Sergio Lerrer lança novo livro, “Comunicação nas Câmaras Municipais”.

Sergio Lerrer lança novo livro, “Comunicação nas Câmaras Municipais”.

Como eram os Departamentos de Imprensa do Setor Público, os desafios da comunicação nas Câmaras Municipais e o DNA da Comunicação Legislativa são alguns dos temas abordados por Sergio Lerrer em seu novo livro “Comunicação nas Câmaras Municipais”. O jornalista gaúcho radicado em Brasília sempre esteve ligado à comunicação pública, através do poder público, de movimentos partidários, culturais e de cidadania, e de entidades associativas e instituições. Já em sua juventude era ativista no legislativo gaúcho e nos últimos anos assessorou diversas Câmaras Municipais, Escolas do Parlamento e entidades de servidores, vereadores,e de rádios e tvs legislativas, e frentes parlamentares no Congresso Nacional na parte de comunicação.

O livro aborda de forma pedagógica o uso dos diversos espaços possíveis por uma Câmara Municipal, desde o site e a assessoria de imprensa, passando pela gestão das redes sociais e inclusive dos espaços físicos das instalações da casa e da agenda de eventos. A população espera no legislativo uma contraposição inteligente e propositiva ao Poder Executivo. No caso em pauta, as Câmaras Municipais passam pela transição de apenas serem suporte à administração da Prefeitura para, caso assim queiram, tornar-se de fato planejadoras e pensadoras do município. Há muito a ser feito para as cidades brasileiras avançarem em seu desenvolvimento econômico, social e de qualidade de vida.

Especialmente agora, quando boa parte do eleitorado do Brasil passa a ser composto pelas gerações X, Y, Z e Millenial, a comunicação das Câmaras Municipais está posta sob xeque e precisa dar um salto de qualidade, criando suas próprias iniciativas e buscando sua inovação. O Livro Comunicação nas Câmaras Municipais proporciona um conjunto de ideias iniciais e alguns caminhos já testados e pensados para que isso ocorra.

Na qualidade de literatura de formação e de qualificação sobre este tema inédito, o livro visa alcançar os Vereadores e Profissionais/Servidores que trabalham tendo como desafio uma melhor comunicação de sua Câmara Municipal. Também interessa a quem trabalha na comunicação pública e no jornalismo legislativo em geral.

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(Autor com o livro recém-lançado e lista de temas abordados.)

COMO ADQUIRIR

O livro “Comunicação nas Câmaras Municipais”, lançamento do Pro Legislativo, custa o valor de R$ 190,00 e será entregue em todo Brasil. Para compra via cartões de crédito, débito ou boleto, clique aqui. Para compras por parte de Câmaras Municipais envie nome da Câmara, Endereço e CNPJ para o email prolegislativo@gmail.com e receberá a respectiva nota fiscal para efetuar depósito.

FONTES: o próprio autor e a matéria do site Pro Legislativo.

Como salvar emissoras públicas da ingerência estatal

Como salvar emissoras públicas da ingerência estatal

Distinção entre público e estatal nunca foi muito clara no Brasil. E essa confusão está presente na própria lei de criação da EBC

Especialistas concordam que o modelo de gestão da EBC precisa ser reestruturado (Foto: ABr)
Especialistas concordam que o modelo de gestão da EBC precisa ser reestruturado (Foto: ABr)

Este ano, a TV Brasil foi palco de um embate entre o presidente interino, Michel Temer, e a presidente afastada,

EBC não pode ser partidária de governo, seja ele de esquerda ou direita
EBC não pode ser partidária de governo, seja ele de esquerda ou direita

Dilma Rousseff. Temer acusava Dilma de ter transformado em arma de propaganda a TV Brasil, que, por ser uma emissora pública, não pode ter caráter político-partidário. A tensão começou após Temer tentar exonerar Ricardo Melo, nomeado por Dilma presidente da Empresa Brasil Comunicação (EBC), empresa de comunicação pública da qual a TV Brasil é o carro-chefe.

A discussão acabou jogando luz sobre o paradoxo que rege a natureza jurídica da EBC. Criada em 2008, a EBC tem como missão se tornar uma espécie de BBC brasileira: uma empresa de comunicação pública, voltada à formação do pensamento crítico do telespectador, sem influência comercial ou política.

O problema é que a distinção entre público e estatal nunca foi muito clara no Brasil, o que torna difícil distinguir uma emissora pública de uma emissora estatal. E essa confusão está presente na própria lei de criação da EBC, que deu mais poderes ao conselho administrador da emissora, composto por membros nomeados pelo Palácio do Planalto, do que ao conselho curador, que é formado por representantes da sociedade civil e responsável por dar o caráter público da empresa. Para piorar, a EBC é vinculada à Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), órgão responsável por coordenar a publicidade do governo.

