Cenários para 2018: como ficarão nossos direitos na eleição mais digital da história?

Cenários para 2018: como ficarão nossos direitos na eleição mais digital da história?
A censura afasta indivíduos do debate democrático do qual têm direito de participar, mas a questão se torna mais complexa quando se nota que a violência e o discurso de ódio cumprem o mesmo papel.

E as próximas eleições? O que vai acontecer em 2018? As perguntas que povoam a cabeça de todos não vêm à toa. Tanto o acirramento da polarização política vivida no dia a dia como a “terra arrasada” produto da Operação Lava Jato crispam as análises e turvam as previsões. Mesmo sem saber o tom e quais são os personagens principais da tragédia anunciada, uma coisa é certeza: o palco dessa ópera será a internet.

A abertura da peça se dá num clima de tensão. “Não se podem menosprezar fake news”, diz Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral. As tais “notícias falsas” e a influência que tiveram em outros processos eleitorais recentes estão pintadas como vilãs da trama. O assombro está no poder que factoides produzidos anonimamente podem ter a partir de seu grande catalisador: o poder das plataformas de internet.

Há muito ainda a ser revelado. O espantalho das “fake news” oculta outros problemas reais e graves. Direitos como acesso à informação, liberdade de expressão, privacidade e condições básicas do debate democrático encontraram novas ameaças na era digital. O que nos espera nas eleições mais “digitais” que já tivemos?

A lógica por trás das ‘fake news’: a polarização nas redes

O jornalismo profissional nos mostrou que, tão importante quanto saber quem disse o quê (o que muitas vezes, em, si é notícia), é revelador saber o não dito, entender os porquês. Por ser fruto de investigação, checagem e análise, a informação política de qualidade é um insumo produzido a muito custo por comunicadores. Nesta fábula já datada de antes da internet, aprendemos que a mídia tradicional não é o único lar possível do jornalismo ético e profissional: iniciativas independentes por vezes revelam o que grandes conglomerados não têm interesse em mostrar.

A chegada de novas plataformas de internet, como o Facebook, mudou radicalmente a circulação dessa informação. Seja competindo pelos mesmos anunciantes, seja por serem estruturados por algoritmos difíceis de entender, esses revolucionários intermediários colocaram em xeque pequenos e grandes produtores de conteúdo ao fazê-los competir em busca de cliques. No que clicamos primeiro? No conteúdo viral ou na longa matéria analítica? Cada curtida e compartilhamento alimenta o algoritmo que, assim como um editor lutando por mais e mais atenção de seus leitores, calibra-se.

Desde a eleição de 2014, passamos por um processo social e político que calibrou tais algoritmos para a polarização política. É isso que compartilhamos. Dizer que o Facebook é o responsável por isso é um confortável autoengano. O país está politicamente dilacerado, seja pela eleição mais concorrida da história, pela maior operação anticorrupção ou, ainda, pelo conturbado processo de impedimento de sua presidenta. Neste cenário, estamos expostos àquilo que tendemos a concordar ou ao que vemos com desconfiança?

Dados do Monitor do Debate Político no Meio Digital, da Universidade de São Paulo, demonstram que a polarização tornou refém o consumo de informação: “aquela notícia vira uma arma de combate”, disse Pablo Ortellado, do Monitor. E, como numa guerra, a ética nem sempre prevalece e os produtores de “armas” lucram. Concorrendo lado a lado das custosas checagens e reportagens investigativas estão teorias da conspiração ou manchetes sensacionalistas que jogam o jogo da polarização. Produzindo tais “matérias” estão organizações híbridas, algo entre veículos de mídia e agências de marketing digital – e, por vezes, partidos ou movimentos políticos. Exemplos não faltam: competindo de igual para igual em cliques e compartilhamentos com a Folha de S.Paulo e O Globo, o Jornalivre têm, dentre seus administradores de conteúdo, membros do Movimento Brasil Livre, segundo a Vice.

Não é o que parece! Bots e outras técnicas de ilusionismo

Entretanto, manchetes virais e pegajosas teorias da conspiração não se movimentam sozinhas. Além de contar com usuários incautos que as compartilham em razão de suas próprias crenças, a tecnologia abre outras possibilidades para quem quer controlar o debate público. Tão importante quanto a informação verificada é ter acesso ao autêntico debate sobre ela.

Como revelou Juliana Gragnani, da BBC Brasil, agências de publicidade digital estão vendendo o uso de perfis falsos com diferentes níveis de automatização (de “bots” aos controlados por humanos) para quem quer simular movimentações nas redes. Com o uso de tais técnicas, nem sempre o debate que vemos na rede corresponde a uma conversa realizada por pessoas reais. Mais do que nos convencer sobre algo, o uso coordenado de perfis que simulem pessoas reais pode promover a atenção de algum assunto em desfavor de outro, ou, ainda, dar a alguém a impressão de que esta ou aquela ideia é muito apoiada. O quão importante pode ser influenciar qual será o próximo trending topic?

O que é uma eleição sem liberdade de expressão e participação de todos os envolvidos?

Não será simples encarar esse conjunto de problemas. Um sobrevoo por diferentes abordagens anuncia problemas na liberdade de expressão dos brasileiros em um momento chave de sua história. De um lado, soluções para a desinformação podem acarretar controle de conteúdo, o que transformaria tais remédios em venenos; de outro, certos crivos são importantes pois protegem a participação de grupos que sofrem violência.

Nas instituições estatais circulam iniciativas de cunho criminalizante, o que pode abrir precedentes questionáveis para censura. Ao mesmo tempo, políticos digladiam-se por restos de credibilidade no pós-Lava Jato, o que torna o terreno frutífero para propostas legislativas que lhes garantam mais controle sob discurso. No mesmo sentido, assediam o Judiciário que os investiga, buscando a remoção de críticas e o constrangimento de seus autores. É necessária a consolidação de crivos judiciais sólidos para identificar usuários de internet e remover conteúdos para que o medo das “fake news” não se torne algoz da livre expressão.

Respondendo ao clamor público, move-se também o setor privado.  Apontadas por muitos como heroínas, novas iniciativas de “fact-checking” têm dificuldade em ganhar escala e em fazer suas verificações repercutirem tanto quanto os boatos que desmentem. Entre as plataformas de internet (Google, Facebook), uma das abordagens é a de combater o uso de perfis falsos. Outra, de minorar a circulação de boatos caça cliques dentro de seus feeds ou resultados de busca, sufocando financeiramente seus produtores. Por sua vez, cada uma das iniciativa gera demandas por transparência por parte da sociedade civil. Quais são as políticas estabelecidas por empresas privadas que impactarão na circulação de discursos políticos?

Na definição de tais critérios públicos e privados, a transparência e a sensibilidade de que a credibilidade não é necessariamente sinônimo de mídia tradicional são fundamentais. Meios de comunicação são vetores de poder político e econômico e sempre foi importante debater como democratizá-los e ampliar o número de vozes a serem ouvidas.

