Campanha para manter o direito de saber do cidadão

Campanha para manter o direito de saber do cidadão

Em algumas Estados, como São Paulo, o direito do consumidor está ameaçado. A lei que assegura o direito de uma pessoa saber com antecedência se tem alguma dívida em atraso – antes de ser incluído em listas sujas (por exemplo, cadastro da Serasa) –  está para ser revogada na Assembléia Legislativa. Apoiados nas plataformas das redes sociais (Facebook e YouTube), um coletivo de defesa dos consumidores entrou na luta e divulgou um vídeo para mobilizar os cidadãos e pressionar os deputados.

 

Na petição o coletivo questiona:

“Desde quando banco quer o melhor para o consumidor? Desde quando os bancos fazem qualquer coisa que não seja pensando no maior lucro?
Você sabe quem está por trás do fim do aviso de recebimento antes da negativação? Os bancos! E eles ainda fingem que é o melhor para o consumidor!
Por isso é preciso assinar essa petição! Para forçar o poder legislativo a manter o direito de saber do consumidor!
A garantia de saber o que está sendo feito com seu nome é um direito básico, que só beneficia o consumidor!
Aqueles endividados ou não, já que vivemos em um país cheio de pessoas com nome no Serasa sem nem ter contraído dívidas!
E aqueles que realmente contraíram essas dívidas também tem o direito de saber antes de ter o nome sujo. Até para ter tempo de regularizar a situação”

Compartilhe a petição com seus amigos e familiares! Juntos somos mais fortes! #tenhodireitodesaber

Site para solução de conflitos de consumidores tem 80% das reclamações resolvidas

Site para solução de conflitos de consumidores tem 80% das reclamações resolvidas

As empresas participantes do Consumidor.gov.br se comprometem a receber, analisar e responder as reclamações de seus consumidores em até 10 dias

Site de solução de conflitos com empresas faz 2 anos com 80% de êxito Atualmente, 325 empresas estão cadastradas no site. Senacon quer aumentar número de companhias registradas Foto: Marcos Santos/ USP Imagens
Site de solução de conflitos com empresas faz 2 anos com 80% de êxito
Atualmente, 325 empresas estão cadastradas no site. Senacon quer aumentar número de companhias registradas
Foto: Marcos Santos/ USP Imagens

A plataforma Consumidor.gov.br completa dois anos com 340 mil registros feitos pelos consumidores e cerca de 80% das reclamações solucionadas pelas empresas em torno de seis dias.

Atualmente, a plataforma conta com 325 empresas cadastradas. Os resultados expressivos para as soluções de conflitos de consumo é agenda prioritária da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

O Consumidor.gov.br é um instrumento de transparência nas relações de consumo, de empoderamento do cidadão e de competitividade pelo melhor desempenho no atendimento das empresas.

“O Consumidor.gov.br é considerado dentro e fora do Brasil um caso de sucesso e de boas práticas governamentais e empresariais para a proteção do consumidor”, avalia o secretário nacional do Consumidor, Armando Luiz Rovai.

Plataforma

A plataforma permite a comunicação direta entre consumidores e empresas em favor da solução de conflitos de consumo, por meio da internet, de forma simples, rápida e sem custos para os consumidores. As operações do site é também acompanhada regularmente pelo Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunais de Justiça e Procons em todo o País.

Em novembro de 2015, o governo federal instituiu o Decreto nº 8.573 que dispõe sobre o Consumidor.gov.br. Em março deste ano, a plataforma ganhou um Comitê Gestor que apoia a Senacon/MJC na coordenação, manutenção e evolução da plataforma. O comitê é composto por representantes do MJC, do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e de empresas participantes da plataforma.

Como funciona

O atendimento realizado por meio do Consumidor.gov.br ocorre da seguinte forma:

Primeiro, o consumidor deve verificar se a empresa contra a qual quer reclamar está cadastrada no site.

O consumidor registra sua reclamação e, a partir daí, inicia-se a contagem do prazo para manifestação da empresa, que tem até 12 dias para analisar e responder a reclamação.

Em seguida, é garantida ao consumidor a chance de, em até 20 dias, comentar a resposta recebida, classificar a demanda como Resolvida ou Não Resolvida e ainda indicar seu nível de satisfação com o atendimento recebido.

Os dados das reclamações registradas alimentam uma base de dados pública, com informações sobre os fornecedores que obtiveram os melhores índices de resolução e satisfação no tratamento das reclamações, sobre aqueles que responderam as demandas nos menores prazos, entre outras informações.

Fonte: Portal Brasil

Consumidor quer código de barras como fonte de informação adicional sobre produtos

Consumidor quer código de barras como fonte de informação adicional sobre produtos

Segundo estudo da GS1 Brasil, empresas entendem esse desejo e estão constantemente se adaptando para ficar em linha

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Há 33 anos, o código de barras marca presença em produtos vendidos no Brasil, levando uma série de benefícios para consumidores e empresas. Sua massificação, no entanto, aconteceu somente nos últimos 20 anos. Mas ainda há muitas aplicações almejadas pelo consumidor para o recurso. Uma delas como fonte de informação adicional. Esse é um dos resultados apresentados pela Associação Brasileira de Automação – GS1 Brasil na terceira edição de sua pesquisa semestral intitulada “Consumidores e Empresas: tendências e comportamento no mercado nacional”.

Para chegar a essa conclusão, a entidade ouviu 425 consumidores, sendo 46% mulheres e 54% homens maiores de 18 anos de todo o Brasil e de todas as classes sociais. A GS1 Brasil também ouviu empresas em todo o País para entender como elas enxergam essa e outras tendências. Por parte das corporações, foram consultadas 550 pessoas dos setores de alimentos, indústria e saúde.