Tamanho paradoxo deixa claro que a EBC precisa ser reformulada. Para entender como isso seria possível, o Opinião e Notícia conversou com Chico Sant’Anna, jornalista e doutor em Ciência da Informação e Comunicação, e Eugênio Bucci, jornalista e professor de Comunicação da Universidade de São Paulo (USP).

Funcionários da EBC protestam por menos cargos indicados por governos
Funcionários da EBC protestam por menos cargos indicados por governos

Fortalecer a autonomia para blindar da ingerência

Para Sant’Anna, uma das medidas cruciais é garantir que a escolha da linha editorial e dos representantes do conselho curador da emissora ocorra de forma transparente e com mais participação da sociedade. Ele considera que os atuais critérios usados para definir ambas as coisas são nebulosos. “Embora se tenha uma convocação à sociedade para que ela apresente temas e um mundo da cultura e da comunicação possa apresentar seus nomes [como candidatos a compor o conselho curador], para mim, os critérios não são transparentes”.

Segundo ele, uma forma de mudar isso é adotar um modelo como o utilizado na TV Câmara francesa. “Era lançado um edital público a cada dois anos, onde pessoas se candidatavam à direção do canal, apresentando propostas de linha editorial e de orçamento. Essas propostas eram sabatinadas por uma comissão especial da Câmara francesa numa sessão transmitida ao vivo para todo o país. O projeto que viesse a ser aprovado teria autonomia pelos próximos dois anos”, diz Sant’Anna, ressaltando que a autonomia era garantida mesmo em caso de troca de governo.

Para Sant’Anna, além da transparência, a EBC também precisa de mecanismos que garantam sua autonomia e blindem a emissora da ingerência política, como ocorreu com outra emissora pública, a TV Cultura, de São Paulo. “Vários governos tentaram mexer na autonomia da TV Cultura e não conseguiram. Na gestão de Geraldo Alckmin, ele, não conseguindo mexer na gestão que lá estava, decidiu fechar a torneira do dinheiro. Mudou a lei que assegurava o repasse do percentual do ICMS para a TV Cultura. Então, é necessário ter mecanismos legais. Esse caso agora da EBC mostra a necessidade de se ter isso em legislação, porque não basta ficar só na boa vontade deste ou daquele governo”.

Mudar a natureza jurídica para definir o caráter público

Bucci, por sua vez, diz ser necessário mudar a natureza jurídica da EBC. Para ele, a empresa deveria deixar de ser uma empresa pública para se tornar uma fundação, como a TV Cultura. Isso porque, segundo ele, afirmar que a EBC é uma empresa pública, e não estatal, é apenas um “jogo de palavras”. “Toda empresa pública que pertença ao governo federal é uma estatal, uma empresa do Estado. E toda estatal é uma empresa pública. Embora a EBC tenha a vocação de ser menos estatal e mais próxima da sociedade, ela é uma estatal. A única diferença é que ela tem esse conselho curador, que é como uma consciência da sociedade dentro da organização, mas sua eficácia, seu poder de gerar consequências são muito reduzidos”.

Além de mudar a natureza jurídica, Bucci diz que a EBC precisa deixar de ser vinculada à Secom e passar a ser vinculada ao Ministério da Cultura. “Pode-se dizer ‘Ah, é um ministério como todos os outros’. Não é verdade. As atribuições do Ministério da Cultura não incluem fazer publicidade do governo. A gestão da cultura é incompatível com a gestão da imagem oficial do presidente da República. Somente países muito atrasados na evolução democrática é que admitem esse tipo de confusão. Se ela [a EBC] não fizer essas mudanças, acabará sendo fechada por esse governo ou pelo futuro e transformada numa agência de comunicação governamental pura e simples. E todo um trabalho feito ao longo dos últimos 15 anos vai por água abaixo”.

Reformulação sim, extinção não

Emissoras públicas fazem parte de sistemas democráticos
Emissoras públicas fazem parte de sistemas democráticos

Embora sejam necessárias mudanças, Sant’Anna e Bucci são contra a proposta estudada por Temer de fechar a TV Brasil e eliminar o conselho curador da EBC. Para eles, a emissora é um importante instrumento para a cultura e para assegurar o direito do cidadão de informar e ser informado previsto na Constituição.

“A notícia que é distante, lá nos rincões, que é preciso mandar avião, navio, ou mesmo notícias das periferias das grandes cidades, na maioria das vezes, é ignorada, salvo se for uma grande catástrofe. Porque a televisão comercial se guia pelo custo daquela notícia. Vale a pena eu gastar tantos mil reais para cobrir alguma coisa na periferia de uma grande cidade? Ou mandar uma equipe para cobrir alguma coisa no sertão nordestino ou no pantanal mato-grossense? O olhar do canal público já não é um olhar comercial, é um olhar de cidadania. Enquanto você constrói consumidores no canal comercial, você constrói cidadãos no canal público”, diz Sant’Anna, afirmando, porém, que a EBC deve investir mais em conteúdo regional. “A regionalização dela é muito fraca. Ela assumiu um padrão editorial das grandes redes nacionais. Aqui em Brasília ela assumiu o mesmo pecado dos outros canais comerciais que olham Brasília como sendo só a Esplanada dos Ministérios”.

