

Atuais representantes políticos que almejam disputar os cargos de prefeito, vice e vereador também não podem manter página patrocinada no Facebook. “É melhor o político desativar e criar outra página, caso tenha pretensão de concorrer”, disse Decomain.

Sites, blogs, perfil e páginas não pagas em redes sociais podem ser utilizadas por pré-candidatos para discutir soluções para problemas da cidade e novas alternativas. Contudo, o promotor diz que é preciso tomar cuidado. O recomendável é fazer em nome do partido e não do pré-candidato.

Propaganda na internet de candidatos oficializados está liberada a partir de 16 de agosto

O que é permitido

Site do candidato, do partido ou da coligação, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet localizado no Brasil

Mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação, desde que permita o descadastramento pelo destinatário em um prazo máximo de 48 horas

Blogs, redes sociais, sites de mensagens instantâneas ou semelhantes, como conteúdo produzido ou editado pelo candidato, partido ou coligação, ou de iniciativa de qualquer pessoa natural

O que é proibido

Veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga

Veiculação de propaganda eleitoral, mesmo que gratuitamente, em sites de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, e em sites oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios

Venda de cadastro de endereços eletrônicos

Realização de propaganda via telemarketing, em qualquer horário

Atribuição indevida de autoria a terceiro, inclusive candidato, partido ou coligação

O não cumprimento do que está estabelecido na lei pode levar à pena de multa no valor de R$ 5 mil a R$ 30 mil, dependendo do caso.

Fonte: Notícias do dia

Direitos da Infância e Direito à Comunicação

Direitos da Infância e Direito à Comunicação

Direitos da Infância e Direitos à ComunicaçãoEsta publicação, que integra o conjunto de atividades de alcance continental desenvolvidas pela Rede ANDI América Latina, apresenta uma visão ampla de 10 temas centrais para que a região avance com seus programas de garantia, promoção e proteção dos direitos de crianças e adolescentes no campo da mídia.

O objetivo é apoiar gestores públicos, organizações da sociedade civil e empresas a implementarem soluções compartilhadas para o fortalecimento de um ecossistema midiático pautado por princípios democráticos e pela necessidade de oferecer às novas gerações conteúdos que contribuam para seu desenvolvimento integral.

Cada um dos capítulos contêm os seguintes insumos:

– Contexto geral e aspectos conceituais do tema

– Relevância para os direitos da infância

– Experiências bem sucedidas de nações de outros continentes

– Iniciativas em curso na América Latina.

10 temas estratégicos:

1. Educação para a mídia no âmbito do sistema de ensino

2. Estímulo à produção de conteúdos de qualidade

3. Programação regional e nacional

4. Crianças e adolescentes participando da produção de conteúdos

5. Regulação de exibição de imagens e identificação/identidade de crianças e adolescentes

6. Avaliação sistemática dos impactos gerados pelos conteúdos audiovisuais

7. Estabelecimento de faixas de horários e de faixas etárias (Classificação Indicativa)

8. Regulação da publicidade dirigida às crianças

9. Trabalho infantil artístico nos meios de comunicação

10. Novas Tecnologias – promoção da inclusão e estratégias de proteção

Realização:

Realização: ANDI – Comunicação e Direitos, Rede ANDI América Latina

Apoio: Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda); Auçuba – Comunicação e Educação; Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR)

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Fonte: Andi

Empresas são denunciadas por publicidade infantil no YouTube

Empresas são denunciadas por publicidade infantil no YouTube

Os vídeos começam com crianças empolgadas diante de uma caixa de presente. Mas não se trata de algo gravado em um aniversário, Dia das Crianças ou Natal. São crianças que têm canais no portal YouTube abrindo e mostrando presentes enviados por fabricantes de brinquedos, roupas, mochilas e outros produtos.

Vídeos mostram crianças abrindo presentes em seus canais no YouTube e agradecendo às empresas
Vídeos mostram crianças abrindo presentes em seus canais no YouTube e agradecendo às empresas

A cena, que se repete em dezenas de canais desses chamados youtubers mirins, é um ponto de discórdia entre empresas, advogados e poder público.

De um lado, estão uma ONG e um órgão de defesa do consumidor. Eles afirmam que enviar esses presentes é fazer publicidade velada dirigida ao público infantil e, por isso, a prática deveria ser vetada.

No campo oposto, estão as empresas, que ora negam o envio dos produtos ora afirmam que estão reagindo ao pedido das crianças.