João Carlos de Oliveira, presidente da GS1 Brasil, aponta que o consumidor demonstra que o código de barra pode ser fonte de entrada de informações, item citado por 76% dos respondentes do estudo. “99% dos consumidores buscam dados do produto antes da compra e o código de barras permite não só isso, mas rastreabilidade, agregando valor aos produtos. Além disso, 44% dos entrevistados entendem que o código de barras pode ajudar no combate à falsificação”, afirma o executivo.

No futuro, releva o levantamento, o código de barras pode se tornar referência para informações gravadas nos dispositivos móveis, que é, hoje, o principal sistema de armazenamento de dados das pessoas.

De acordo com o levantamento, o consumidor espera que o código de barras nos próximos anos sirva para acompanhar ainda exames médicos, item citado por 77% dos entrevistados; identificação em loja (76%); internação em clínicas e hospitais (74%); identificação pessoal (72%); e rastrear o que é consumido individualmente (71%).

Indústria avança

Segundo o estudo, as empresas estão cientes de que seus consumidores buscam mais informações e 75% delas apontam que o site é a origem de informações dos produtos. As redes sociais também desempenham papel relevante, com 68% das companhias usando o canal para informar o público.

No futuro, revela a pesquisa, os pontos de contato do consumidor deverão crescer na busca por informações. Destaque para o crescimento do uso de aplicativos. E, apesar do cenário econômico atual, 87% das organizações querem investir em tecnologia no próximo ano.

Das empresas de alimentos ouvidas, 40% afirmaram que vão apostar em inovação em códigos lineares com mais informações, outras 25% em eventos de rastreabilidade. Em saúde, o investimento tecnológico vai para códigos de barras 2D e atualização automática de dados cadastrais das empresas e produtos, comportamento semelhante ao que será adotado pela indústria.

Automação em tempos de crise

Na visão de Oliveira, em tempos de crise, a automação é forte aliada das empresas e por isso companhias devem apostar na iniciativa. “Talvez ela seja até mais importante do que em época de ‘vacas gordas’. Porque é por meio da automação que se consegue redução de custos, especialmente em razão da eficiência, produtividade e redução de custos que ela promove”, destaca.

Ele observa que corrobora o fato de que 72% dos consumidores estão tomando decisão de compra baseada na razão. “Sabemos que emoção, especialmente, em estabelecimentos comerciais self-service, ainda tem fator positivo no ato da compra, mas neste momento de crise, 72% dizem que a compra não é emocional e sim racional e apenas 1% diz que está comprando produtos supérfluos”, completa.

Um mundo de código de barras

Oliveira aponta que o consumidor mostra o claro desejo de automatizar a sua vida por meio do celular. Nesse cenário, seria possível vivermos em um mundo de código de barras, como já acontece em alguns locais da Coreia do Sul, que mostra displays de produtos no metrô que podem ser comprados pelo celular a partir de um código de barras e entregues em casa?

Quem responde é Ana Paula Maniero, gerente de Negócios da GS1. “O código de barras do produto hoje já torna possível esse cenário”, afirma. A executiva, inclusive, aponta que a GS1 Brasil já tem uma solução nesse sentido pronta para associados. Trata-se do O InBar, aplicativo para leitura de códigos de barras lineares e bidimensionais por meio da câmera do dispositivo ou da digitação do código numérico do item comercial.

O presidente da entidade reconhece que essa é uma tendência que a GS1 está de olho, uma vez que busca manter sempre seus associados na vanguarda tecnológica para beneficiar não só empresas como seus clientes.

Fonte: It Fórum

Empresas são denunciadas por publicidade infantil no YouTube

Empresas são denunciadas por publicidade infantil no YouTube

Os vídeos começam com crianças empolgadas diante de uma caixa de presente. Mas não se trata de algo gravado em um aniversário, Dia das Crianças ou Natal. São crianças que têm canais no portal YouTube abrindo e mostrando presentes enviados por fabricantes de brinquedos, roupas, mochilas e outros produtos.

Vídeos mostram crianças abrindo presentes em seus canais no YouTube e agradecendo às empresas
Vídeos mostram crianças abrindo presentes em seus canais no YouTube e agradecendo às empresas

A cena, que se repete em dezenas de canais desses chamados youtubers mirins, é um ponto de discórdia entre empresas, advogados e poder público.

De um lado, estão uma ONG e um órgão de defesa do consumidor. Eles afirmam que enviar esses presentes é fazer publicidade velada dirigida ao público infantil e, por isso, a prática deveria ser vetada.

No campo oposto, estão as empresas, que ora negam o envio dos produtos ora afirmam que estão reagindo ao pedido das crianças.

A ONG Instituto Alana entrou com uma denúncia no Ministério Público Federal do Rio de Janeiro contra 15 empresas de setores como brinquedos, vestuário, material escolar e turismo. A organização cita exemplos de vídeos em sua representação.

Mas basta uma busca rápida pelos canais mais populares de youtubers mirins para ver que a prática não é exceção. Em alguns canais há seções com nomes como “Recebidos”, só para mostrar os presentes que eles ganharam naquele mês.

Em um deles, um menino mostra produtos e fala: “Da Foroni, eu recebi essa mochila linda e duas agendas. Eles mandaram essa cartinha.” O garoto em seguida lê a mensagem, agradece à empresa e, depois, mostra em detalhes a mochila e seus compartimentos.

A denúncia da ONG foi acatada, e a promotora Ana Padilha, responsável pelo caso, afirmou à BBC Brasil que notificará as empresas “nos próximos dias”.

Cenas dos vídeos em que alguns 'youtubers' mirins abrem presentes enviados por empresas que constam na denúncia
Cenas dos vídeos em que alguns ‘youtubers’ mirins abrem presentes enviados por empresas que constam na denúncia

Para Ekaterine Karageorgiadis, advogada do Alana, é muito lucrativo para as empresas terem suas marcas expostas nos canais do YouTube dessas crianças, por conta da enorme visibilidade que têm. “E eles marcam presença justamente enviando produtos para os youtubers mirins mostrarem para outras crianças”, afirma.