Já Bucci afirma que as emissoras públicas fazem parte da democracia, como forma de dar voz a diferentes culturas que o mercado não conseguiria sustentar. “Até os EUA, que todos imaginam o paraíso das emissoras privadas, têm sistemas sólidos e tradicionais de emissoras públicas, como a PBS. A França tem a France Télévisions; o Reino Unido tem a BBC; a Alemanha a Deutsche Welle. As democracias que têm mais tradição têm sistemas públicos não comerciais de rádio e televisão. Porque a forma comercial de veiculação de notícias e bens culturais não preenche todos os campos da vida social de uma democracia. É pela mesma razão que é preciso existir fundação para sustentar uma orquestra sinfônica. Se fosse depender da venda de discos e de shows, não existiria nenhuma orquestra sinfônica no mundo. O mercado não sustenta todas as formas de expressão cultural”.

Fonte: Opinião e notícia

Santos cria canais de comunicação para avisar moradores sobre ressacas

Santos cria canais de comunicação para avisar moradores sobre ressacas

Ação já é utilizada em morros da cidade e é bem sucedida. Ideia é que moradores façam o cadastro e fiquem prevenidos.

Ressaca causou danos em toda a avenida da praia de Santos (Foto: Reprodução / TV Tribuna)
Ressaca causou danos em toda a avenida
da praia de Santos (Foto: Reprodução / TV Tribuna)

A Prefeitura de Santos, no litoral de São Paulo, disponibilizou dois canais de comunicação para os moradores da Ponta da Praia receberem alertas de eventuais de ressacas. A medida foi adotada após a destruição provocada do último domingo (21), por conta da forte chuva e da alta da maré.

De acordo com informações da Prefeitura de Santos, a ideia é que todos os moradores do bairro façam um cadastro. Em casos de emergência, provocados por fenômenos naturais como ressacas de forte intensidade, os moradores irão receber alertas para se prevenir.

A ação já é utilizada em morros da cidade e, segundo a Defesa Civil de Santos, é bem sucedida. Portanto, pode ajudar na prevenção de acidentes como os que atingiram prédios, carros e clubes no último domingo.

Para efetuar o cadastro, os moradores devem ligar para o telefone 3208-1000 ou enviar e-mail para defesacivil@santos.sp.gov.br informando nome completo, endereço e telefone para contato.

Fonte: G1

Governo lança portal de notícias voltado para o público estrangeiro

Governo lança portal de notícias voltado para o público estrangeiro

Plataforma BrazilGovNews vai reunir informações, decisões do governo, políticas públicas, além de facilitar o acesso a dados para investidor estrangeiro

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O governo federal lança, nesta sexta-feira (5), o BrazilGovNews, um portal oficial de notícias e informações do governo do Brasil voltado ao público estrangeiro. A nova plataforma vai facilitar a navegação do usuário ao reunir, em um mesmo canal, os acessos aos demais sites do governo brasileiro que antes estavam espalhados pela web.

O BrazilGovNews noticia, divulga e detalha em formato multimídia e interativo as decisões e posições de governo, políticas públicas, íntegra de discursos e entrevistas do presidente da República em exercício, Michel Temer, entre outras informações.

O portal foi criado também para facilitar o acesso a dados pelo investidor estrangeiro, ao divulgar informações sobre como fazer negócios no País, e aos interessados em visitar ou morar no Brasil. Já os jornalistas internacionais têm acesso a uma área específica, na qual está compilado todo o material de apoio das atividades presidenciais e contatos da Secretaria de Imprensa.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência oferece gratuitamente aos veículos de imprensa internacionais e para o público em geral todo o material publicado no BrazilGovNews – sejam textos, infográficos, vídeos, áudios e fotografias oficiais do presidente – desde que citada a fonte. No caso da fotografia, devem ser creditados os nomes dos fotógrafos.

O usuário pode acompanhar o dia a dia do governo brasileiro e compartilhar informações por meio dos perfis próprios do BrazilGovNews no Twitter e Facebook ou pelos canais do Visit Brazil no Youtube, GooglePlus e Instagram.

O portal foi construído seguindo a Identidade Padrão de Comunicação Digital, que é um conjunto de diretrizes, orientações e modelos aplicados nos portais institucionais do governo federal. A identidade digital padroniza as propriedades digitais e alinha a estratégia de comunicação dos órgãos do Poder Executivo federal, garantindo acesso a todos os usuários, independentemente da forma ou dispositivo de conexão.