A ONG Instituto Alana entrou com uma denúncia no Ministério Público Federal do Rio de Janeiro contra 15 empresas de setores como brinquedos, vestuário, material escolar e turismo. A organização cita exemplos de vídeos em sua representação.

Mas basta uma busca rápida pelos canais mais populares de youtubers mirins para ver que a prática não é exceção. Em alguns canais há seções com nomes como “Recebidos”, só para mostrar os presentes que eles ganharam naquele mês.

Em um deles, um menino mostra produtos e fala: “Da Foroni, eu recebi essa mochila linda e duas agendas. Eles mandaram essa cartinha.” O garoto em seguida lê a mensagem, agradece à empresa e, depois, mostra em detalhes a mochila e seus compartimentos.

A denúncia da ONG foi acatada, e a promotora Ana Padilha, responsável pelo caso, afirmou à BBC Brasil que notificará as empresas “nos próximos dias”.

Cenas dos vídeos em que alguns 'youtubers' mirins abrem presentes enviados por empresas que constam na denúncia
Cenas dos vídeos em que alguns ‘youtubers’ mirins abrem presentes enviados por empresas que constam na denúncia

Para Ekaterine Karageorgiadis, advogada do Alana, é muito lucrativo para as empresas terem suas marcas expostas nos canais do YouTube dessas crianças, por conta da enorme visibilidade que têm. “E eles marcam presença justamente enviando produtos para os youtubers mirins mostrarem para outras crianças”, afirma.

“Isso é publicidade velada dirigida à criança – e qualquer propaganda direcionada ao público infantil é prática abusiva e ilegal.”

Empresas negam

A BBC Brasil entrou em contato com as 15 empresas denunciadas ao Ministério Público: Biotropic (cosméticos), C&A (roupas), Cartoon Network (canal a cabo infantil), Foroni (material escolar), Kidzania, Long Jump e Mattel (brinquedos), McDonald’s, Pampili (sapatos), Puket (meias e pijamas), Ri Happy (loja de brinquedos), SBT (canal de TV), Sestini (mochilas) e Tilibra (papelaria).

Questionadas se enviavam produtos para os youtuber mirins, algumas das empresas se esquivaram e não quiseram se pronunciar; outras negaram.

Ekaterine, do Alana, afirma porém que os vídeos selecionados pela ONG para compor a denúncia não deixam dúvidas de que as empresas enviaram os produtos. “Eles mostram as crianças agradecendo às marcas pelos ‘presentinhos’ ou lendo informações enviadas pelos fabricantes.”

Elas acrescenta ainda que alguns youtubers têm vídeos temáticos chamados “recebidos do mês” em que abrem os produtos que ganharam das empresas nas últimas semanas. “Nosso objetivo com a ação é que esse tipo de propaganda abusiva não seja mais veiculada.”

Ilegal

Para Claudia Almeida, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), não se deve fazer diferenciações entre os meios em que a propaganda é veiculada.

“Se publicidade para criança não pode na TV, porque poderia na internet?”, diz. “Para o Idec, está claro que essa prática de enviar produtos para os youtubersmirins é totalmente abusiva, porque usa uma criança para vender algo para outra criança. Para nós, não existe legalidade em publicidade direcionada ao público infantil.”

Segundo a advogada do Idec, a prática viola diversas instâncias da legislação brasileira. Ela cita o o artigo 37 (parágrafo 2º) do Código de Defesa do Consumidor, que trata sobre “Vedação a publicidade abusiva” e diz: “É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza […] que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança.”

Segundo advogadas, esse tipo de vídeo viola leis brasileiras de proteção à infância
Segundo advogadas, esse tipo de vídeo viola leis brasileiras de proteção à infância

Claudia também diz que empresas que enviam presentes a youtubers mirins violam o artigo 5º do Marco Civil da Primeira Infância, segundo o qual “Constituem áreas prioritárias para as políticas públicas para a primeira infância (…) a proteção contra toda forma de violência e de pressão consumista”.

“Se esses vídeos não são uma forma de pressão consumista, eu não sei o que é”, afirma.

“É preciso conscientizar pais e operadores do Direito que existe um perigo nisso, já que em um primeiro momento os vídeos podem parecer inofensivos. Mas basta olhar que esses youtubers passam horas abrindo presentes que recebem todos os dias. Qual a mensagem disso? Estamos criando mais uma geração de futuros super endividados.”