“Isso é publicidade velada dirigida à criança – e qualquer propaganda direcionada ao público infantil é prática abusiva e ilegal.”

Empresas negam

A BBC Brasil entrou em contato com as 15 empresas denunciadas ao Ministério Público: Biotropic (cosméticos), C&A (roupas), Cartoon Network (canal a cabo infantil), Foroni (material escolar), Kidzania, Long Jump e Mattel (brinquedos), McDonald’s, Pampili (sapatos), Puket (meias e pijamas), Ri Happy (loja de brinquedos), SBT (canal de TV), Sestini (mochilas) e Tilibra (papelaria).

Questionadas se enviavam produtos para os youtuber mirins, algumas das empresas se esquivaram e não quiseram se pronunciar; outras negaram.

Ekaterine, do Alana, afirma porém que os vídeos selecionados pela ONG para compor a denúncia não deixam dúvidas de que as empresas enviaram os produtos. “Eles mostram as crianças agradecendo às marcas pelos ‘presentinhos’ ou lendo informações enviadas pelos fabricantes.”

Elas acrescenta ainda que alguns youtubers têm vídeos temáticos chamados “recebidos do mês” em que abrem os produtos que ganharam das empresas nas últimas semanas. “Nosso objetivo com a ação é que esse tipo de propaganda abusiva não seja mais veiculada.”

Ilegal

Para Claudia Almeida, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), não se deve fazer diferenciações entre os meios em que a propaganda é veiculada.

“Se publicidade para criança não pode na TV, porque poderia na internet?”, diz. “Para o Idec, está claro que essa prática de enviar produtos para os youtubersmirins é totalmente abusiva, porque usa uma criança para vender algo para outra criança. Para nós, não existe legalidade em publicidade direcionada ao público infantil.”

Segundo a advogada do Idec, a prática viola diversas instâncias da legislação brasileira. Ela cita o o artigo 37 (parágrafo 2º) do Código de Defesa do Consumidor, que trata sobre “Vedação a publicidade abusiva” e diz: “É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza […] que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança.”

Segundo advogadas, esse tipo de vídeo viola leis brasileiras de proteção à infância
Segundo advogadas, esse tipo de vídeo viola leis brasileiras de proteção à infância

Claudia também diz que empresas que enviam presentes a youtubers mirins violam o artigo 5º do Marco Civil da Primeira Infância, segundo o qual “Constituem áreas prioritárias para as políticas públicas para a primeira infância (…) a proteção contra toda forma de violência e de pressão consumista”.

“Se esses vídeos não são uma forma de pressão consumista, eu não sei o que é”, afirma.

“É preciso conscientizar pais e operadores do Direito que existe um perigo nisso, já que em um primeiro momento os vídeos podem parecer inofensivos. Mas basta olhar que esses youtubers passam horas abrindo presentes que recebem todos os dias. Qual a mensagem disso? Estamos criando mais uma geração de futuros super endividados.”

‘Unboxing’

Tanto Claudia como Ekaterine afirma que crianças abrindo brinquedos no ar – um fenômeno que ganha cada vez mais popularidade chamado unboxing – é algo ainda mais temeroso do que as propagandas tradicionais na TV.

Abrir produtos em vídeos online é um fenômeno que ganha cada vez mais popularidade chamado unboxing
Abrir produtos em vídeos online é um fenômeno que ganha cada vez mais popularidade chamado unboxing

Um dos agravantes é se tratar de uma criança mostrando ou brincando com aquele produto – as crianças que assistem se identificam com a criança que apresenta, segundo elas, tornando o convencimento ainda mais fácil.

Elas também apontam como grave o fato de que, na TV, você assiste a um desenho e, no intervalo, você vê 30 segundos de propaganda daquele personagem, enquanto no Youtube, são 10 minutos direto sobre o produto. A advogada do Alana também rebate quem defende que são os pais que têm dizer não aos pedidos dos filhos.

“Não concordo quando se diz que é responsabilidade só do pai ou da mãe em dizer ‘não’ para os filhos que pedem os produtos que eles viram na TV ou na internet. Os pais são apenas um dos atores na criação das crianças. A sociedade como um todo precisa proteger a criança dos impactos desse consumismo desenfreado na infância.”

Trabalho infantil?

Em entrevista à BBC Brasil, a promotora do MPF-RJ Ana Padilha disse que também analisará a questão de um possível caso de trabalho infantil, já que o volume de vídeos (diários, em muitos dos canais) pode indicar que a criança passou muitas horas gravando.

“Estamos estudando o alcance e o impacto que esses vídeos podem ter na criança que está assistindo e também vamos analisar se há algum tipo de contrato de trabalho com essas crianças. E ver a legalidade disso.”

Como as empresas responderam à questão da BBC Brasil sobre se enviam presentes para ‘youtubers’ mirins ou promovem outras ações com eles.

Bic (material escolar): ao menos três youtubers mirins aparecem abrindo caixas com produtos da empresa. A Bic respondeu: “Já enviamos kits e produtos para jornalistas, blogueiros, youtubers, e também para clientes ou qualquer outro público que tenha afinidade com a marca”.

Biotropic (cosméticos): Há vídeos em que meninas aparecem mostrando produtos da marca, como um xampu da Cinderela. A empresa confirmou que já enviou kits para youtubers mirins. “Porém, há 6 meses, não fazemos mais esse tipo de ação de marketing devido às novas estratégias da marca.” E disse não ver problema nessa prática pois “estes envios são estão relacionados com nenhum tipo de acordo comercial ou de publicidade. Tratam-se apenas de presentes”.

C&A (vestuário): Em diversos canais, youtubers aparecem abrindo uma caixa grande com o logo da loja, que informou que não comentaria o assunto por ainda não ter sido notificada.