Neste âmbito, não são desprezíveis as possibilidades trazidas pela tecnologia. Porém, apesar das minorias terem ganhado acesso à maior vocalização de suas perspectivas com a internet, maus crivos podem mais uma vez silenciá-las. A censura afasta indivíduos do debate democrático do qual têm direito de participar, mas a questão se torna mais complexa quando se nota que a violência e o discurso de ódio cumprem o mesmo papel. Seu enfrentamento exige compromissos corajosos de todas as partes envolvidas, especialmente das instituições e plataformas de internet. Como tornar visíveis outras vozes se a violência as torna mais custosas para serem entoadas?

A privacidade como proteção da autonomia de participar e decidir

Das várias novidades de 2018, porém, uma ainda parece despercebida: serão as primeiras eleições nas quais será permitido realizar propaganda paga na internet. Não é qualquer anúncio – na reforma da lei feita em 2017, o que está permitido é o impulsionamento de conteúdos oferecido por plataformas de internet, os “posts patrocinados”. Não vale “comprar” curtidas ou qualquer serviço “extra”.

A magnitude dessa mudança precisa estar muito clara. Qual a diferença da propaganda política feita na internet e em outras mídias, como rádio e a TV? Na televisão, peças publicitárias são veiculadas para todo país – ou estado – ao mesmo tempo. Todo mundo vê mais ou menos a mesma face da campanha: do jovem rapaz de classe média alta de Porto Alegre à mãe de quatro filhos de uma comunidade ribeirinha no Pará. Claro que candidatos podem modular seu discurso a depender da agenda de campanha, mas a propaganda na mídia televisiva achata suas propostas e ideias num envelope só.

Na internet o formato é diferente. A modulação é muito mais complexa, implicando no que chamamos de “microdirecionamento”.

A lógica já opera há anos. A partir de uma série de tecnologias de coleta e tratamento de dados pessoais sobre nossa vida, hoje em dia ficou muito mais fácil nos vender algo. Um chocolate, por exemplo. A partir de registro e cruzamento de hábitos de consumo ou de navegação na internet é possível produzir conhecimento sobre quais chocolates comemos, quanto estamos dispostos a gastar, em quais momentos do dia estamos mais suscetíveis (e como reagimos) à sugestão de comer chocolate. Melhor para a indústria de chocolates: recursos de marketing para aumentar suas vendas podem ser gastos de uma maneira mais eficiente. Mas e se o chocolate for um candidato, e o processo de escolha e “sugestão” for a campanha eleitoral? Essas técnicas podem ser utilizadas?

Com a coleta e o tratamento de dados pessoais de eleitores é possível descobrir correlações sobre gostos pessoais e inclinações políticas e “elaborar”aquele anúncio para aquela pessoa. Em 2016, já ficou notória a história da empresa Cambridge Analytica, que prestou esse tipo de serviço para Donald Trump nas últimas eleições nos EUA. Por sua vez, a propaganda paga torna possível catapultar anúncio “microdirecionado” ao feed daquele eleitor específico. Ou, ainda, testar anúncios diferentes para o mesmo micropúblico, para conhecer qual tem mais impacto.

Tudo isso tem consequências para a autonomia de cada um pensar, decidir e participar do debate político. De um lado, a sugestão da publicidade torna-se poderosa quanto mais o anunciante conhecer o seu “alvo”, de outro, o quanto o “alvo” tem consciência do que se conhece dele? Importante lembrar que esta história se passa em um país que não aprovou qualquer legislação que proteja os dados pessoais de seus cidadãos, o que os afasta de ferramentas jurídicas que coibiriam práticas abusivas que podem ser praticadas por fornecedores de campanhas eleitorais.

É possível sair ileso desse bombardeio?

Suponha que as declarações de um candidato transformem-se em uma manchete ultrassensacionalista que jogue com a polarização. No imaginário popular sua imagem já está fixada. Imagine que esta campanha se aproveite dessa imagem para fazer o impulsionamento de um anúncio “microdirecionado”. Combinando com o uso de perfis falsos, a campanha passará a impressão que o candidato em questão é amplamente apoiado. Por fim, sua equipe jurídica processará o cidadão que o satirize. Tudo passará pela tecnologia, mas nem tudo a olho nu. E a disparidade de recursos entre campanhas pode agravar ainda mais esse quadro.

Como vimos, as soluções mágicas se parecem com cobertores curtos – ao cobrir uma parte, deixam outras vulneráveis. Não há, entre os personagens da trama, um salvador da pátria.

Organizações da sociedade civil têm apontado caminhos interessantes:  a transparência e princípios internacionais podem nos ajudar na proteção de direitos e precisamos dizer às campanhas de todos os candidatos que “não vale tudo”. Sua atuação é fundamental para chamar governos e empresas para o debate e para revelar os limites de suas iniciativas. Problemas complexos exigirão soluções complexas, pensadas a partir do esforço compartilhado de diferentes setores.

Aprenderemos com nossos erros, especialmente porque o emprego de mais tecnologias por campanhas é um caminho de mão única. Nessa trilha, acesso à informação, liberdade de expressão, igualdade e privacidade são pilares da democracia. O mínimo que fazemos é estarmos atentos para usar a tecnologia para protegê-los, não ameaçá-los.

Fonte: Nexo Jornal.

Acabou a neutralidade da rede. É o fim da internet como a conhecemos?

Acabou a neutralidade da rede. É o fim da internet como a conhecemos?
Um princípio da internet aceito em quase 50 países é abolido nos Estados Unidos. Assim, provedores terão poder de decisão sobre o que o usuário acessa

Ajit Pai é o republicano mais odiado do Twitter nesta semana. Ou o segundo. O primeiro lugar é cativo de Donald Trump – que nomeou Pai como presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), órgão regulador de telecomunicações dos Estados Unidos. O filho de imigrantes indianos, de 44 anos, parece ter mais jogo de cintura para as críticas do que o presidente americano. Pai tenta usar as ofensas a seu favor. Um dos alvos de deboche do público é a caneca gigante com a logomarca da Reese’s, uma marca de chocolate com pasta de amendoim, que ele carrega em aparições oficiais e entrevistas. Em vez de mostrar irritação com os memes, rebate com um vídeo no YouTube em que comenta parte dos tuítes ácidos que tem recebido. Em uma réplica jocosa, leva à boca uma caneca da Reese’s gigantesca, do tamanho de seu tronco. Ao fim do vídeo, agradece aos haters e dá uma piscada. Enquanto faz graça, porém, o executivo ameaça um princípio fundamental da internet como a conhecemos.

EFEITO GLOBAL Ajit Pai,da FCC.No governo Trump,ele pode atender a um velho pedido dos provedores de acesso á internet (Foto:   Alex Wong/Getty Images/AFP)

Pai colocou em votação e conseguiu que a comissão decidisse, por três votos a dois, parar de defender um dos pilares da internet aberta: a neutralidade da rede, imposta como norma pelo governo de Barack Obama. A partir da votação na quinta-­feira, dia 14, o Congresso tem dois meses para avaliar a decisão. Prevê-se uma guerra jurídica nas semanas à frente.