Fonte: Portal Brasil

Festival Latinidades discute democratização da comunicação

Festival Latinidades discute democratização da comunicação

O evento, em sua nona edição, vai até domingo (31) no Museu Nacional em Brasília.

Festival Latinidades discutiu a democratização da comunicação no país, marcos regulatórios relacionados à comunidade afrodescendente e a inserção do negro nas mídias tradicionais Wilson Dias/Agência Brasil
Festival Latinidades discutiu a democratização da comunicação no país, marcos regulatórios relacionados à comunidade afrodescendente e a inserção do negro nas mídias tradicionais Wilson Dias/Agência Brasil

A democratização da comunicação no país, marcos regulatórios relacionados à comunidade afrodescendente e a inserção do negro nas mídias tradicionais foram temas discutidos nesta terça-feira (26) no Festival Latinidades. O evento, em sua nona edição, vai até domingo (31) no Museu Nacional em Brasília.

Na mesa de abertura do Latinidades, a jornalista e âncora do jornal Repórter Brasil Tarde, TV Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Luciana Barreto, ressaltou a importância do protagonismo negro dentro do jornalismo no Brasil e o impacto dessas referências para a juventude do país. A jornalista destacou ainda a importância do papel da cobertura jornalística na desconstrução de estereótipos da identidade negra.

A jornalista da EBC Luciana Barreto ressaltou a importância do protagonismo negro dentro do jornalismo no BrasilWilson Dias/Agência Brasil
A jornalista da EBC Luciana Barreto ressaltou a importância do protagonismo negro dentro do jornalismo no BrasilWilson Dias/Agência Brasil

“A televisão reproduz estereótipos e viola nossa identidade”, disse. Para Luciana, é necessário que haja ocupação dos espaços na comunicação por minorias para que as temáticas sobre esses grupos não sejam retiradas do noticiário nacional ou veiculados de forma equivocada. “Os meios de comunicação estão destruindo, massacrando a nossa identidade. Temos que brigar para ocupar esse lugar porque é uma forma de resistir a essa cultura”.

Políticas afirmativas

As políticas afirmativas voltadas para afrodescendentes, como sistema de cotas, foi um dos aspectos abordados pela jornalista e secretária executiva do Conselho Curador da EBC, Juliana Cézar Nunes. Para ela, a articulação do movimento negro ajudou a potencializar o uso das redes sociais como instrumento de conexão e empoderamento da comunidade negra.

“Acho que o grande salto foi quando conseguimos articular o campo da cultura e da comunicação. Quem na cultura negra ganhava dinheiro com a cultura negra eram os brancos. Resgatar marcos e espaços importantes de articulação ajudou a potencializar o uso que a gente faz das redes sociais”, disse. Para a jornalista, os desafios da comunicação são financiamento de mídias, o debate sobre marcos regulatórios em telecomunicações e o acesso à interatividade na TV digital, que deve iniciar seu funcionamento no país a partir de 2018.

Também participaram do debate o fundador da Casa de Cultura Tainã e da Rede Mocambos – que atuam para a apropriação de softwares livres por comunidades quilombolas, indígenas e periféricas, Mestre TC, de São Paulo, e o produtor cultural do Rio de Janeiro Dom Filó, um dos mentores, na década de 1970, do Movimento Black Rio.

Festival

A programação, disponível no site www.afrolatinas.com.br, inclui debates, conferências, lançamentos de livros, oficinas, cinema, feiras e shows, entre outras atividades. O festival traz ainda uma exposição de fotos que retrata quilombolas de várias regiões do país e de diferentes faixas etárias que, em 18 de novembro de 2015, participaram, em Brasília, da Marcha das Mulheres Negras – Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem-Viver, evento que reuniu representantes das mais de 3 mil comunidades quilombolas.

Na programação musical do Latinidades estão as artistas Tati Quebra Barraco, MC Carol, Pretas Sonoras e DJs da festa Batekoo, de Salvador. Também estão entre os destaques a saxofonista norte-americana Hope Clayburn e a cantora nigeriana Veronny Okwei Odili. O festival ainda tem atrações para crianças no Espaço Infantil, com brincadeiras, roda de conversa e bailinho.

Organizado pelo Instituto Afrolatinas, o evento deste ano tem a parceria das Nações Unidas no Brasil e patrocínio do governo do Distrito Federal.