Cartoon (canal de TV infantil): Acusada de promover encontros com youtubersmirins, que depois foram divulgados nos canais de Youtube das crianças. A empresa não respondeu.

Foroni (material escolar): “Preferimos não nos posicionar a respeito”, afirmou a empresa. Diversos youtubers mirins aparecem mostrando mochilas e cadernos da marca.

Kidzania (parque): Em vídeos, alguns youtubers mirins aparecem visitando o parque e divulgando a visita em seus canais. A empresa respondeu: “Não enviamos presentes ou qualquer produto para crianças. Atendemos de maneira reativa aos pedidos das crianças para virem à KidZania produzirem conteúdo para seus canais, sem nenhuma participação na produção, edição e pagamento de cachê”.

Alguns youtubers mirins já têm vídeos temáticos só para abrir presentes
Alguns youtubers mirins já têm vídeos temáticos só para abrir presentes

Long Jump (brinquedos): Realiza encontros entre os youtubers mirins, que os divulgam em seus canais. Há vídeos em que as crianças aparecem agradecendo à empresa pelo envio de brinquedos. A empresa não respondeu.

Mattel (brinquedos): Diversos youtubers mirins aparecem em seus canais agradecendo os brinquedos enviados pela Mattel, especialmente bonecas Barbie e Monster High. A empresa não respondeu.

McDonald’s (fast food): Crianças youtubers aparecem abrindo caixas com o logo da empresa, com itens como brindes, especialmente personagens de filmes. A empresa não quis comentar essa ação específica e disse apenas que tem “um código de ética próprio em comunicação publicitária de alimentos […] (que é) ainda mais severo que as normas que regem a publicidade brasileira.” E esclareceu que, “no entanto, há diversas decisões, inclusive no Conar (Conselho Nacional Auto-Regulamentação Publicitária), favoráveis à legalidade desse tipo de publicidade”.

Pampili (sapatos): Meninas mostram em seus vídeos itens da marca, como sapatos e um pingente. A empresa não respondeu.

RiHappy (loja de brinquedos): Acusada de organizar encontros de youtubersmirins e fazer promoção com essas crianças. A empresa afirmou que deixou de fazer os encontros e que “suspendeu o apoio a esse tipo de ação”.

Puket (meias e pijamas): Há vídeos com youtubers mirins abrindo itens como pijamas da marca. A empresa afirmou que não faz esse tipo de ação.

SBT (canal de TV): Acusado de fazer divulgação de programas do canal ao enviar material para crianças com canais no Youtube. A empresa não respondeu.

Sestini (material escolar): Em um canal, uma youtuber criança aparece mostrando bolsas e estojos da marca, que afirmou que não prestaria esclarecimentos antes da notificação do MP e apenas informou que “nossas mídias passam por rígidos controle de qualidade, atendendo todos os padrões normativos nacionais e internacionais, e não contratamos anúncios em canais de YouTube”.

Tilibra (material escolar): Um vídeo mostra uma criança abrindo uma caixa com o logo da marca, que envia a seguinte resposta: “A empresa não contrata crianças com canais no Youtube para testar ou demonstrar produtos. Em nossa campanha de Volta às Aulas 2016 fizemos a divulgação de um aplicativo de fotos no Youtube, utilizando somente canais adolescentes, sem o envio de produtos e através de agências de publicidade”.

Empresas denunciadas no Ministério Público negam que enviem produtos às crianças
Empresas denunciadas no Ministério Público negam que enviem produtos às crianças

Fonte: BBC

Comunicação e internet: porque gerenciar crises nas mídias sociais é tão importante para as empresas

Comunicação e internet: porque gerenciar crises nas mídias sociais é tão importante para as empresas

Os problemas não surgem de uma hora para outra, com exceção dos casos de tragédia, porém a crise pode ser vista nos pequenos detalhes, assim como os sintomas de uma doença, que se não forem detectados e controlados de imediato agravam ainda mais a situação

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As organizações devem estar preparadas para enfrentar os dias difíceis surgidos com uma crise, sobretudo se ela nascer ou migrar para as mídias sociais. A internet tornou-se um poderoso canal de comunicação onde as informações sobre a empresa circulam de uma forma tão rápida que se não houver uma equipe preparada para gerenciá-la, as consequências podem ser catastróficas.

Compreender e administrar todo o potencial e as oportunidades que a internet pode oferecer tornou-se de suma importância para a competitividade das empresas, seja qual for o seu mercado de atuação.

As novas tecnologias da comunicação e da informação possibilitaram a autocomunicação e uma maior interatividade em tempo real entre as empresas e seus consumidores. Com praticamente toda a população economicamente ativa conectada e participante de alguma rede social, as manifestações e posicionamentos pessoais tornaram-se frequentes, trazendo além de benefícios, prejuízos para o produto ou serviço em questão, tornando essas redes um amplo e democrático serviço de atendimento e proteção aos consumidores. Toda essa facilidade de acesso à informação e a oportunidade de poder se expressar da maneira que achar mais conveniente, tornou o consumidor mais ativo e poderoso aumentando de forma significativa o seu poder de compra.

À medida que a tecnologia evoluiu, a comunicação com o público-alvo transformou-se, passando de comunicação de massa para uma comunicação mais individualizada e que através da possibilidade da escolha do canal pelo qual o consumidor prefere receber a informação, transmitiu-se o poder das empresas para os clientes. Consumidores têm necessidades distintas por uma série de questões culturais, temporais, econômicas, sociais, e até mesmo valores e experiências vividas, e desta maneira as organizações tiraram o foco do produto e o colocaram no cliente.

O marketing 3.0 apresentado por Kotler, Kartajaya e Setiawan, também demonstra que o crescimento das redes sociais estreitou os laços de comunicação entre as empresas e os seus públicos, pois tornou mais fácil e viável a troca de informações, inclusive, com outros consumidores. A globalização e os avanços da internet, sobretudo, das redes sociais, desempenham uma função importante no marketing de relacionamento, no que diz respeito às empresas e os seus consumidores.