Debate-se tal princípio nos Estados Unidos desde a era pré-internet, quando o tema era telefonia fixa. Só em 2003, depois de um artigo escrito pelo professor Tim Wu, da Escola de Direito da Universidade Columbia, o termo se consolidou e ganhou status de diretriz ideal para o uso da internet no mundo. Quase 50 países adotam a regra, que determina isonomia no tratamento de dados pelas empresas provedoras de conexão. A neutralidade da rede estipula que todo conteúdo trafegue com a mesma velocidade – uma música é transmitida mais facilmente que um filme, mas apenas por seu tamanho, e não porque o site de músicas tenha um acordo com o provedor. Com a neutralidade, nenhum site, serviço ou aplicativo usufrui de maior rapidez ou de privilégios. Isso dá ao usuário poder de decisão sobre qual informação disponível na rede ele quer acessar.

A FCC mantém esse princípio há 15 anos. Tom Wheeler, o cabeça anterior da entidade, entendia a neutralidade como benéfica para a economia americana. Ajit Pai diz enxergar sua abolição como uma restauração de liberdade concorrencial no setor. Quase 30% dos americanos não têm acesso à banda larga em casa. O problema não é de falta de infraestrutura, como no Brasil. Uma pesquisa da Pew Research Center detectou que o empecilho é o alto custo dos pacotes oferecidos. Com o fim da exigência de neutralidade, a FCC libera as operadoras a propor planos de internet que priorizem o acesso a certo conteúdo ou serviço em detrimento de outro. A ideia é que um usuário de uma zona remota, que conta com poucas alternativas (já que as companhias não veem retorno financeiro em investir no local), tenha a opção de pagar por um plano com acesso só a um serviço – Facebook ou Netflix, por exemplo. Ele estará conectado ao que as operadoras decidirem ofertar na área. O discurso é que essa prática estimula a concorrência. Mas é comum que os mesmos grupos incluam operadoras de telecomunicações e produtores de conteú­do. Sem a exigência de neutralidade, a operadora – a dona da infraestrutura – tem incentivo para dar vantagem ao conteúdo produzido por seu próprio grupo e para discriminar o do competidor. A diversidade de acesso será proporcional ao bolso do consumidor. A internet funcionará como um espaço estratificado.

 

A Electronic Frontier Foundation (EFF) é uma das entidades que encabeçam a luta pela manutenção da neutralidade da rede e por outros valores não exclusivamente econômicos na internet desde a década de 1990. Rebate o argumento da defesa da concorrência com um dado do atual mercado de banda larga, distante do idea­lizado pela teoria: nove de cada dez  americanos vivem em monopólio ou duopólio de banda larga. Kit Walsh, doutora em Direto pela Universidade Harvard e ativista da EFF, destaca que as companhias de hoje, com seus direitos renovados pelo governo para a transmissão em cabos, em antenas e no espectro eletromagnético tendem a conseguir oferecer serviço mais barato do que os novos participantes, que precisarão construir estruturas e obter direitos a partir do zero. “Combine isso com o acesso pouco confiável dos clientes a informações sobre a qualidade do serviço e de velocidades de banda larga e você terá um mercado que não será competitivo, a não ser com intervenção”, diz Kit em artigo. Ela entende que uma das saídas é obrigar que grandes companhias permitam a operação de novas empresas em sua estrutura. A discussão não é exclusiva dos Estados Unidos. O conflito econômico básico da internet está entre encará-la como uma estrutura de interesse público, fundamental para a circulação de informação, ou como infraestrutura de telecomunicações sob lógica empresarial.

Protesto pela Neutralidade de rede em Chicago.Seus defensores diszem que ela favorece a economia (Foto:   Patrick Gorski/NurPhoto/AFP)

Entre os efeitos possíveis da nova decisão, especialistas apontam para riscos à liberdade de expressão, à privacidade e à inovação – não somente nos Estados Unidos. Luca Belli, pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV e autor de livros sobre neutralidade e regulação na internet, aponta para consequências diretas e indiretas da mudança no Brasil. Startups americanas, sem o peso necessário para negociar acordos com operadoras, podem enfrentar dificuldade para lançar novos produtos que chegariam aqui. O impacto indireto é que o país se espelha em regras dos Estados Unidos e da Europa. “É muito provável que, a partir de hoje, operadoras no Brasil queiram desregular a neutralidade e seguir o modelo de lá”, diz.

No Brasil, a neutralidade está contemplada no Marco Civil da Internet e no decreto que o regulamenta, de 2016. Apesar de nossa lei ser elogiada por pioneiros consagrados da internet, como Tim Berners-Lee, inventor da World Wide Web (a interface e lógica de navegação com que estamos habituados ao usar a internet), isso não salva o país de ameaças. Assim como nos Estados Unidos, as companhias reclamam dos altos impostos e dos desafios financeiros para investir em expansão.

Yasodara Córdova, pesquisadora da Digital Kennedy School, de Harvard, usa como bom exemplo da relevância da neutralidade o que ocorre na rede móvel no Brasil. Ela se refere à prática de zero rating, que dá ao usuário a possibilidade de comprar um celular pré-­pago e receber, de graça, acesso a alguns serviços, como Facebook e WhatsApp. Nem todo site recebe esse tratamento. “A Wikipédia é uma fonte de informação importante. Mas por que uma operadora vai fazer acordo com ela, se é um site sem fim lucrativo?”

Netflix e Twitter já se manifestaram contra a mudança. Os críticos da votação na FCC lembram que Ajit Pai foi assessor jurídico da operadora de telefonia Verizon. Mais de 20 nomes influentes no mundo da tecnologia, como Vint Cerf, “pai da internet”, e Steve Wozniak, cofundador da Apple, enviaram uma carta aberta à FCC solicitando o cancelamento da decisão. Uma investigação do The Wall Street Journal mostrou que mais de 2 milhões de comentários favoráveis ao fim da neutralidade estão associados a contas falsas (algumas ligadas a pessoas mortas) ou a robôs. Um dos maiores embates sobre o funcionamento da rede acaba de recomeçar – e não terminará tão cedo.

Fonte: Época.

Da vaca e de outras vítimas da intolerância

Da vaca e de outras vítimas da intolerância

Circula nas redes sociais a seguinte piada: “O clima anda tão tenso que se você disser que tem intolerância à lactose é capaz de uma vaca te processar” – espirituosa referência às mais diversas e condenáveis formas de discriminação que insistem em grassar entre nós. Xenofobia, homofobia, racismo, etnocentrismo, sectarismo político, fundamentalismo religioso, fanatismo esportivo… Quando a alteridade e a empatia se perdem, a intolerância ganha corpo e voz sem limites, sem freios.

Mais até do que a construção do Muro de Trump na fronteira entre os Estados Unidos e o México, a exacerbada incapacidade de aceitar o diferente é palpável nos espaços virtuais. Estes, por sua natureza, favorecem a covardia e a impunidade. Da fortuita agressão verbal à ofensa pessoal em público, passando pelo discurso do ódio e até pelos chamados crimes contra a honra (calúnia, injúria e difamação), os casos se multiplicam.

Recentemente, os holofotes estiveram sobre os ataques em vídeo no Youtube, postado por autointitulada “socialite” brasileira radicada nos Estados Unidos, à Chisomo (“Titi”) Gagliasso, menina africana adotada por casal de atores brasileiros. Enquanto aquele episódio ganhou notoriedade em virtude de os pais da criança serem do meio artístico, situações “menores” passam despercebidas nesse universo aparentemente sem fronteiras que é a internet.  Comentários grosseiros e grotescos, além de notícias falsas (fake news), transitam livremente em sites jornalísticos, sem moderação. No portal G1, por exemplo, insensível à dor dos familiares da tripulação de 44 submarinistas argentinos vitimados pelo acidente que fez naufragar o Ara San Juan, um leitor vaticinou que a Capitã da embarcação “tinha cara de comunista”, como se isso pudesse ter alguma relação com o trágico destino do submarino, desaparecido em 15 de novembro deste ano. Um escárnio.