‘Unboxing’

Tanto Claudia como Ekaterine afirma que crianças abrindo brinquedos no ar – um fenômeno que ganha cada vez mais popularidade chamado unboxing – é algo ainda mais temeroso do que as propagandas tradicionais na TV.

Abrir produtos em vídeos online é um fenômeno que ganha cada vez mais popularidade chamado unboxing
Abrir produtos em vídeos online é um fenômeno que ganha cada vez mais popularidade chamado unboxing

Um dos agravantes é se tratar de uma criança mostrando ou brincando com aquele produto – as crianças que assistem se identificam com a criança que apresenta, segundo elas, tornando o convencimento ainda mais fácil.

Elas também apontam como grave o fato de que, na TV, você assiste a um desenho e, no intervalo, você vê 30 segundos de propaganda daquele personagem, enquanto no Youtube, são 10 minutos direto sobre o produto. A advogada do Alana também rebate quem defende que são os pais que têm dizer não aos pedidos dos filhos.

“Não concordo quando se diz que é responsabilidade só do pai ou da mãe em dizer ‘não’ para os filhos que pedem os produtos que eles viram na TV ou na internet. Os pais são apenas um dos atores na criação das crianças. A sociedade como um todo precisa proteger a criança dos impactos desse consumismo desenfreado na infância.”

Trabalho infantil?

Em entrevista à BBC Brasil, a promotora do MPF-RJ Ana Padilha disse que também analisará a questão de um possível caso de trabalho infantil, já que o volume de vídeos (diários, em muitos dos canais) pode indicar que a criança passou muitas horas gravando.

“Estamos estudando o alcance e o impacto que esses vídeos podem ter na criança que está assistindo e também vamos analisar se há algum tipo de contrato de trabalho com essas crianças. E ver a legalidade disso.”

Como as empresas responderam à questão da BBC Brasil sobre se enviam presentes para ‘youtubers’ mirins ou promovem outras ações com eles.

Bic (material escolar): ao menos três youtubers mirins aparecem abrindo caixas com produtos da empresa. A Bic respondeu: “Já enviamos kits e produtos para jornalistas, blogueiros, youtubers, e também para clientes ou qualquer outro público que tenha afinidade com a marca”.

Biotropic (cosméticos): Há vídeos em que meninas aparecem mostrando produtos da marca, como um xampu da Cinderela. A empresa confirmou que já enviou kits para youtubers mirins. “Porém, há 6 meses, não fazemos mais esse tipo de ação de marketing devido às novas estratégias da marca.” E disse não ver problema nessa prática pois “estes envios são estão relacionados com nenhum tipo de acordo comercial ou de publicidade. Tratam-se apenas de presentes”.

C&A (vestuário): Em diversos canais, youtubers aparecem abrindo uma caixa grande com o logo da loja, que informou que não comentaria o assunto por ainda não ter sido notificada.

Cartoon (canal de TV infantil): Acusada de promover encontros com youtubersmirins, que depois foram divulgados nos canais de Youtube das crianças. A empresa não respondeu.

Foroni (material escolar): “Preferimos não nos posicionar a respeito”, afirmou a empresa. Diversos youtubers mirins aparecem mostrando mochilas e cadernos da marca.

Kidzania (parque): Em vídeos, alguns youtubers mirins aparecem visitando o parque e divulgando a visita em seus canais. A empresa respondeu: “Não enviamos presentes ou qualquer produto para crianças. Atendemos de maneira reativa aos pedidos das crianças para virem à KidZania produzirem conteúdo para seus canais, sem nenhuma participação na produção, edição e pagamento de cachê”.

Alguns youtubers mirins já têm vídeos temáticos só para abrir presentes
Alguns youtubers mirins já têm vídeos temáticos só para abrir presentes

Long Jump (brinquedos): Realiza encontros entre os youtubers mirins, que os divulgam em seus canais. Há vídeos em que as crianças aparecem agradecendo à empresa pelo envio de brinquedos. A empresa não respondeu.

Mattel (brinquedos): Diversos youtubers mirins aparecem em seus canais agradecendo os brinquedos enviados pela Mattel, especialmente bonecas Barbie e Monster High. A empresa não respondeu.