O consumidor passou a utilizar a internet para buscar informações sobre os produtos e/ou serviços que deseja adquirir, tornando-a sua principal fonte de referência e afetando de forma direta na decisão de compra, além de efetuar a compra em si e avaliar a experiência de adquirir o produto ou o serviço em questão.

Por esse motivo, essas organizações devem ficar atentas às mídias sociais, uma vez que elas são um poderoso canal de escuta e participação, além de lembrar que mesmo a internet sendo um meio de comunicação de massa, do outro lado há um ser único e é tratando-o como tal, que a empresa obtém a oportunidade perfeita para melhorar a gestão de marketing e o relacionamento com seus clientes.

A tecnologia favoreceu a opinião pública no sentido de dar voz e importância a cada opinião emitida por qualquer individuo. As redes sociais trouxeram um grande bem, que é a possibilidade de mobilização em torno do objetivo de demandar medidas sobre determinado assunto.

Com as organizações que já passaram por isso, pode-se observar o quão grave pode ser para uma empresa, seja qual for o seu porte, não posicionar-se de maneira adequada e dar uma resposta aos seus clientes. Quando a crise se alastra pela internet o quadro pode perder o controle, devendo ter uma resposta em no máximo três horas. Neste contexto há ainda o agravante de que sempre que uma pessoa procurar algo sobre a sua empresa na rede, a crise estará lá para ser lembrada e a forma como ela foi tratada no passado fará toda a diferença no presente e no futuro de uma organização.

Reconhecer que toda e qualquer organização tem riscos e empenhar-se em saber como preveni-los em caso de crise é fundamental para sustentar a imagem e a reputação de uma marca.

Fonte: artigo de Arieta Pheula, Administradora com formação em Marketing e Pós-graduanda do curso de Especialização em Planejamento em Comunicação e em Gestão de Crises de Imagem – PUCRS. Publicado originalmente em:

http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/comunicacao-e-internet-porque-gerenciar-crises-nas-midias-sociais-e-tao-importante-para-as-empresas/95167/

Governo lança portal do consumidor e pesquisa sobre publicidade infantil

Governo lança portal do consumidor e pesquisa sobre publicidade infantil

Desenvolvido em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), o portal disponibilizará dados para ajudar os consumidores na tomada de decisões e informá-los sobre direitos e deveres.

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A Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon/MJ) lançou hoje (12), em Brasília, o Portal de Defesa do Consumidor com orientações aos cidadãos e informações técnicas para profissionais que atuam na área.

Desenvolvido em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), o portal disponibilizará dados para ajudar os consumidores na tomada de decisões e informá-los sobre direitos e deveres. Além disso, o site trará dicas à população, notícias, vídeos, manuais para consulta pública e informações sobre serviços como rotulagem de alimentos e recalls no país.

Para os profissionais da área, serão disponibilizados cursos de formação e qualificação. O primeiro curso, de Introdução à Defesa do Consumidor, já lançado, será voltado aos funcionários dos Procons de todo o Brasil. As inscrições vão de 11 de maio a 9 de junho e as vagas são limitadas a duas mil.

Segundo Juliana Pereira, secretária Nacional do Consumidor, este novo portal reúne, em ambiente virtual público, todas as orientações pertinentes à defesa do consumidor, para dois grandes públicos. “O primeiro público, o consumidor, é aquele que busca orientação sobre seus direitos, quem são as autoridades públicas de proteção ao consumidor, quem são as organizações da sociedade civil que, de fato, têm compromisso com o consumidor. E de outro lado, [para] os profissionais que atuam na defesa do consumidor, tem objetivo de ser um locusde disseminação de conteúdo técnico, que vai valer para os profissionais da área, tanto públicos, quanto privados, como advogados, funcionários das empresas e do mercado”, afirmou.

Publicidade infantil

Junto com o lançamento do Portal, foi apresentada a pesquisa Publicidade Infantil em Tempos de Convergência, coordenada pela professora Dra. Inês Vitorino Sampaio. A pesquisa, feita com crianças de 9 a 11 anos, estará disponível no portal a partir de hoje, às 14h. De acordo com a coordenadora do projeto, foi a primeira de caráter público e nacional feita no Brasil, englobando aspectos relativos à compreensão da criança, percepção de influências e noção de riscos e oportunidades que a publicidade oferece.

“A gente fez uma pesquisa com dez grupos focais no país inteiro, é uma pesquisa de caráter qualitativo, em todas as regiões do Brasil, e foram ouvidas as crianças e também [feitos] questionários com os pais. Saímos com recomendações para o Estado, para a família, para os professores, para os provedores de internet, para as crianças, entendendo que a questão da proteção e da promoção à infância é uma responsabilidade coletiva e que o Estado deve atuar, na medida do possível, regulando os excessos”, afirmou Inês.

O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, que participou do evento, sugeriu à secretária Juliana Pereira, da Senacon, que o tema fosse levado a debate público no portal. “Para que nós possamos, quem sabe um dia, criar um marco sólido, apoiado pela sociedade civil, bem articulado, com todos esses atores”, disse o ministro.

Para Aurélio Veiga Rios, procurador federal dos Direitos do Cidadão, vivemos em um mundo bastante complicado, em que as formas de proteção integral às crianças estão sendo diluídas. “Seja pela prática de extermínio por grupos, em geral, ligados a forças policiais que executam essas crianças, seja pelas mais diferentes formas de abuso – seja abuso sexual ou midiático, que vem dentro dos grandes meios de comunicação”, ressaltou o procurador.

Os questionários da pesquisa foram realizados em dezembro de 2014, com 81 crianças, nas capitais São Paulo, Fortaleza, Brasília, Rio Branco e Porto Alegre e buscaram identificar a compreensão da publicidade, a percepção de estratégias nela contidas e os possíveis impactos no bem-estar das crianças.