Tal como a internet, a intolerância não conhece fronteiras. Há poucos dias, em perfil de língua inglesa no Instagram, dedicado à série televisiva Game of Thrones, figurava o comentário antissemita de um internauta que expressou repulsa ao fato de a atriz Emilia Clarke “tocar uma judia”, no caso, a colega – não de set, mas de profissão – Gal Gadot. Conhecida por interpretar a Mulher Maravilha nos últimos filmes do estúdio DC Comics, Gadot foi Miss Israel e serviu ao exército israelense antes de se tornar a intérprete de um dos ícones do movimento feminista dos anos quarenta.

Tudo isso é bastante irônico se analisarmos as personagens reais e fictícias envolvidas.

A menos que seja adepto de um dos vilões da série, o fã de Game of Thrones parece não perceber a incoerência de seu comentário eivado de preconceito. Na fantasia de autoria de George R.R. Martin, adaptada para a TV pela HBO, Clarke interpreta Daenerys Targaryen, uma jovem que recorre à magia de seus dragões não só movida pelo sonho de recuperar o trono que pertenceu à sua família, mas, antes, para combater a escravidão por onde passa. Assim, recorre à força ao passo que combate a opressão. Espírito bastante distinto, para dizer o mínimo, do antissemitismo que levou ao holocausto na Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945) e, hoje, inspira o neonazismo.

Não por coincidência, foi em meio aos anos de guerra, precisamente em 1941, que um psicólogo americano simpatizante do movimento das sufragistas criou a “Wonder Woman”, primeira super-heroína protagonista de quadrinhos, símbolo do então incipiente empoderamento feminino – ainda que a personagem tenha sofrido significativas transformações ao longo do caminho. Aliás, a Mulher Maravilha não foi a única personagem de quadrinhos a refletir as condições políticas e socioeconômicas reais de sua época. Super Homem, Capitão América, Batman (e depois Robin), Pantera Negra e X-Men, por exemplo, nasceram da inspiração na sociedade e no contexto histórico em que se inseriam seus criadores. Guerra, criminalidade urbana, desigualdade, racismo, homossexualidade eram algumas das questões espelhadas nas histórias dos heróis.

E como falavam dessas questões aberta ou veladamente, foram alvo de repressão – e de mais intolerância. Durante a Guerra Fria, o senador norte- americano Joseph McCarthy, do Partido Republicano, empreendeu campanha moralista e anticomunista, marcada pelo medo. O macarthismo, também conhecido como “caça às Bruxas”, quando não os fez calarem, forçou a modificação de vários daqueles heróis. E embora não passe de mera eventualidade, não escapa à atenção a curiosa coincidência do sobrenome do senador republicano e de Day McCarthy, a ofensora que destilou seu veneno contra a pequena Titi no Youtube.

Se é certo que a tecnologia encurta distâncias, não seria igualmente pacífico afirmar que cumpre a promessa de aproximar pessoas e eliminar barreiras, contribuindo para a construção de uma sociedade global integrada, igualitária, mais justa. Um sonho de “pax universal”.

A esse respeito, a revista inglesa The Economist publicou, em novembro passado, artigo sob o título “Do social media threaten democracy? (As mídias sociais ameaçam a democracia?). Para tentar responder ao pertinente questionamento, é preciso reconhecer a democracia não apenas como sistema de governo, mas como um valor a ser cultivado e compartilhado pelos homens, na busca por igualdade, liberdade e fraternidade. Sim, o mesmo e ainda atual ideário da Revolução Francesa – pelo menos antes de descambar para a fase do Terror.

A lembrança do terror jacobino, a propósito, traz à mente outra reflexão: estaria a humanidade fadada a, ciclicamente, ver uma criação idealmente boa voltar-se contra seu criador? Vejamos a promessa da prosperidade pela globalização econômica. No início dos anos 2000, o Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz colocou na berlinda os auspícios das bandeiras neoliberais no livro “A Globalização e Seus Malefícios”. No campo da política, por sua vez, em “O futuro da democracia”, Norberto Bobbio analisou os regimes democráticos e suas transformações à luz do que chamou de “promessas não cumpridas da democracia” – ressalte-se, no entanto, que as conclusões de Bobbio não se afastam da máxima de Winston Churchill segundo a qual “a democracia é a pior forma de governo imaginável, excetuadas todas as outras experimentadas”.

Talvez o homem enfrente desafio semelhante com a internet. Porque ao mesmo tempo em que proporciona conquistas inimagináveis até mesmo para Marshall McLuhan, autor de “A Galáxia de Gutenberg” (1962) e da expressão “aldeia global”, o alcance da rede internacional de computadores também se presta à mentira (“pós-verdade”), ao preconceito, à opressão, à pedofilia, à prostituição, ao narcotráfico e a outros crimes transnacionais, além de ofensas ao princípio da dignidade da pessoa humana.

E embora alguns daqueles males assombrem a humanidade há milênios – segundo judeus e cristãos, desde os tempos bíblicos –, a velocidade de propagação e o volume de informação (ou desinformação) disseminada pela internet geram danos inestimáveis, até irreversíveis. Como diz o provérbio, a palavra pronunciada não volta atrás. E em tempos de intolerância e pós-verdade, difícil não citar Joseph Goebbels, a quem se atribui a afirmação de que “uma mentira repetida mil vezes se torna verdade”. Ou será que o chefe da propaganda nazista nunca disse isso?

Como equacionar esse desafio, responsabilizar e punir a má-fé e a covardia? Por meio da autorregulamentação? Da instituição de mecanismos de cooperação internacional via celebração de tratados e convenções multilaterais, a exemplo da Convenção de Budapeste sobre Crimes Cibernéticos? Do estabelecimento de legislações nacionais específicas para as mídias sociais? Do recrudescimento da legislação penal vigente, mediante agravamento de penas?
Da ponderação, sopesando-se, entre outros, os direitos à igualdade, à segurança, à liberdade de expressão, à informação, à imagem, à intimidade e à dignidade da pessoa humana?

Em 10 de dezembro de 2018, a Declaração Universal dos Direitos do Homem completará 70 anos. São apenas 30 artigos, de leitura suave e rápida, cuja íntegra está disponível em inúmeros sites, formatos e idiomas na internet. É recomendável dedicar breves minutos às sábias palavras da quase septuagenária senhora, notadamente ao que preconiza o dispositivo a seguir:

Artigo 29.
1. Todo ser humano tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.

2. No exercício de seus direitos e liberdades, todo ser humano estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.

Respeito. É o que falta nos meios virtuais e reais. Na voz e no ritmo de Aretha Franklin, R-E-S-P-E C-T. Nas sempre vivas palavras de Martin Luther King, ainda temos um sonho.

Autoria: Márcia AzevedoJornalista e Especialista em Direito Constitucional.

