Boas práticas: ouvir o povo nos postos de atendimento

Boas práticas: ouvir o povo nos postos de atendimento

O cidadão poderá dar sua opinião diretamente nos postos de saúde e unidades hospitalares de Fortaleza. Uma caixa coletora vai ser instalada em todo o sistema de saúde.

A caixa coletora funciona como instrumento de avaliação da unidade por meio do qual o cidadão pode manifestar sua opinião, fazer sugestões, elogios ou críticas. As demandas recebidas passam por quatro etapas: análise, encaminhamento, acompanhamento e resposta ao cidadão. Serão instaladas 122 caixas coletoras. Para ampliar a qualidade do programa, a Ouvidoria vem desenvolvendo atividades de sensibilização com os gestores das unidades, objetivando expor a importância do novo canal de comunicação.

Criado pela Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza o programa desenvolvido pela Ouvidoria “Caixa Coletora” é mais um canal entre o cidadão e a gestão. A iniciativa teve início no Hospital Distrital Gonzaga Mota – José Walter (Gonzaguinha). A caixa coletora vai ser instalada nas demais unidades hospitalares e, depois, levada também aos postos de saúde.

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foto: Secretaria da Saúde de Fortaleza.

Para a ouvidora em Saúde da SMS, Dayse Fuques, o programa tem o objetivo de coletar a opinião do cidadão sobre o serviço recebido. “Com as caixas coletoras, teremos a oportunidade de conhecer as impressões dos usuários quanto ao serviço oferecido e buscar melhorar e atender os anseios da população”, destacou.

A Ouvidoria desenvolve programas como “Saúde atende você”, “Net saúde”, “Birô da cidadania”, “Ouvidores integrados” e “Ouvidoria proativa”, que geraram, em 2015, 19.415 demandas, resultando um índice de 74% de satisfação do cidadão. Desde a reestruturação da Ouvidoria em 2013, por meio de seus programas foram abertas 45.862 demandas, tendo uma resolutividade de satisfação de aproximadamente 80%. A população também pode falar com o órgão pelo telefone 0800 275 1364.

A instalação das caixas coletoras seguirá no Hospital Distrital Maria José Barros de Oliveira, (Frotinha Parangaba), Hospital Dra. Zilda Arns (Hospital da Mulher), Centro de Assistência a Criança Lúcia de Fátima (02/03) e Hospital Nossa Senhora da Conceição (16/03).

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza – 26/02/2016 – http://www.fortaleza.ce.gov.br/sms/noticias/saude/secretaria-municipal-da-saude-abre-mais-um-canal-de-comunicacao-com-comunidade

Governo de Brasília lança novo portal de atendimento ao cidadão

Governo de Brasília lança novo portal de atendimento ao cidadão

A subchefe de Interação Social, da Comunicação Institucional e Interação Social do Governo do DF fala sobre a atualização do portal

 

computer-506756_1280O novo portal do Governo de Brasília foi lançado nesta terça- feira (23) e tem como foco oferecer serviços para a população. Para falar sobre o assunto, o Revista Brasília convidou a subchefe de Interação Social, da Comunicação Institucional e Interação Social do Governo do Distrito Federal (DF), Adriana Caetano.

Ela diz que foi feita uma pesquisa aprofundada em portais de vários países, estados e prefeituras do Brasil para identificar o que não estava atualizado. A subchefe conta que esse trabalho durou cerca de sete meses e foi feito pelos próprios funcionários do governo. Ela explica que foi identificado que as pessoas estavam buscando serviços. Então, Adriana Caetano esclarece que foi necessário focar em serviços, porque essa seria a necessidade da população.

Entre as mudanças, a subchefe diz que a primeira que o cidadão vai perceber é a aparência: “a gente fez um trabalho de design bem aprofundado para ficar mais bonito, mais atraente, mais moderno e mais amigável, ou seja, tudo você encontra com mais facilidade”, esclarece.

Ela conta ainda que o novo site do governo do DF tem informações como telefones de polícia, oFale com o Governo, serviço de busca, história de Brasília, dados atualizados sobre o DF.

Clique aqui para conhecer o novo site.

Fonte: Agência Brasil

Perdidos na floresta da informação

Perdidos na floresta da informação

Orçamento do Estado, em Portugal, foi palco de uma batalha informativa e desinformativa.