Consumidor se queixa mais a amigos e na internet do que aos órgãos oficiais

Consumidor se queixa mais a amigos e na internet do que aos órgãos oficiais

Telecomunicações, saúde pública, transportes, bancos e serviços são setores que mais incomodam a população

Rio – Apesar de 92% da população conhecer o Código de Defesa do Consumidor, já com 25 anos em vigor, continua grande a insatisfação. O levantamento do Data Popular/Idec revela os setores que mais aporrinham o consumidor: telecomunicações (97%), saúde pública (91%), transportes (89%), bancos (87%) e os serviços de água, luz, educação pública e planos de saúde (85%).

Muitos deixam de reclamar da saúde, educação e transporte público porque acham que “não vai dar em nada”. Já para telecomunicações, bancos e planos de saúde, acham que “dá muito trabalho”. Os consumidores se queixam mais a amigos e na internet do que aos órgãos oficiais. Sedentos por justiça, torcem pela divulgação ampla de sua reclamação, mas querem um tratamento ágil e personalizado, como por exemplo, no serviço de interesse público gratuito, o Em Defesa do Consumidor.com.br.

Endereço novo

Há dois meses entrei em contato com a Oi e solicitei a transferência de endereço da minha linha. Até hoje, essa mudança não foi concluída. As contas, no entanto, continuam chegando e são pagas em dia. Isabel Vanderlei da Silva, São Gonçalo

A concessionária do serviço de telefonia Oi informou que entrou em contato com a leitora. A companhia acrescentou ainda que confirmou a conclusão da mudança de endereço da linha telefônica, conforme solicitado pela cliente. Assessoria de Imprensa da Oi

Arrependimento

Comprei um notebook no site Barateiro.com. Recebi o produto em 11/03 e, no mesmo dia, me arrependi da compra. Enviei um e-mail à empresa informando sobre desistência da compra e recebi uma mensagem automática. No telefone informado ninguém atende. Selma Fajardo, Flamengo

Informamos que já foi realizada a devolução do item e solicitado o reembolso do valor que será efetuado em até 10 dias úteis. A companhia lamenta e se desculpa por qualquer transtorno que possa ter acontecido ao consumidor. Assessoria de Imprensa CNova

Poda de árvore

Entrei em contato com o 1746 para solicitar a poda de uma árvore na Rua Santa Dorotéia, em Campo Grande. Alguns galhos desta árvore já caíram sobre a fiação e ficamos sem luz por 24 horas. Queremos providências! Rosane Guimarães, Campo Grande

A Comlurb informa que a gerência local fez a vistoria e o vegetal em questão necessita apenas de poda. O manejo será programado oportunamente conforme programação elaborada pela gerência. Assessoria de Imprensa da Comlurb

Estorno da compra

Comprei um aparelho de ar-condicionado no dia 28/02 pelo site do Ponto Frio e cancelei o pedido, via chat, no dia 29/02. Para minha surpresa, no dia seguinte, debitaram o valor do cartão de crédito. Desde então, recorro ao chat e sou informado que devo aguardar um contato telefônico ou por email. Márcio José da Silva, Duque de Caxias

O pedido foi cancelado e o estorno será realizado em até duas faturas subsequentes. A companhia lamenta e se desculpa por qualquer transtorno ao consumidor. Ouvidoria Ponto Frio

Renata Vilhena Silva, advogada
Renata Vilhena Silva, advogada

Renata Vilhena Silva, advogada: “O mercado suspendeu a venda de planos de saúde individuais para driblar a lei e poder cobrar mais”.

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Carlos Eduardo Carvalho, advogado

Dúvidas frequentes

Por Carlos Eduardo Carvalho, advogado

Os atrasos na conclusão de obras são cada vez mais frequentes e podem desencadear uma série de prejuízos ao consumidor. Segundo o advogado Carlos Eduardo Carvalho é preciso estar atento aos termos do contrato assinado. “Normalmente, a chamada cláusula de carência ou tolerância que prevê a prorrogação do prazo para entrega do imóvel pela construtora (geralmente de 180 dias) somente pode ser usada por motivo fortuito ou de força maior, não podendo a construtora se beneficiar desta extensão pelo atraso a que der causa exclusivamente”, informa. A primeira atitude a ser adotada pelo comprador é notificar a construtora extrajudicialmente para que solucione o problema. Caso não seja resolvido, deve ser interposta uma ação.

Coluna de Átila Nunes

Fonte: O Dia

Limite de dados em internet fixa pode prejudicar milhões de brasileiros

Limite de dados em internet fixa pode prejudicar milhões de brasileiros

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Vivo, NET e Oi, três das principais operadoras de telecomunicação do Brasil, anunciaram recentemente que todos os seus planos de internet fixa serão oferecidos com um limite de dados. Desse modo, mesmo conexões por ADSL – aquelas em que a rede aproveita a linha de telefone do usuário – funcionarão por franquia, como nos planos de internet móvel.

Em outras palavras, as operadoras poderão cortar ou reduzir a velocidade da internet quando o usuário atingir o limite. Atualmente, os planos de internet fixa são regulados por velocidade, e não há volume máximo de dados. Um consumidor pode baixar filmes, músicas e assistir vídeos o quanto quiser, pagando apenas pela velocidade com que esses dados trafegam. Com um limite de consumo, a experiência do usuário é seriamente prejudicada.

Veja o caso da Netflix, por exemplo. O serviço de streaming oferece diversos filmes e séries de TV em alta resolução, sendo que um vídeo em HD (a partir de 720p) consome algo em torno de 3GB por hora, segundo a empresa. Se você assistir a dois episódios da sua série favorita por dia, com cerca de 50 minutos cada um, e em alta resolução, ao fim do mês você terá gasto 180GB da sua franquia de dados fixa. Só com Netflix.