Redes da Intolerância

Redes da Intolerância

Brasil cultiva discurso de ódio nas redes sociais, mostra pesquisa – Cerca de 84% das menções sobre temas sensíveis, como racismo, política e homofobia, são negativas

A cantora Preta Gil dando entrevistas na delegacia após ser alvo de insultos racistas nas redes sociais – Agência O Globo
A cantora Preta Gil dando entrevistas na delegacia após ser alvo de insultos racistas nas redes sociais – Agência O Globo

Na Sociologia e na Literatura, o brasileiro foi por vezes tratado como cordial e hospitaleiro, mas não é isso o que acontece nas redes sociais: a democracia racial apregoada por Gilberto Freyre passa ao largo do que acontece diariamente nas comunidades virtuais do país. Levantamento inédito realizado pelo projeto Comunica que Muda, iniciativa da agência nova/sb, mostra em números a intolerância do internauta tupiniquim. Entre abril e junho, um algoritmo vasculhou plataformas como Facebook, Twitter e Instagram atrás de mensagens e textos sobre temas sensíveis, como racismo, posicionamento político e homofobia. Foram identificadas 393.284 menções, sendo 84% delas com abordagem negativa, de exposição do preconceito e da discriminação.

— Aquele brasileiro cordial não usa a internet no Brasil — diz Thiago Tavares, presidente da ONG SaferNet Brasil. — O que a gente tem visto nas redes sociais é o acirramento do discurso de ódio, de intolerância às diferenças.

Como resultado do panorama político gerado a partir das eleições de 2014, “coxinhas” e “petralhas” realizam intenso debate nas redes, na maioria das vezes com xingamentos e discursos rasos, que incentivam o ódio e a divisão. Do total de mensagens analisadas, 219.272 tinham cunho político, sendo que 97,4% delas abordavam aspectos negativos. A segregação virtual foi materializada no muro erguido no gramado do Congresso Nacional para separar manifestantes contra e a favor do afastamento da presidente Dilma Rousseff.

O segundo tema com maior número de mensagens foi o ódio às mulheres. Muitos internautas parecem não entender que lugar de mulher é onde ela quiser, e a misoginia se alastra pelas redes. Assédio, pornografia de vingança, incitação ao estupro e outras violências são, por vezes, travestidos de “piadas” que são curtidas e compartilhadas, reforçando no ambiente virtual o machismo presente na sociedade. Ao todo, foram coletadas 49.544 citações que abordavam as desigualdades de gênero, sendo 88% delas com viés intolerante.

Pessoas com algum tipo de deficiência, que lutam no dia a dia por seus direitos, também são achincalhadas nas redes sociais. O levantamento captou 40.801 mensagens sobre o tema, sendo 93,4% com abordagem negativa. Termos como “leproso” e “retardado mental” e o uso da deficiência para “justificar” direitos são usados nessas citações.

Em números absolutos, o Rio de Janeiro foi o estado onde mais citações sobre intolerância foram captadas, com 58.284, à frente de São Paulo e Minas Gerais, que têm maior população. Em termos relativos ao número de habitantes, o Distrito Federal lidera o ranking, com 11.986 citações para 2.914.830 habitantes.

— Ao contrário do que muita gente acha, o Brasil é intolerante. A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no país; a cada 11 minutos, uma mulher é estuprada — ressalta Bob Vieira, diretor executivo da agência nova/sb. — As redes sociais fazem nada mais que amplificar esse ódio, reafirmar os preconceitos que as pessoas já têm.

AGRESSÃO INVISÍVEL

Vieira destaca que o levantamento captou dois tipos de intolerância. O visível, em que o agressor vai direto ao ponto; e o invisível, mais sutil, que se esconde em comentários que podem passar despercebidos, pois abordam discursos que já foram incorporados pela sociedade, mas não pelas vítimas.

— É quando a professora fala para a aluna alisar o cabelo para ficar bonita ou o crítico trata o Bolsa Família como esmola — diz Vieira.

O racismo também tem forte presença nas redes sociais brasileiras, com 17.026 menções, sendo 97,6% negativas. Casos recentes de ataques a celebridades negras geraram repercussão na sociedade. Em julho do ano passado, a apresentadora do Jornal Nacional Maria Júlia Coutinho foi uma das vítimas. Após investigação, o Ministério Público de São Paulo indiciou quatro homens por injúria e racismo. Em novembro do ano passado, o alvo de comentários racistas foi a atriz Taís Araújo. Na semana passada os haters miraram na cantora Preta Gil.

— Fiquei surpresa com uma premeditada avalanche de comentários corrosivos, ofensivos e gratuitos que mostram como a educação e os bons princípios estão perdendo a guerra para essa onda de ódio e violência que estamos vivendo — diz a cantora, que levou o caso à Polícia Civil. — Fiz a denuncia para mostrar que eu sou apenas mais uma a sentir na pele esse ataque virtual. Ninguém quer ter a janela apedrejada. Nem o negro, nem o branco, nem o gay, nem o gordo, nem o deficiente físico, nem a menina que frequenta o candomblé.

O levantamento também mensurou a intolerância pela aparência, homofobia, classes sociais, idade/geração, religião e xenofobia. Mais que constatar a existência do preconceito nas redes sociais, o estudo quer debater a tênue linha que separa o discurso de ódio do direito à liberdade de expressão. Paula Martins, diretora executiva da ONG Artigo 19, acredita que o combate à intolerância deve acontecer pelo fomento à tolerância e à pluralidade, não por medidas restritivas.

— O direito à liberdade de expressão não é absoluto, legislações tratam o discurso de ódio explicitamente como um limitador da liberdade de expressão — avalia. — Mas cada caso deve ser tratado de forma individualizada.

Essa é a mesma opinião de Lincoln Werneck, do Instituto Coaliza. O especialista acredita em ações educativas e de conscientização para reduzir a intolerância entre os internautas, que, se apoiando no anonimato, expressam seus preconceitos:

— Internet não é terra sem lei. Se houver interesse investigativo, os agressores serão identificados.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/brasil-cultiva-discurso-de-odio-nas-redes-sociais-mostra-pesquisa-19841017#ixzz4GHGxRNMA
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Fonte: Comunica que muda

Estudo desvenda os horários nobres das redes sociais

Estudo desvenda os horários nobres das redes sociais

A análise recaiu sobre as três mais usadas do Brasil: Facebook, Instagram e Twitter.

Smartphone no sofá: estudo mostra horário nobre das redes sociaisl
Smartphone no sofá: estudo mostra horário nobre das redes sociais

Um estudo está desvendando quais são os horários nobres das diferentes redes sociais. O nome do estudo é “Horários Nobres nas Redes Sociais” e foi realizado pela consultoria de gestão de redes sociais Sprinklr.

Para a realização do estudo, foram usadas 160 milhões de menções e interações nas redes sociais durante 2015. A análise recaiu sobre as três mais usadas do Brasil: Facebook, Instagram e Twitter. Os dados extraídos pela Sprinklr mostram que cada uma delas tem suas peculiaridades (seja por horário ou por tipo de conteúdo que é compartilhado).

A seguir, você pode ver quais são os horários nobres de cada uma das redes sociais. Todas as informações foram fornecidas a EXAME.com pela Sprinklr.