McDonald’s (fast food): Crianças youtubers aparecem abrindo caixas com o logo da empresa, com itens como brindes, especialmente personagens de filmes. A empresa não quis comentar essa ação específica e disse apenas que tem “um código de ética próprio em comunicação publicitária de alimentos […] (que é) ainda mais severo que as normas que regem a publicidade brasileira.” E esclareceu que, “no entanto, há diversas decisões, inclusive no Conar (Conselho Nacional Auto-Regulamentação Publicitária), favoráveis à legalidade desse tipo de publicidade”.

Pampili (sapatos): Meninas mostram em seus vídeos itens da marca, como sapatos e um pingente. A empresa não respondeu.

RiHappy (loja de brinquedos): Acusada de organizar encontros de youtubersmirins e fazer promoção com essas crianças. A empresa afirmou que deixou de fazer os encontros e que “suspendeu o apoio a esse tipo de ação”.

Puket (meias e pijamas): Há vídeos com youtubers mirins abrindo itens como pijamas da marca. A empresa afirmou que não faz esse tipo de ação.

SBT (canal de TV): Acusado de fazer divulgação de programas do canal ao enviar material para crianças com canais no Youtube. A empresa não respondeu.

Sestini (material escolar): Em um canal, uma youtuber criança aparece mostrando bolsas e estojos da marca, que afirmou que não prestaria esclarecimentos antes da notificação do MP e apenas informou que “nossas mídias passam por rígidos controle de qualidade, atendendo todos os padrões normativos nacionais e internacionais, e não contratamos anúncios em canais de YouTube”.

Tilibra (material escolar): Um vídeo mostra uma criança abrindo uma caixa com o logo da marca, que envia a seguinte resposta: “A empresa não contrata crianças com canais no Youtube para testar ou demonstrar produtos. Em nossa campanha de Volta às Aulas 2016 fizemos a divulgação de um aplicativo de fotos no Youtube, utilizando somente canais adolescentes, sem o envio de produtos e através de agências de publicidade”.

Empresas denunciadas no Ministério Público negam que enviem produtos às crianças
Empresas denunciadas no Ministério Público negam que enviem produtos às crianças

Fonte: BBC

Câmara de SP aprova publicidade em pontos de táxi

Câmara de SP aprova publicidade em pontos de táxi

Dois projetos de lei que já passaram por primeira votação na Câmara Municipal estão no meio de uma discussão sobre as conquistas da Lei Cidade Limpa – aquela que tirou as placas e os outdoors da cidade. Um dos projetos é para publicidade em bancas de jornal e, o outro, em pontos de táxi. As informações são do SPTV.

Há dez anos, a lei combate a poluição visual com a proibição de colocar placas, outdoor se anúncios em fachadas, muros e postes. Ficou permitida somente a publicidade nos pontos de ônibus e relógios de rua, que passaram por licitação.

“O grande sucesso da Lei Cidade Limpa é que ele foi para todo mundo, não teve amigo de ninguém. Todo mundo teve que se adequar. A hora em que você abrir, totalmente sem regra nenhuma, de uma forma que a gente não vai conseguir fiscalizar, e aí vai. Abriu a porteira”, disse Regina Monteiro, urbanista e idealizadora da Lei Cidade Limpa.

Um dos projetos aprovados é sobre a publicidade em bancas de jornal. Cada uma poderá ter até quatro painéis de propaganda, com 90 centímetros de largura por 1,8 metro de altura.

O outro projeto diz respeito aos pontos de táxi. Ele permite que os pontos tenham abrigo metálico, com cobertura de telha ou acrílico. O tamanho ainda não foi definido. O lugar poderá ter banheiro de até 12 metros quadrados, com bancos, telefone, televisão e bebedouro. A limpeza e a manutenção deverão ser divididas entre os taxistas do ponto.

O abrigo poderá ser feito por empresas privadas que vão explorar a propaganda num painel luminoso, com 50 centímetros de altura por um metro de largura.

Os dois projetos de lei atuais foram aprovados em primeira votação. Ainda precisam ser votados mais uma vez. Se forem aprovados, vão para análise do Prefeito Fernando Haddad, que pode vetar ou sancionar.

Outro projeto que trata de propaganda no vidro traseiro dos táxis que está sendo debatido em audiência pública.

Projeto de lei quer permitir propaganda em pontos de táxis em SP (Foto: TV Globo/Reprodução)
Projeto de lei quer permitir propaganda em pontos de táxis em SP (Foto: TV Globo/Reprodução)
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Outro projeto permite publicidade em bancas de jornal (Foto: TV Globo/Reprodução)

Fonte: G1

Em 2020, publicidade na internet deve superar investimentos em TV

Em 2020, publicidade na internet deve superar investimentos em TV

De acordo com a sócia da PwC Brasil e líder de Mídia e Entretenimento, Estela Vieira, mudanças na forma de consumir e investir no setor deverão se tornar mais acentuadas em um futuro próximo.

