Porque devemos debater a publicidade infantil

Porque devemos debater a publicidade infantil

Ao falar de publicidade infantil, estamos como nação, exercitando os mecanismos de controle, sejam eles o Estado, por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA

Quase ninguém sabe que existe um extenso e profundo debate acerca da proibição da publicidade infantil no Brasil. Você não vê esse tema ser abordado na TV, no rádio ou na internet como deveria.

Os poucos canais que se dedicam a levantar o assunto, reverberam muito pouco ou quase nada. Mas porque falar sobre publicidade infantil é tão importante?

Primeiro porque é um tema diretamente ligado a educação infantil. Estamos falando de um elemento importantíssimo para a percepção infantil de conceitos como comunicação, marketing, educação financeira e desejo de consumo.

Só por isso, já valeria uma pauta em cada veículo de comunicação do País. Afinal, estamos aqui definindo de que forma vamos estruturar as relações de comunicação, consumo e educação das crianças brasileiras. Estabelecendo parâmetros, regras e conduta que vai impactar essa e as próximas gerações.

Além disso, ao falar de publicidade infantil, estamos como nação, exercitando os mecanismos de controle, sejam eles o Estado, por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA; a Constituição Federal, o Código de Defesa do Consumidor, ou organizados pela sociedade e representado pelas associações, Conselhos ou instituições de defesa da criança e do adolescente.

Trata-se, portanto, de um saudável e importante exercício de identificação dos direitos coletivos e individuais. Do respeito a opinião e a liberdade de expressão e um tremendo exercício social na busca de um ponto de equilíbrio entre permitir e regular.

Esse não é um debate local. Países do mundo inteiro já debateram ou ainda debatem a questão da publicidade infantil e seus efeitos. O Brasil atualmente se baseia no sistema misto de controle da publicidade infantil.

Nesse modelo, tanto o Estado quanto a sociedade exercem o direito de regular e controlar o conteúdo da publicidade produzida no País. Ambos têm o direito de acionar suas ferramentas de controle quando acreditam que uma peça publicitária fere os direitos da criança e do adolescente ou as diretrizes de uma comunicação mercadológica ética e responsável.

Mas qual deveria ser o próximo passo? Deveríamos avançar para um modelo estritamente autoritário e controlador, onde apenas o Estado poderia dizer o que deve ser produzido e comunicado no Pais? Ou devemos manter o formato misto e apenas rever os parâmetros atuais? Afinal estamos ou não estamos prejudicando as crianças ao privá-las de uma comunicação mercadológica que pode prepará-las para as relações de consumo de maneira saudável e controlada?

A sociedade deve ser convidada a fazer essa reflexão! Pais, famílias, educadores, escolas, agências de comunicação e profissionais da publicidade devem ser provocados e refletir para construir seu próprio repertório sobre a questão da publicidade infantil. Esse deve ser um debate público para que possamos encontrar o melhor caminho a seguir coletivamente.

Vamos falar sobre isso?

Marici Ferreira – Diretora-presidente da Associação Brasileira de Licenciamentos (ABRAL).

Fonte: Administradores

O futuro do impeachment

O futuro do impeachment

Mais do que o tema do impeachment, a grande questão é saber o que esperar deste ano eleitoral.

Passado o carnaval é muito comum ouvir “agora sim o ano começa”. Pois bem, o ano de 2016 começa, de fato, com algumas questões difíceis de responder visto a complexidade do cenário que se apresenta. O objetivo é levantar questões e, de certo modo, provocar você que está lendo este artigo para que desde o “início do ano” comecemos um debate que deve se tornar, cada vez mais, consistente com relação ao cenário político brasileiro. Aqui se coloca como pano de fundo a questão do impeachment e seus desdobramentos tanto para os profissionais de Relações Governamentais quanto para os cidadãos.

O segundo semestre de 2015 foi tomado pelo tema do impeachment e vimos surgir várias opiniões que, com raras exceções, eram rasas e traziam muito mais a paixão por algum lado da história do que, de fato, uma analise embasada do importante momento histórico que estamos vivendo.

Acredito que este artigo possa servir para que, utilizando as mídias sociais, possamos construir um debate e que as opiniões sejam embasadas em informações que apesar de disponíveis são pouco consultadas e utilizadas.