Facebook

O Facebook conta com um equilíbrio entre o número de interações em dias úteis. De acordo com a Sprinklr, o pico de engajamento é entre 11h e 14h de dias úteis. Três dias têm um pequeno aumento no movimento e uso de usuários: terça-feira, quarta-feira e quinta-feira.

A Sprinklr ainda selecionou os assuntos que mais geram interações na rede social de Mark Zuckerberg. As três primeiras colocações ficam com finanças (31%), e-commerce (28%) e varejo (21%).

Instagram

De acordo com o estudo, o Instagram também não tem tantos picos a depender do dia. “O número de publicações não sofre grandes alterações entre os dias úteis”, explica a Sprinklr. O Instagram tem duas faixas de horário nobre: a primeira entre 11h e 14h e outra entre 18h e 22h. As noites de quarta e quinta-feira também são movimentadas, com picos de interação entre 20h e 21h.

Com uso bastante forte para divulgação de produtos e serviços, os setores que mais têm publicações são e-commerce (33%), varejo (32%) e beleza e higiene (13%).

De acordo com a Sprinklr, o Instagram é a única entre as três redes sociais que não apresenta redução de interações durante os finais de semana.

Twitter

O Twitter tem dias bem marcadas para seu horário nobre, ao contrário das outras redes. Quartas e quintas-feiras são os dias mais movimentados por lá. A faixa de horário é das 18h às 22h.

A Sprinklr afirma que identificou também outro pico: quartas e terças-feiras das 21h às 00h. Nesse caso, o Twitter é usado para comentar futebol e reality show. O interessante é observar que o smartphone é usado aqui como segunda tela para interagir com o que está passando na televisão.

O caráter de tempo real do Twitter conta bastante para interações rápidas e que fazem sentido somente dentro de um contexto específico.

Fonte: Exame

Em 2020, publicidade na internet deve superar investimentos em TV

Em 2020, publicidade na internet deve superar investimentos em TV

De acordo com a sócia da PwC Brasil e líder de Mídia e Entretenimento, Estela Vieira, mudanças na forma de consumir e investir no setor deverão se tornar mais acentuadas em um futuro próximo.

çO mercado global de mídia e entretenimento deverá movimentar US$ 2,14 trilhões em 2020. A receita do setor chegará ao patamar após atingir crescimento de 4,4% ao ano, de acordo com a pesquisa Global entertainment and media outlook 2016-2020, divulgada pela consultoria PwC na última semana. Em sua 17ª edição, o estudo analisa o histórico e projeções de 13 segmentos: Música, Cinema, Livros, Jornal, Revistas, Rádio, Games, Publicidade na TV, Publicidade na Internet, B2B, Midia Exterior, Tv e Vídeo e Acesso à Internet.

A área que apresenta maior estimativa de crescimento anual, de maneira global, é a de publicidade na internet, com 11,1% ao ano até 2020. Em 36 dos 54 países onde a pesquisa foi realizada, o mercado de mídia e entretenimento tem crescido mais do que o PIB, como é o caso do Brasil. Em 2020, pela primeira vez os gastos de publicidade na internet vão superar os investimentos em publicidade na TV, passando de US$ 154 bilhões, em 2015, para US$ 260 bilhões, nos próximos quatro anos. O desempenho é alavancado pelos resultados de mercado dos Estados Unidos, China e Inglaterra.

O segmento de publicidade na TV deverá movimentar US$ 210 bilhões, 26% a mais do que em 2015. No ranking dos países com maiores gastos publicitários em plataformas digitais, com US$ 2,9 bilhões de receitas geradas, o Brasil aparece em 14º lugar e deverá subir uma posição até 2020, à frente da Itália e do México.

De acordo com a sócia da PwC Brasil e líder de Mídia e Entretenimento, Estela Vieira, mudanças na forma de consumir e investir no setor deverão se tornar mais acentuadas em um futuro próximo. “As empresas estão lidando com um ambiente cada vez mais complexo, onde cada mercado desenvolve sua própria dinâmica de crescimento, influenciada por fatores que vão de mudanças demográficas até hábitos de consumo, passando por infraestrutura e regulação”, opina.

Fonte: Comunique-se

China inunda suas redes sociais com quase 490 milhões de mensagens falsas por ano

China inunda suas redes sociais com quase 490 milhões de mensagens falsas por ano

Estudo de Harvard indica que se trata de uma forma de propaganda do regime para distrair os internautas de temas sensíveis

Computadores em uso numa LAN house de Pequim, em imagem de arquivo. EFE
Computadores em uso numa LAN house de Pequim, em imagem de arquivo. EFE

É amplamente sabido que a China conta com um complexo sistema de censura que bloqueia certos sites da Internet e elimina comentários indesejados em fóruns de discussões. E também que existe uma legião de internautas encarregados de rebater argumentos contrários ao regime no espaço cibernético. Os resultados de um estudo sobre estes últimos, realizado por pesquisadores da Universidade Harvard, mostram que o Governo, além disso, bombardeia as redes sociais com 488 milhões de comentários por ano, para distrair os cidadãos das más notícias e de temas sensíveis.

A investigação se baseou em documentos dos anos 2013 e 2014 vazados do Departamento de Propaganda de um distrito da cidade chinesa de Ganzhou, situada na província de Jiangxi (sudeste). O documento proporciona informações detalhadas sobre como se comportam e qual é a estratégia desses funcionários, que segundo várias estimativas, poderiam rondar os dois milhões e são popularmente conhecidos como “o Partido dos 50 Centavos”, já que essas pessoas receberiam 50 centavos de yuan (27 centavos de real) a cada comentário favorável ao regime.

Até agora, acreditava-se que esses defensores do Partido Comunista Chinês só se envolviam em discussões com outros usuários para apoiar o Governo, os líderes chineses ou as suas políticas em momentos delicados, mas o estudo indica que a grande maioria evita os temas polêmicos e se dedica simplesmente a distrair os demais com mensagens que exaltam os feitos do país.

“Temos a esperança de que o novo secretário do Partido possa promover políticas que beneficiem as pessoas em diferentes aspectos, sobretudo em matéria de educação e saúde”; “Muitos mártires revolucionários lutaram com valentia para criar a vida que temos hoje. Respeitem esses heróis”; “Carregarei a bandeira vermelha manchada com o sangue dos nossos antepassados e seguirei o caminho do Partido Comunista da China sem hesitação!”. Essas são algumas das publicações que esses operários da propaganda deixaram nas redes sociais.

“A distração é uma estratégia útil e inteligente no controle da informação. Em quase qualquer discussão, utilizar um argumento raramente é eficaz para pôr fim a outro argumento contrário. Deixar que essa opinião morra, ou mudar de assunto, geralmente funciona muito melhor do que discutir para tentar que o outro se retrate (algo que os novos pais aprendem rapidamente)”, dizem os autores do estudo.

Contrariando a crença de que essas mensagens são publicadas por cidadãos comuns contratados pelo Governo para esse fim, os pesquisadores concluíram que a grande maioria dos textos é escrita por funcionários do departamento de Propaganda e também de outros órgãos, como a Justiça, a Previdência Social e a Fazenda.

Segundo os pesquisadores, a estratégia de se autoelogiar, não atacar os demais e evitar o conflito “parece decorrer do fato de que a principal ameaça percebida pelo regime chinês na era moderna não são os ataques militares de inimigos estrangeiros, e sim as rebeliões do seu próprio povo”.