çO mercado global de mídia e entretenimento deverá movimentar US$ 2,14 trilhões em 2020. A receita do setor chegará ao patamar após atingir crescimento de 4,4% ao ano, de acordo com a pesquisa Global entertainment and media outlook 2016-2020, divulgada pela consultoria PwC na última semana. Em sua 17ª edição, o estudo analisa o histórico e projeções de 13 segmentos: Música, Cinema, Livros, Jornal, Revistas, Rádio, Games, Publicidade na TV, Publicidade na Internet, B2B, Midia Exterior, Tv e Vídeo e Acesso à Internet.

A área que apresenta maior estimativa de crescimento anual, de maneira global, é a de publicidade na internet, com 11,1% ao ano até 2020. Em 36 dos 54 países onde a pesquisa foi realizada, o mercado de mídia e entretenimento tem crescido mais do que o PIB, como é o caso do Brasil. Em 2020, pela primeira vez os gastos de publicidade na internet vão superar os investimentos em publicidade na TV, passando de US$ 154 bilhões, em 2015, para US$ 260 bilhões, nos próximos quatro anos. O desempenho é alavancado pelos resultados de mercado dos Estados Unidos, China e Inglaterra.

O segmento de publicidade na TV deverá movimentar US$ 210 bilhões, 26% a mais do que em 2015. No ranking dos países com maiores gastos publicitários em plataformas digitais, com US$ 2,9 bilhões de receitas geradas, o Brasil aparece em 14º lugar e deverá subir uma posição até 2020, à frente da Itália e do México.

De acordo com a sócia da PwC Brasil e líder de Mídia e Entretenimento, Estela Vieira, mudanças na forma de consumir e investir no setor deverão se tornar mais acentuadas em um futuro próximo. “As empresas estão lidando com um ambiente cada vez mais complexo, onde cada mercado desenvolve sua própria dinâmica de crescimento, influenciada por fatores que vão de mudanças demográficas até hábitos de consumo, passando por infraestrutura e regulação”, opina.

Fonte: Comunique-se

Gastos do Governo Federal com publicidade caíram 24% em 2015

Gastos do Governo Federal com publicidade caíram 24% em 2015

TVs, jornais e revistas foram os que mais perderam. Só internet ganhou mais verbas no ano passado. A redução é a maior desde o ano de 2000. A análise é do jornalista Fernando Rodrigues.

Brasília - O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva fala sobre a campanha do governo federal de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, febre chikungunya e zika vírus, no programa Bom Dia Ministro. (Antonio Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva

A presidente Dilma Rousseff patrocinou em 2015 a maior queda da história no valor de gastos com propaganda estatal federal desde o ano 2000 –que é quando essa estatística começou a ser coletada.

O valor total gasto caiu de R$ 2,456 bilhões em 2014 para R$ 1,864 bilhão em 2015 –uma redução de 24,1%.

Essas cifras são oficiais e se referem às administrações direta (ministérios, por exemplo) e indireta (empresas estatais). Quem supervisiona esse gasto é o ministro Edinho Silva, titular da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) Eis os dados (clique na imagem para ampliar):

Publicidade-estatal-direta-e-indireta-2000-2015QUEM MAIS PERDEU: MÍDIA TRADICIONAL
Como se observa na tabela acima, TVs, jornais e revistas foram os que mais sofreram. Esses 3 meios tiveram quedas acima da média de 24,1% no bolo publicitário estatal federal geral.

O ÚNICO QUE GANHOU: INTERNET
O meio digital já é o 2º que mais recebe verbas publicitárias do governo federal. Foram R$ 234 milhões em 2015, uma alta de 11,6% sobre 2014. Só fica atrás de TV.

Os veículos de internet receberam juntos mais dinheiro de publicidade estatal do que jornais e revistas somados (R$ 155,5 milhões).

DADOS DETALHADOS
Ainda não foram totalmente tabulados os dados individuais que cada veículo de comunicação recebeu. Para saber como foi em 2014, clique neste post.

A seguir, as tabelas originais, divulgadas pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (clique nas imagens para ampliar):

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Fonte: http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br

 

 

 

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