Fonte: Agência Brasil

Banco Central muda estratégia de comunicação

Banco Central muda estratégia de comunicação

Autoridade monetária vai antecipar em dois dias divulgação da ata do Copom

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Após anos na mira dos críticos, toda a comunicação do Banco Central (BC) está prestes a mudar. Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, a autarquia prepara, com urgência, uma reforma nos instrumentos para falar mais claramente com o mercado financeiro e com a sociedade. Essa é uma diretriz do novo presidente do BC, Ilan Goldfajn. A orientação é abolir termos que deixam espaço para duplo sentido e demonstrar exatamente qual a leitura que o Comitê de Política Monetária (Copom) tem do cenário econômico. A avaliação é que a falta de comunicação da gestão anterior causou diversos problemas.

— Tem muita coisa ainda na lista para mudar. O plano é rever toda a comunicação — revelou ao GLOBO um técnico da equipe econômica, sob a condição de anonimato.

O primeiro passo da guinada foi alterar a data de divulgação da ata do Copom, que foi antecipada da quinta-feira seguinte à reunião do comitê para a terça-feira. Novas mudanças devem ser percebidas na publicação do próximo documento, que sairá na semana que vem — a reunião começa hoje e termina amanhã.

TÉCNICOS NÃO SABIAM DA MUDANÇA

Grande parte do texto da ata será revisado. Pistas do que será feito estão num trabalho de um dos novos diretores do BC. Carlos Viana de Carvalho, agora à frente da área de Política Econômica, tem um trabalho na PUC-Rio sobre o assunto. O texto “Apenas palavras: uma análise quantitativa da comunicação do Banco Central do Brasil” conclui que os problemas de comunicação na gestão de Alexandre Tombini, presidente do BC nos dois governos Dilma Rousseff, tiveram um custo econômico para o país.

“Mais importante ainda: nossos resultados sugerem que a curva de juros parou de responder às mudanças na linguagem do Copom durante a presidência de Tombini. Mudanças inesperadas na linguagem sob a vontade de Tombini continuariam a moldar a curva de juros como de costume, mas surpresas de comunicação ocorreram”, afirma o texto, de autoria de Carvalho, Fernando Cordeiro e Juliana Vargas.

E conclui: “Desnecessário dizer que possivelmente tenham ocorrido surpresas na comunicação durante a presidência de Tombini, mas, por alguma razão, os juros não tenham respondido de forma sistemática. Pode ser que isso tenha se devido à comunicação deficiente e à falta de credibilidade.”

— A intenção é excelente, passa por muita coisa que o corpo técnico já falava em gestões anteriores sobre a comunicação — afirmou um técnico.

A alteração da divulgação da data da ata do Copom pegou os técnicos totalmente de surpresa: eles ficaram sabendo juntamente com a imprensa.
Fonte: O globo

Dissertação de Mestrado discute jornalismo em instituições públicas

Dissertação de Mestrado discute jornalismo em instituições públicas

Edson Gil Santos Júnior concluiu mestrado na Universidade Estadual de Ponta Grossa, Área de Processos Jornalísticos, analisando “O jornalismo da fonte como parte necessária de um jornalismo plural democrático”. Para isso, verificou as rotinas da divulgação da Assembleia Legislativa do Paraná.

Nas conclusões, o autor relata que o estudo serviu “para delimitar mais claramente fronteiras entre o jornalismo da fonte de instituição pública, com a comunicação pública e o jornalismo público. Concluiu que, por mais que o jornalista da fonte produza conteúdo para uma instituição custeada com recursos públicos, isso não quer dizer que de maneira plena seja produzida comunicação pública e jornalismo público. Por outro lado, seria equivocado afirmar categoricamente que este profissional não produz, em grande parte de suas rotinas laborais, noticias de interesse público, de utilidade pública e de maneira objetiva ao ponto de ser considerada comunicação pública, que por vezes estimula o civismo e ainda promove a cidadania nos moldes do jornalismo público”.

Edson buscou, entre outros objetivos, “identificar se o trabalho é jornalismo, assessoria de imprensa ou jornalismo da fonte”, levando em conta a legislação, o uso das tecnologias digitais e a mudança de comportamento dos profissionais. Ao final, sugere que na Assembleia é realizado um “jornalismo da fonte e assessoria de imprensa em transformação”.

Edson trabalhou em TV, revistas, jornais impressos e como assessor de imprensa de associações e órgãos públicos. Por meio dessa experiência profissional, percebeu similaridade das funções dos jornalistas e dos assessores de imprensa, “considerando a maneira de escrever, o conhecimento do que o público quer ler como saber expor de forma profissional o acontecimento de um fato”. Após o levantamento efetuado para a dissertação, a visão, sem sua própria avaliação, foi desconstruída e deu lugar a questionamentos. Ele conclui, por exemplo, que o assessor de imprensa não é jornalista, por mais que o conhecimento em jornalismo proporcione plenas condições de o profissional desenvolver um excelente trabalho para seu assessorado.