Acrescente ao cálculo todos os outros aplicativos da vida moderna que consomem cada vez mais dados. Pense em quantas horas de vídeos no YouTube você assiste por mês, em quantos vídeos e fotos são exibidos na sua linha do tempo no Facebook ou no Twitter, no número de imagens que você baixa no Snapchat e nas atualizações de apps que o seu smartphone exige diariamente.

Agora multiplique esse número pela quantidade de dispositivos ligados à sua rede fixa, incluindo celulares da família, computador, laptop, tablet e videogame, por cabo ou pelo Wi-Fi. Ao fim das contas, você perceberá que um plano de 130GB – o mais alto e caro oferecido pela Vivo, por exemplo – não é muita coisa.

E é justamente nesse ponto que se encontra o “trunfo” das operadoras de telecomunicações, que agora possuem argumentos não só para convencê-lo a aumentar a velocidade da sua internet, mas também a contratar uma franquia com limite maior, e, consequentemente, mais cara, ou ainda mudar-se para a fibra ótica.

Isso é permitido?

Atualmente, mais de 25 milhões de brasileiros acessam a internet por redes fixas. Com essas novas regras, muitos usuários poderiam ser prejudicados pela interrupção inesperada de serviços ou mesmo por uma queda na velocidade quando atingissem o limite de suas franquias. Mas o que a lei tem a dizer?

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O modelo de cobrança é regulamentado normalmente pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), assim como é permitido em contratos de redes móveis. As operadoras só precisam respeitar algumas exigências, como a de oferecer ao consumidor uma ferramenta para que ele monitore o volume de dados consumido em tempo real. Além disso, as empresas devem alertar o usuário quando ele estiver perto de atingir o limite contratado.

O Marco Civil da Internet também dá liberdade para que as operadoras cobrem o cliente da maneira que acharem melhor. A única restrição, nesse sentido, se refere ao conteúdo: uma empresa não pode impedir o usuário de acessar alguns sites, mas podem, sim, interromper a conexão do consumidor em caso de “débito diretamente decorrente de sua utilização”.

Como saber se serei afetado?

Por enquanto, as novas regras afetam apenas usuários de conexões ADSL, deixando “ilesos” os consumidores de internet por meio de fibra ótica. Clientes da NET também já acessam a rede pelo regime de franquia de dados há tempos, o que a empresa justifica em seu site oficial dizendo que “se preocupa muito com a qualidade dos serviços que presta”.

“Um fator chave para garantir a velocidade de conexão da banda larga é ter a rede corretamente dimensionada para atender bem todos os nossos clientes. O perfil de utilização de cada cliente impacta diretamente no tráfego e com isso a NET tem consistentemente conseguido oferecer maior velocidade e menor preço”, argumenta a companhia.

Já a Vivo, recém-chegada ao ramo de cobrança por franquia, estabelece as seguintes métricas:

  • Banda Larga Popular de 200 kbps: 10 GB por mês
  • Banda Larga Popular de 1 e 2 Mbps: 10 GB por mês
  • Vivo Internet de 4 Mbps: 50 GB por mês
  • Vivo Internet de 8 e 10 Mbps: 100 GB por mês
  • Vivo Internet de 15 Mbps: 120 GB por mês
  • Vivo Internet de 25 Mbps: 130 GB por mês

A cobrança franqueada começou a valer na Vivo desde o último dia 5 de fevereiro. Contratos estabelecidos antes dessa data, porém, serão mantidos ilimitados até o dia 31 de dezembro de 2016. Já os planos da Oi são um pouco mais generosos com quem possui planos de internet mais lenta, mas também são mais restritivos chegando aos valores mais altos:

  • Até 600 kbps: 20GB por mês
  • Até 1 Mbps: 40 GB por mês
  • Até 2 Mbps: 50 GB por mês
  • Até 5 Mbps: 60 GB por mês
  • Até 10 Mbps: 80 GB por mês
  • Até 15 Mbps: 100 GB por mês

A Tim, que também oferece serviço de internet por conexão ADSL, não possui planos sob franquia. Em nota, a empresa afirmou que também não pretende mudar seu modo de cobrança por enquanto.

Próximos passos

A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) do Ministério Público do Distrito Federal deu início a um processo que investigará essas ofertas da Vivo, Oi e NET. De acordo com o promotor Paulo Roberto Binicheski, a cobrança com limite de dados é desvantajosa para o consumidor.

“A proposta de alteração do sistema de cobrança reflete planos comerciais abusivos, com o propósito disfarçado de encarecer os custos de utilização da internet pelo usuário médio”, disse Binicheski em nota divulgada à imprensa. Ao consumidor, resta aguardar o desenrolar dos fatos e, assim como já faz no celular, tentar restringir os gastos com internet mesmo quando estiver em casa.

Fonte: Olhar Digital

Brasileiros conhecem seus direitos de consumidor, mas não reclamam de forma efetiva, mostra pesquisa

Brasileiros conhecem seus direitos de consumidor, mas não reclamam de forma efetiva, mostra pesquisa

PixabayLevantamento do Data Popular em parceria com o Idec revela que 92% da população conhece o Código de Defesa do Consumidor, que completa 25 anos em vigor; mas insatisfação com produtos e serviços são pouco relatadas em canais formais

Nesta terça-feira (15), Dia Mundial do Consumidor, o Idec lança uma pesquisa realizada em parceria com o Instituto Data Popular sobre o conhecimento e comportamento dos brasileiros em relação aos seus direitos de consumidor.

O levantamento foi produzido em comemoração aos 25 anos de vigência do Código de Defesa do Consumidor (CDC), completados na última sexta-feira (11) e apurou também quais produtos ou serviços mais apresentam problemas na percepção dos consumidores.

De acordo com a pesquisa, realizada de 18 de fevereiro a 1º de março com 800 pessoas de todo o país, o número de brasileiros que dizem conhecer ao menos alguns de seus direitos de consumidor e também o CDC é bastante alto.