O momento e as circunstâncias da publicação dessas mensagens, aliás, não são aleatórios. A análise dos anos 2013 e 2014 mostra que a maior atividade ocorre em feriados, durante reuniões políticas importantes ou após protestos intensos em algum ponto do país. Por exemplo: depois de o presidente Xi Jinping bater na tecla do “sonho chinês” (maio de 2013); após revoltas na conflitiva região de Xinjiang (julho de 2013); durante a sessão da Assembleia Nacional Popular (fevereiro 2014). Os picos foram durante o feriado do Qingming (abril, o equivalente a Finados) e no Dia dos Mártires (outubro), com ondas de mensagens louvando o papel dos “heróis da revolução”.

Fonte: El País

Operadoras de internet ‘falham’ na comunicação com cliente, diz Anatel

Operadoras de internet ‘falham’ na comunicação com cliente, diz Anatel

Agência suspendeu corte ou redução de internet fixa após fim da franquia. Empresas terão, antes, que permitir a cliente acompanhar o uso de dados.

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O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, afirmou nesta segunda-feira (18) que as empresas que prestam serviço de internet “estão falhando” na comunicação com os usuários.

A avaliação dele foi feita em entrevista para divulgar a decisão cautelar da Anatel que impede temporariamente as operadoras de internet fixa de reduzir a velocidade ou suspender a prestação do serviço de banda larga após o término da franquia prevista.

“Acreditamos que as empresas falharam e estão falhando ainda na comunicação com o usuário. Eu estou dizendo isso porque tivemos a mesma experiência [com o telefone] móvel, quando houve esse debate, e agora, na banda larga fixa”, disse.

Modelo de negócio
Para Rezende, a demanda por serviço de internet fixa cresceu muito no Brasil e, por isso, “é evidente que em algum momento esse modelo de negócios”, em que operadoras passam a impor limite ao acesso dos clientes à internet, “aconteceria.” Segundo o presidente da Anatel, esse movimento se deve à limitação da infraestrutura e é parecido com o que já ocorreu com os serviços de voz e internet para celulares, onde os planos já trazem limites para o uso.

“Eu acho que temos um crescimento fortíssimo na internet. A gente percebe que o avanço é progressivamente alto. É evidente que em algum momento esse modelo de negócio, assim como aconteceu com serviço ilimitado em voz, aconteceria. Isso é uma questão importante. Agora, nós também vamos respeitar o modelo de negócio. Se alguma operadora quiser oferecer internet ilimitada, depois evidentemente não corta o usuário. Se quiser falar ‘eu vou oferecer pacote ilimitado’, aí ele vai ver até onde ele vai suportar esse modelo de negócio. O que estamos dizendo é: toda a mudança o usuário tem que ter o ferramental para acompanhar o consumo.”

Para Rezende, as empresas “deseducaram” os clientes com propagandas que destacavam o uso ilimitado da internet.

“As empresas ao longo do tempo deseducaram os consumidores. Assa questão da propaganda, do ‘ilimitado’ e do ‘infinito’ é um negócio que acabou desacostumando o usuário. Foi uma má educação”, disse.

Segundo a Anatel, os contratos de serviço de internet poderiam prever cobrança, no fim do mês, do total utilizado, sem limite e sem o modelo de franquia. No entanto, essa situação, segundo o presidente da agência, assustaria os clientes no fim do mês.

“Com consumo aberto, livre, seria um susto no fim do mês. O modelo de franquia garante ao consumidor o controle do uso”, disse Rezende.

A superintendente de Relação com os Consumidores, Elisa Leonel, justificou a cautelar ao dizer que ocorre uma mudança na forma de consumir o serviço de banda larga fixa e que é necessário tempo de adaptação.

“O consumidor tem período de adaptação e, para garantir que essa transição seja sem danos ao consumidor, decidimos publicar a cautelar”, explicou.

Polêmica
Nas últimas semanas, tem gerado polêmica a informação de que as operadoras querem oferecer planos de internet fixa, usada nas residências e empresas, com limite de download, em que o serviço pode ser suspenso quando o usuário atinge uma determinada quantidade de arquivos e dados baixados.

Atualmente, esse serviço é cobrado de acordo com a velocidade de navegação contratada, sem teto de uso da internet. Já o sistema que limita a quantidade de dados baixados, ou seja, que fixa uma franquia, funciona hoje na internet móvel, dos celulares.

Regras
Rezende esclareceu que as regras da Anatel autorizam o modelo de franquia e informou que a cautelar foi enviada a todas as operadoras de banda larga de grande porte.“É uma prevenção”, afirmou Rezende.

O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil) informou que não se pronunciará sobre o assunto, já que cada empresa adota uma estratégia.

Ministério
A decisão da Anatel foi divulgada quatro dias depois de o Ministério das Comunicações cobrar da agência medidas para garantir que as empresas respeitem os direitos dos consumidores.

Nesta segunda, após a divulgação da Anatel, o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, afirmou que a cautelar traz “equilíbrio e segurança”.

“Eu não tenho capacidade de avaliar toda a abrangência da cautelar que foi dada pela Anatel, mas entendo que ela vem para trazer equilibro e segurança em momento que as coisas estavam acontecendo de forma desordenada”, afirmou.

Cautelar
O despacho da Superintendência de Relações com os Consumidores da Anatel, publicado na edição desta segunda-feira do “Diário Oficial da União”, determina que as empresas de telefonia não podem reduzir a velocidade, suspender o serviço ou fazer cobrança de tráfego excedente após o esgotamento da franquia – mesmo se isso estiver previsto em contrato – até que cumpram as condições estabelecidas pela agência reguladora.

O descumprimento pode gerar multa de R$ 150 mil por dia, até o limite de R$ 10 milhões às operadoras.

Entre as condições definidas pela Anatel está a comprovação, por parte da operadora, de que disponibilizou aos clientes ferramentas que permitam o acompanhamento do consumo do serviço, o histórico da utilização e a notificação quanto à proximidade do esgotamento da franquia, além da possibilidade de comparar preços.

Também é necessário, segundo a Anatel, que a operadora deixe explícito em sua oferta e nas publicidades a existência e o volume de eventual franquia nos mesmos termos e com mesmo destaque dado aos demais elementos essenciais da oferta, como a velocidade de conexão e o preço.

As operadoras terão que comprovar à Anatel que adotaram as medidas. Em seguida, a agência vai publicar um ato reconhecendo o cumprimento das condições. Só depois de 90 dias desse ato é que as empresas serão liberadas para restringir o serviço de internet fixa (suspender ou reduzir o sinal), nos casos de contratos por franquia que prevejam essa possibilidade.

Fonte: G1

“É bastante positivo ter o controle da sua opinião e da informação na ponta dos dedos”

“É bastante positivo ter o controle da sua opinião e da informação na ponta dos dedos”

Para educador, a falta de informação ou memória histórica cria fenômenos como o pedido da volta do Regime Militar

Para o professor de história Luciano Guedes, as redes sociais possuem um papel ambíguo no atual contexto político e social: “É bastante positivo ter o controle da sua opinião e da sua informação na ponta dos dedos no smartphone e não esperar a notícia do ‘Jornal Nacional’, do ‘Jornal da Band’, etc. E mesmo se esperar determinada notícia ser veiculada, tem-se o conhecimento de que o que está sendo veiculado é verdadeiro ou não. Então, isso provoca também uma mudança bem expressiva na sociedade. Ao mesmo tempo, há o lado negativo, que é o auxílio à ideia da fofoca e que pouco contribui na ideia da informação”.