Ele separa jornalismo na fonte de assessoria de imprensa. “A função do assessor de imprensa, respeitando a ética profissional, é cuidar da imagem do assessorado perante a imprensa e, por consequência, junto à sociedade através da imprensa. Por outro lado, o jornalista da fonte tem outra missão no contexto profissional que é fazer jornalismo para os canais de informações da fonte. Este modelo de profissional é um produtor de conteúdo, que tem funções e rotinas parecidas com o jornalista de redação, porém de modo monotemático, considerando a instituição pública para qual se presta o serviço”.

Em virtude disso, o jornalista da fonte, como apresentado no trabalho deveria ter um cargo específico no organograma profissional das instituições, principalmente as públicas e, assim, não deve fazer releases, sugerir pautas, não tem como função atender a postura do assessorado ou gerenciar situações de crise comunicacional da fonte, mas, sim, reportar o que acontece na fonte de informação e que seja de interesse público de forma isenta e objetiva.

“Tanto nas experiências do Senado Federal quanto da Câmara dos Deputados estas funções apresentam fronteiras bem definidas. Porém, na Assembleia Legislativa do Paraná nem tanto. Os meios de comunicação legislativos na esfera federal, mesmo com a influência das Mesas Diretoras, deixam explicita a diferença em relação às assessorias de imprensa, pois os profissionais da fonte trabalham para produtos específicos do Poder, isto é, canais de informação em rádio, televisão, jornal e internet.”

“Também não se pode afirmar de forma absoluta que estes aparelhos midiáticos estatais não produzem comunicação pública, pois as informações disseminadas por estes órgãos são de interesse público e, como visto nas diversas experiências legislativas, inclusive na Alep, nem sempre sofrem a censura do chefe do poder, apenas obedecem a um perfil editorial pré-estipulado, transvestido de objetividade para evitar que a estrutura de comunicação da Casa cause conflitos entre os parlamentares”.

O autor também relata, ao final, que “a credibilidade diariamente conquistada é posta à prova constantemente pela quantidade nunca até hoje vista de informações disponibilizadas na internet, em um momento em que se multiplicam os formadores de opinião, jornalistas ou não, muitas vezes com o conhecimento raso sobre a vida pública de um município, estado ou país, mas que difundem boatos que prejudicam a democracia. Cabe à mídia da fonte ser referência oficial de informações credíveis juntamente com outros veículos comerciais bem conceituados pelo público”.

“Os meios próprios da fonte, principalmente aqueles que representam o setor público, ou mesmo no caso do Poder Legislativo, que representa a população, devem ser exemplos na difusão de notícias claras, objetivas, que promovam a democracia e a cidadania. É necessário que, neste contexto de jornalismo plural, o jornalismo que é custeado com recursos públicos seja referência de respeito ao cidadão, na primazia do interesse público e na informação de qualidade.

Para acessar o trabalho clique aqui

 

“A verdadeira revolução da publicidade ainda nem começou. Vai ser divertido”

“A verdadeira revolução da publicidade ainda nem começou. Vai ser divertido”

“Hoje em dia, os negócios que dão certo são os que têm o CMO (o cara do marketing) trabalhando lado a lado com o CIO (o cara de TI). Se o cara cria, de olho nos dados e nas métricas certas, tem como fazer muito mais gastando muito menos” 

Michel Lent, para a Academia Draft RIO, no Templo. Ele falou da erosão do modelo tradicional da publicidade — e que a revolução está apenas começando.
Michel Lent, para a Academia Draft RIO, no Templo. Ele falou da erosão do modelo tradicional da publicidade — e que a revolução está apenas começando.

“O assunto que escolhi para a aula de hoje é muito difícil, concordam? Isso porque o futuro da publicidade está cercado por incertezas. A gente está numa era em que boa propaganda não salva produto ruim e produto bom praticamente não precisa de propaganda.”

Foi assim que Michel Lent, pioneiro do mercado digital e fundador da Lent/AG, com mais de 20 anos de carreira e passagens pela Globo.com, DM9DDB, Ogilvy Brasil e Pereira O’Dell (da qual foi CEO) começou sua palestra, O Futuro da Publicidade, na Academia Draft, na última segunda-feira. Numa noite muito agradável, a aula aconteceu no jardim interno do Templo, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Logo de cara, Michel confessou que recentemente voltou a assistir episódios antigos de Mad Men, série americana que retratou os bastidores da publicidade na década de 1960, e que teve sua última temporada em 2015. “Para quem está órfão de Game of Thrones é uma bela alternativa. A série me influenciou tanto quando eu estava montando essa aula que resolvi fazer uma homenagem.”

AS QUATRO ERAS DA PUBLICIDADE

A partir daí, em muitos momentos ele usou trechos de Mad Men para ilustrar ideias, conceitos e slides. Não só isso, Michel apresentou uma teoria que dividia a publicidade em 4 “Eras” e chamou a primeira de “Era de Don Draper”, em referência ao protagonista da série.