Para se ter uma ideia de junho à dezembro de 2015 foram 885 discursos sobre o impeachment feitos na Câmara e Senado Federal. Ou seja, foi um tema importante para a classe política e aqui vem a primeira questão. Será um tema relevante, também, no ano de 2016? A evolução do processo de delação premiada trouxe à luz do debate novos atores que, até então, estava desvinculados diretamente desta situação. E aqui destacamos que seja um membro pertencente à situação ou à oposição foram mencionados novos nomes de pessoas importantes na arena política. E então surge uma segunda questão. A inclusão destes nomes no radar da mídia e da justiça não trará um receio aos parlamentares com relação aos limites que estas delações e investigações podem chegar? Um fato observado não apenas na política brasileira, mas também por estes lados, é que existe um grande empenho em caçar e extirpar a corrupção desde que espada da justiça esteja apontada para o lado do adversário. Quando a justiça começa a diversificar os alvos, em muito casos, a oposição tende a se amansar buscando novas pautas para o debate.

Temos que considerar, também, qual será o impacto que as eleições municipais terão no cenário federal. Com uma eleição de mudanças significativas no sistema de financiamento da campanha a questão que se coloca é: haverá uma reorganização ou até mesmo uma diminuição da pressão contra o governo visando uma estratégia de realização de projetos tendo como objetivo beneficiar os municípios em ano eleitoral? Em outras palavras, com a proibição da doação por empresas nas campanhas restará, como meio legal, para os candidatos buscarem apoio de pessoas físicas. Pode ser que realizando projetos para os municípios fique mais fácil angariar fundos, visto que demonstrar boas relações com o legislativo federal pode acabar por incentivar empresários colocarem a mão no bolso.

Enfim, o tema do impeachment serve como pano de fundo, mas a grande questão é saber dos cidadãos e dos profissionais que se relacionam com a política no dia-a-dia o que esperar deste ano? E mais, desde já iniciarmos um debate para que as questões políticas brasileiras estejam cada vez mais amadurecidas dentro de nossas cabeças e consigamos pensar melhores maneiras de trabalhar com política no país.

Fonte: http://openlex.com.br/2016/02/15/impeachment/ – por Ivan Ervolino. Saiba mais em: http://openlex.com.br/ Título original: “Todo carnaval tem seu fim…falaremos sobre impeachment este ano?”

Openlex é uma empresa responsável pelo sistema SigaLei, plataforma de acompanhamento das atividades e processos do  legislativo. A ferramenta monitora as atividades do Poder Legislativo com o objetivo de identificar propostas e decisões que impactam as atividades dos profissionais de relações governamentais.

 

4 funções ligadas à comunicação estão entre as “mais difíceis de explicar para os pais”

4 funções ligadas à comunicação estão entre as “mais difíceis de explicar para os pais”

Por Redação Comunique-se

Pesquisa faz parte de projeto do LinkedIn para aproximar gerações

Em uma pesquisa mundial, o LinkedIn identificou as carreiras mais difíceis de explicar para os pais. Para o levantamento, a rede social entrevistou 11 mil pessoas em 17 países para investigar se elas saberiam descrever a função profissional dos filhos. Segundo o resultado divulgado, 8 em cada 10 participantes não se sentem confiantes para explicar o trabalho dos filhos.

No topo da lista de profissões mais difíceis de explicar estão gerente de mídias sociais e gerente de relações públicas. No caso da primeira, 73% deles não souberam definir o que gerentes de mídias sociais fazem no trabalho. A carreira está em 4º lugar no ranking global. O percentual é o mesmo para a segunda colocada.

Outra função relacionada à comunicação social que não é bem definida para os brasileiros que participaram da pesquisa é a de subeditor. Para 72%, é complicado explicar as tarefas e atribuições desses profissionais. Os produtores de rádio também encontram dificuldades para explicar sobre o trabalho, pois suas atividades são uma dúvida para 70% dos pais brasileiros entrevistados.

O estudo faz parte do projeto “Bring in Your Parents Day”, iniciativa criada pelo LinkedIn para aproximar gerações, estimulando que empresas do mundo todo convidem pais dos funcionários para visitarem o ambiente de trabalho dos filhos. Confira o top 10 de carreiras mais difíceis de explicar:

1. Gerente de mídias sociais
2. Gerente de relações públicas
3. Designer de interface de usuário
4. Subeditor
5. Gerente de equipe esportiva
6. Bombeiro
7. Piloto
8. Cuidador (a)
9. Designer de moda
10. Produtor de rádio

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