No total, 92% dos entrevistados afirmam conhecer o Código e 35% dizem já tê-lo consultado. Em relação ao nível de informação sobre o assunto, 96% dizem conhecer os seus direitos e 4% não conhecem nada. “Os níveis gerais de conhecimento dos direitos de consumidor, do próprio Código e mesmo de consulta a ele são elevados e parecem ter apresentado um crescimento”, afirma Carlos Thadeu de Oliveira, gerente técnico do Idec. Em pesquisa semelhante publicada pelo Idec em novembro de 2012, o percentual de pessoas que conheciam seus direitos era um pouco menor: 92%.

O levantamento atual mostra que os setores que causam mais dor de cabeça ao consumidor são velhos conhecidos: telecomunicações disparada à frente (97% relatam já ter tido problemas com serviços do setor), seguida de saúde pública (91%), transportes (89%), bancos (87%) e os serviços de água, luz, educação pública e planos de saúde (85%).

Reclamações difusas

O levantamento também mapeou como os consumidores reclamam, e a constatação é que o brasileiro se queixa mais a amigos e em redes sociais do que em órgãos de defesa do consumidor. Esse comportamento é bastante comum em problemas com telecomunicações e com serviços públicos.

As queixas sobre serviços públicos são mais frequentes, mas pouco dirigidas a canais formais: preferem reclamar a amigos e parentes 38% dos que têm problemas com serviços de saúde pública, 37% dos que enfrentam contratempos na educação pública e 25% dos insatisfeitos com transporte público. As redes sociais também acolhem muitas reclamações sobre esses serviços.

“O consumidor brasileiro busca amparo na sua rede de convívio, e é lá que faz a sua avaliação das coisas. Se ele se comporta assim é porque tem a percepção de que não adianta reclamar e adota uma postura realista e prática”, analisa Renato Meirelles, diretor do Data Popular. “Mas a pesquisa mostra que é preciso avançar na divulgação do Código de Defesa do Consumidor”, conclui.

A pesquisa também aponta que quanto mais conhecida é a lei consumerista, mais dirigida e mais frequente é a reclamação, ainda que nem sempre seja reportada aos canais adequados. “Mesmo para os serviços públicos, em que as reclamações são mais difusas, os consumidores que reclamam sempre são os que dizem já ter consultado o CDC, o que mostra a importância de difundir uma lei que valha tanto para serviços públicos quanto privados”, afirma Carlos Thadeu de Oliveira.

Os consumidores que buscam mais os órgãos de defesa do consumidor quando não estão satisfeitos com produtos/serviços também são os que já consultaram o Código: é assim para 30% dos insatisfeitos com serviços de telecomunicações, 29% dos que têm problemas com lojas de eletrônicos e 20% dos que reclamam de bancos.

Por que não reclamam?

As razões de não reclamar são diferentes para serviços públicos e serviços privados: a impressão de que não vai “dar em nada” é predominante para os que deixam de reclamar de serviços de saúde pública, educação pública e transporte; já para telecomunicações, bancos e saúde particular, o desestímulo é porque dá muito trabalho, é demorado ou desgastante.

Não saber onde ou como reclamar também desestimula os consumidores que têm problemas mas não se queixam deles. Problemas com companhias aéreas, educação pública, comércio eletrônico e saúde pública são os que mais aparecem nessa categoria.

O baixo valor do produto é apontado como uma das causas da não reclamação para os consumidores de lojas de vestuário ou supermercados.

Clique aqui para ver os resultados completos da pesquisa.

Fonte: idec.ogr

 

Fabricantes de refrigerantes vão parar de fazer publicidade para crianças

Fabricantes de refrigerantes vão parar de fazer publicidade para crianças

Decisão foi informada pela Associação das Indústrias do setor.
Decisão valerá quando 35% do público de um programa tiver menos de 12.

A Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (Abir) decidiu recomendar às indústrias que suspendam a propaganda de seus produtos voltados para crianças até 12 anos, “seguindo uma tendência mundial”.

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Orientação é que indústrias suspendem propaganda para crianças abaixo de 12. (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)

De acordo com a Abir, a decisão valerá quando 35% do público de um programa tiver menos de 12 anos. A associação informa que trabalha no sentido de “implementar a orientação, respeitando os calendários próprios de cada associado”.

“Muitas marcas de bebidas não-alcoólicas fabricadas no Brasil já adotaram totalmente esse compromisso e suas experiências internacionais e nacionais serão utilizadas como base para a nova estratégia da indústria no país”, disse, em nota.

“A indústria tem estudado uma autorregulação já há algum tempo e no último ano a Abir criou um grupo de trabalho cujas conclusões são no sentido de aderirmos às práticas e diretrizes já existentes em outros países”, diz Alexandre Jobim, presidente da entidade.

Outras iniciativas
Em 2013, a maior fabricante de bebidas do mundo, a Coca-Cola lançou um plano global de combate à obesidade. Na ocasião, a empresa informou que deixaria de fazer publicidade para crianças com menos de 12 anos em qualquer lugar do mundo e reformularia embalagens para especificar a quantidade de calorias em seus produtos e aumentar a oferta de bebidas com baixa caloria ou sem caloria em nos mais de 200 mercados em que atua.

No ano seguinte, foi publicada no “Diário Oficial” da União” uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), ligado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que apontava o tipo de publicidade considerada abusiva para esse público.

De acordo com o texto, é abusiva a publicidade que incentive a criança a consumir determinado produto ou serviço fazendo uso de linguagem infantil, efeitos especiais, excesso de cores, trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança, representação de criança, pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil, personagens ou apresentadores infantis, desenho animado ou de animação, além de bonecos ou similares, promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil e promoção com competições ou jogos com apelo ao público infantil.

Fonte: G1

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