“Essa foi uma época em que existia uma distância muito grande entre os produtos e as pessoas. Por isso, o storytelling era fundamental. As marcas se baseavam em histórias bem contadas em formatos muito bem estabelecidos”, conta.

Depois de passar pela “Era de Steve Jobs”, com sua revolução tecnológica e empoderamento do indivíduo, e pela “Era Tim Berners-Lee”, onde tudo está conectado na web e o consumo de informação não tem limites, Michel chegou na “Era das Pessoas”, a que estamos vivendo nesse momento.

“É totalmente diferente do contexto do Don Draper. As pessoas tomaram o lugar dos produtos como protagonistas. A marca perdeu espaço para a reputação e as redes sociais são as grandes ‘praças virtuais’ que dão voz aos usuários”.

Para estruturar sua teoria, ele levantou três pontos:

A Comunicação Desintermediada – São os publishers autônomos. Os indivíduos, através de plataformas gigantescas, são intermediários e curadores de conteúdo.

O Consumo Sob Demanda – É o fim da grade de programação. O dia segue tendo 24 horas, mas agora as pessoas têm poder para escolher o que, quando e onde querem consumir conteúdo (e mídia).

A Descentralização do Poder – A Rede Globo perdeu 33% de sua audiência no horário nobre. Você acha que todas essas pessoas estão assistindo outros canais? Negativo. Todos os canais tradicionais perderam relevância. E não é só no Brasil, o mundo adquiriu novos hábitos de consumo.

Michel fala que isso está causando a erosão do modelo de agência tradicional: “O que a gente viu acontecer com a mídia impressa está se repetindo com a mídia eletrônica”. Ele prossegue: “É aquela velha história da síndrome do sapo na água quente. Ele já sabe o que está acontecendo e está se segurando para aproveitar até o último minuto. Você não pode achar que um dono de agência ou grande conglomerado de comunicação ainda não sacou que está na contagem regressiva. O New York Times vai conseguir migrar para esse novo modelo? Vai. A Globo vai? Com certeza. Mas vai ter muita gente morrendo pelo caminho”.

É o que ele chamou de destruição das cadeias de valor. É fácil perceber isso na música, com a derrocada das gravadoras, a evolução Napster-iTunes-Spotify; no jornalismo, com o declínios dos impérios de comunicação, a pulverização da informação; nos transportes, com a guerra táxis x Uber; nas novas formas de hospedagem, como o AirBnB. Enfim, essa ruptura chegou para implodir o mercado publicitário.

“Antigamente quando você ia lançar um produto você fazia jornal, revista e televisão. Hoje em dia o formato não é mais tão relevante. Eu não resolvo mais a minha vida com um filme de 30 segundos em horário nobre. O que é uma pena, porque é um formato delicioso!”, diz.

Ele continua: “Que revista brasileira ainda fala para 1 milhão e 200 mil pessoas com um investimento de 30 mil reais, como é possível no Facebook? O universo digital te oferece um ROI (return of investment) absurdo, incomparável. Ele conseguiu aliar mídia a indicadores precisos de performance e enorme abrangência, por um custo muito baixo. Sem contar com toda a segmentação que as plataformas oferecem, otimizando os seus recursos”.

É justamente nesse tipo de inteligência que Michel aposta para o futuro. Numa nova realidade onde o sucesso estará diretamente ligado à união entre a criatividade e a tecnologia:

“Hoje em dia, os negócios que dão certo são os que têm o CMO (o cara do marketing) trabalhando lado a lado com o CIO (o cara de TI). Se o cara cria, de olho nos dados e nas métricas certas, tem como fazer muito mais gastando muito menos” 

Sim, as palavras “custo”, “gasto” e “budget” estiveram muito presente durante toda a palestra. Michel deixou claro que a infraestrutura e o modelo de remuneração antigo das agências não se sustentam mais. “Grana agora é um fator determinante. Diferente de outros tempos, os clientes agora querem aprovar não só as soluções criadas como também os gastos das campanhas”, afirmou.

O QUE VEM POR AÍ?

Na parte final da aula, Michel desenhou um panorama do que acredita que vem por aí — o que ele chamou de wild guess. Falou do fim das fronteiras geográficas, sobre o fim do emprego como a gente conhece hoje, a reinvenção da educação (para conseguir atender a essa nova demanda de profissionais) e de como as relações comerciais devem continuar em mutação, sendo cada vez mais difícil entender quem é produtor e quem é consumidor de conteúdo, quem é cliente e quem é fornecedor.

“A gente ama todas essas startups que surgiram nos últimos cinco anos porque elas estão resolvendo grandes dores do nosso cotidiano. A questão é que cada uma delas, até por ser tão inovadora, está atuando quase como um monopólio. Quando tivermos cinco empresas oferecendo um serviço similar ao Uber a coisa vai começar a ficar mais divertida para publicitários e marketeiros. Acredite, a verdadeira revolução ainda nem começou”, concluiu.