Ainda de acordo com o educador, a falta de informação e uma certa resistência à memória histórica provocam fenômenos como o visto em algumas manifestações contra o Governo, em que manifestantes demonstraram simpatia pelo retorno do militarismo: “Quando vemos um jovem pedindo o retorno do Governo Militar ou implantação de um regime militar, é importante que nós, não apenas como professores de história, mas cidadãos com um algum conhecimento, dizermos que o regime militar significou tortura e uma corrupção talvez maior do que em qualquer outro período. Então, é necessário informar a esse jovem que a volta de um regime militar não é a saída no momento. E, para aquele que já tem uma certa idade, também temos o papel de ficar relembrando”, afirma.

Fonte: Blastingnews

Limite de dados em internet fixa pode prejudicar milhões de brasileiros

Limite de dados em internet fixa pode prejudicar milhões de brasileiros

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Vivo, NET e Oi, três das principais operadoras de telecomunicação do Brasil, anunciaram recentemente que todos os seus planos de internet fixa serão oferecidos com um limite de dados. Desse modo, mesmo conexões por ADSL – aquelas em que a rede aproveita a linha de telefone do usuário – funcionarão por franquia, como nos planos de internet móvel.

Em outras palavras, as operadoras poderão cortar ou reduzir a velocidade da internet quando o usuário atingir o limite. Atualmente, os planos de internet fixa são regulados por velocidade, e não há volume máximo de dados. Um consumidor pode baixar filmes, músicas e assistir vídeos o quanto quiser, pagando apenas pela velocidade com que esses dados trafegam. Com um limite de consumo, a experiência do usuário é seriamente prejudicada.

Veja o caso da Netflix, por exemplo. O serviço de streaming oferece diversos filmes e séries de TV em alta resolução, sendo que um vídeo em HD (a partir de 720p) consome algo em torno de 3GB por hora, segundo a empresa. Se você assistir a dois episódios da sua série favorita por dia, com cerca de 50 minutos cada um, e em alta resolução, ao fim do mês você terá gasto 180GB da sua franquia de dados fixa. Só com Netflix.

Acrescente ao cálculo todos os outros aplicativos da vida moderna que consomem cada vez mais dados. Pense em quantas horas de vídeos no YouTube você assiste por mês, em quantos vídeos e fotos são exibidos na sua linha do tempo no Facebook ou no Twitter, no número de imagens que você baixa no Snapchat e nas atualizações de apps que o seu smartphone exige diariamente.

Agora multiplique esse número pela quantidade de dispositivos ligados à sua rede fixa, incluindo celulares da família, computador, laptop, tablet e videogame, por cabo ou pelo Wi-Fi. Ao fim das contas, você perceberá que um plano de 130GB – o mais alto e caro oferecido pela Vivo, por exemplo – não é muita coisa.

E é justamente nesse ponto que se encontra o “trunfo” das operadoras de telecomunicações, que agora possuem argumentos não só para convencê-lo a aumentar a velocidade da sua internet, mas também a contratar uma franquia com limite maior, e, consequentemente, mais cara, ou ainda mudar-se para a fibra ótica.

Isso é permitido?

Atualmente, mais de 25 milhões de brasileiros acessam a internet por redes fixas. Com essas novas regras, muitos usuários poderiam ser prejudicados pela interrupção inesperada de serviços ou mesmo por uma queda na velocidade quando atingissem o limite de suas franquias. Mas o que a lei tem a dizer?

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O modelo de cobrança é regulamentado normalmente pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), assim como é permitido em contratos de redes móveis. As operadoras só precisam respeitar algumas exigências, como a de oferecer ao consumidor uma ferramenta para que ele monitore o volume de dados consumido em tempo real. Além disso, as empresas devem alertar o usuário quando ele estiver perto de atingir o limite contratado.

O Marco Civil da Internet também dá liberdade para que as operadoras cobrem o cliente da maneira que acharem melhor. A única restrição, nesse sentido, se refere ao conteúdo: uma empresa não pode impedir o usuário de acessar alguns sites, mas podem, sim, interromper a conexão do consumidor em caso de “débito diretamente decorrente de sua utilização”.

Como saber se serei afetado?

Por enquanto, as novas regras afetam apenas usuários de conexões ADSL, deixando “ilesos” os consumidores de internet por meio de fibra ótica. Clientes da NET também já acessam a rede pelo regime de franquia de dados há tempos, o que a empresa justifica em seu site oficial dizendo que “se preocupa muito com a qualidade dos serviços que presta”.

“Um fator chave para garantir a velocidade de conexão da banda larga é ter a rede corretamente dimensionada para atender bem todos os nossos clientes. O perfil de utilização de cada cliente impacta diretamente no tráfego e com isso a NET tem consistentemente conseguido oferecer maior velocidade e menor preço”, argumenta a companhia.

Já a Vivo, recém-chegada ao ramo de cobrança por franquia, estabelece as seguintes métricas:

  • Banda Larga Popular de 200 kbps: 10 GB por mês
  • Banda Larga Popular de 1 e 2 Mbps: 10 GB por mês
  • Vivo Internet de 4 Mbps: 50 GB por mês
  • Vivo Internet de 8 e 10 Mbps: 100 GB por mês
  • Vivo Internet de 15 Mbps: 120 GB por mês
  • Vivo Internet de 25 Mbps: 130 GB por mês

A cobrança franqueada começou a valer na Vivo desde o último dia 5 de fevereiro. Contratos estabelecidos antes dessa data, porém, serão mantidos ilimitados até o dia 31 de dezembro de 2016. Já os planos da Oi são um pouco mais generosos com quem possui planos de internet mais lenta, mas também são mais restritivos chegando aos valores mais altos:

  • Até 600 kbps: 20GB por mês
  • Até 1 Mbps: 40 GB por mês
  • Até 2 Mbps: 50 GB por mês
  • Até 5 Mbps: 60 GB por mês
  • Até 10 Mbps: 80 GB por mês
  • Até 15 Mbps: 100 GB por mês

A Tim, que também oferece serviço de internet por conexão ADSL, não possui planos sob franquia. Em nota, a empresa afirmou que também não pretende mudar seu modo de cobrança por enquanto.

Próximos passos

A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) do Ministério Público do Distrito Federal deu início a um processo que investigará essas ofertas da Vivo, Oi e NET. De acordo com o promotor Paulo Roberto Binicheski, a cobrança com limite de dados é desvantajosa para o consumidor.

“A proposta de alteração do sistema de cobrança reflete planos comerciais abusivos, com o propósito disfarçado de encarecer os custos de utilização da internet pelo usuário médio”, disse Binicheski em nota divulgada à imprensa. Ao consumidor, resta aguardar o desenrolar dos fatos e, assim como já faz no celular, tentar restringir os gastos com internet mesmo quando estiver em casa.

Fonte: Olhar Digital

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