Por isso que, ao contrário de Mad Men, o último slide da aula dizia: “To be continued…”

Fonte: Projeto Draft

Guia de monitoramento: Violações de direitos na mídia brasileira III

Guia de monitoramento: Violações de direitos na mídia brasileira III

capa_guiaiiiEsse Guia é decorrente de forte demanda da sociedade brasileira, provocada pela proliferação de narrativas midiáticas que violam direitos elementares, previstos em lei. Capitaneada pela TV, a tendência espraia-se por outros meios e dilui as fronteiras entre jornalismo, entretenimento e propaganda, afetando a credibilidade da imprensa e colocando em xeque as regras da democracia.

Editada no âmbito de um programa de monitoramento de mídia desenvolvido por um pool de organizações e coordenado pela ANDI, a publicação constitui-se em instrumento de diálogo com as instituições que integram a estrutura democrática brasileira e a sociedade em geral, que vêm sendo impactadas negativamente por essas narrativas, apelidadas por estudiosos do fenômeno de “policialescas”.

No Volume I, o leitor encontra um guia prático para identificar violações de direitos no campo da comunicação de massa, com exemplos extraídos de programas de rádio e TV de todas as regiões do País, e um apanhado inédito dos dispositivos legais que buscam harmonizar o direito à liberdade de expressão com outros direitos dos cidadãos, como o de terem a imagem e a privacidade respeitadas.

No Volume II, são reunidos artigos que refletem o teor dos debates travados pela sociedade civil em relação às produções em foco. São reflexões de estudiosos, militantes e observadores em geral do campo, abrangendo diferentes perspectivas, a partir mesmo do perfil dos autores, oriundos da academia e de organizações que defendem a liberdade de expressão e o direito à comunicação.

No Volume III, são apresentados os dados de pesquisa realizada em programas de rádio e TV das cinco regiões brasileiras, acusando níveis preocupantes de violações de direitos e de infrações a leis e a normas autorregulatórias do campo midiático. E a partir dos elementos constitutivos do modelo “policialesco” identificados na amostra, é aberto amplo debate sobre o fazer jornalístico — seus limites e responsabilidades.

Realização: 

ANDI – Comunicação e Direitos em parceria com Artigo 19, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF), apoio da Fundação Ford e patrocínio da Petrobras.

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Fonte: Andi

Alcance médio dos posts de notícia no Facebook segue em queda

Alcance médio dos posts de notícia no Facebook segue em queda

De janeiro a maio deste ano, empresas de mídia clientes da plataforma de publicação SocialFlow viram o alcance médio por post publicado no Facebook cair 42% (de 117 mil em janeiro para apenas 68 mil em maio). Entre elas estão gigantes da imprensa americana, como o New York Time, Wall Street Journal, Whashington Post, New York Post, Finacial Times, National Geographic e da imprensa mundial, como BBC, The Guardian e Aljazeera.

As métricas começaram a despencar, acentuadamente, a partir de fevereiro. Portanto, poucos meses antes de uma reportagem do site The Information revelar a preocupação da rede social com o fato de seus usuários estarem compartilhando menos conteúdos pessoais e mais notícias. Publicada em abril, a reportagem do The Information estima que a postagem de conteúdo original na rede caiu 21% no último ano.

A suspeita da SocialFlow é a de que o Facebook tenha mexido em seu algoritmo para derrubar o alcance das notícias. O que motivou uma onda de reivindicações por parte das publicações, colocando pressão sobre a rede social para explicar como tem tratado seus conteúdos.

Afinal de contas, o Facebook está constantemente mexendo em seus algoritmos para ajustar os tipos de conteúdo que deseja mostrar aos seus usuários. E, por diversas razões (entre elas, continuar coletando valiosas informações pessoais) pode muito bem estar priorizado postagens de indivíduos para tentar induzi-los a compartilhar mais histórias pessoais na rede.

A SocialFlow examinou 3.000 páginas do Facebook, a maioria das quais de publishers que têm uma contagem de impressão coletiva anual de cerca de 500 bilhões atingindo 600 milhões de usuários únicos. Em maio, essas empresas produziram em torno de 550 mil postagens publicadas em suas páginas través da plataforma da SaocialFlow, que curiosamente geraram o mesmo alcance das 470 mil postagens de abril (gráficos abaixo).

Depois dos seguidos esforços do Facebook para trazer as redações para mais perto do público, com iniciativas como a plataforma Instant Articles e o Signal, há quem acredite que a rede social esteja interessada em monetizar a publicação de notícias, como fez com conteúdos de marcas anunciantes.

A ver.

SocialFlow1 SocialFlow2 SocialFlow3

Fonte: IDG NOW

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