Se no meu bairro houver um assalto por mês sem que eu saiba, a minha sensação de segurança mantém-se. Mas se souber reiteradamente essa informação sentir-me-ei inseguro. A média de assaltos mantém-se, mas muda a minha circunstância pessoal e a minha relação com a sociedade. A informação adquire um lugar fundamental na vida de cada indivíduo e da sociedade em geral.

Thomas Love Peacock, autor de originais romances de ideias, dialogados, escrevia em 1831 que “o descontentamento dos trabalhadores no nosso tempo é mais uma prova da superior informação que eles detêm do que da deterioração” da sua condição. Proponho a Lei de Peacock: mais informação gera mais descontentamento.

Passados quase 200 anos, num mundo totalmente mediatizado, a afirmação é válida para todos. O descontentamento é generalizado. O cinismo do cidadão perante informações diferentes, ou tratadas de forma diferente, cresce. Desconfia do que vê, ouve, lê. Duvida de políticos, jornalistas, comentadores. A informação tomou o lugar dos factos. Conta mais a informação sobre um facto do que o próprio facto.

Nunca o conceito de Marx sobre estrutura e superestrutura foi tão válido. A estrutura refere-se às relações económicas e à base material; a superestrutura inclui a cultura, a ideologia e instituições sociais como os media e pesa hoje como chumbo sobre a estrutura. Cresceu desmesuradamente. Através da informação e espectáculo, não vemos o que mais conta nas nossas vidas, o que ocorre na estrutura. A hipervalorização da superestrutura leva a que a propaganda ou propagandas sejam muito eficazes: se não vemos os factos senão pela sua mediatização, ficamos dependentes das interpretações e manipulações que deles se fazem. É o lado negativo da proliferação mediática.

Por exemplo, o orçamento do Estado foi palco de uma verdadeira batalha informativa e desinformativa. Do seu “esboço” ao documento final, que não tem já nada a ver com aquele, o tratamento mediático tornou difícil entender, pelos tiros em todas as direcções, os dados estruturais, da realidade, e como comparam com o passado. Mascararam os aumentos de impostos. Valorizaram a “vitória do governo em Bruxelas” (mas qual vitória, se rasgou o “esboço” e fez quase tudo o que “Bruxelas” queria?).

Nas redes sociais, metade diz que o orçamento é um maravilhoso amanhã que canta, metade que é a continuação da austeridade. No final do ano, os bolsos dos cidadãos estarão iguais ou mais vazios, mas entretanto o governo obtém uma vitória superestrutural de que não se pode diminuir a importância — precisamente porque vivem os submersos na superestrutura.

Fonte: Eduardo Cintra Torres, colunista do jornal Correio da Manhã, Lisboa – 07.02.2016 00:30.
http://www.cmjornal.xl.pt/opiniao/colunistas/eduardo_cintra_torres/detalhe/perdidos_na_floresta_da_informacao.html

Governança Digital vai estimular a participação da sociedade nas políticas públicas

Governança Digital vai estimular a participação da sociedade nas políticas públicas

A Política de Governança Digital vai aprimorar o acesso à informação e estimular a participação da sociedade nas políticas públicas. Reunindo os 224 órgãos integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (Sisp) a Política foi instituída pelo governo federal semana passada. As regras estão no Decreto nº 8.638, publicado no Diário Oficial da União.

Entre os objetivos estão o uso da Tecnologia da Informação (TI) na prestação de serviços públicos, o estímulo à participação da sociedade nas políticas públicas e a ampliação do acesso à informação. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) gerencia o Sisp.

“Trabalhamos desde o primeiro semestre de 2015 na construção dessa política pública. O foco das ações de TI será nas necessidades da sociedade, na priorização dos serviços públicos disponibilizados em meio digital”, explicou o secretário de Tecnologia da Informação, Cristiano Heckert. Outros princípios são o compartilhamento da capacidade de serviço; simplicidade; segurança e privacidade; participação e controle social; e inovação.

De acordo com a nova norma, o planejamento e execução de programas, projetos e processos relativos à governança digital pelos órgãos devem seguir diretrizes como o autosserviço na prestação de serviços públicos. “Queremos evoluir rapidamente para mudar a percepção do cidadão sobre o Estado, queremos deixar de ser um conjunto de repartições aos quais o cidadão tenha de se dirigir presencialmente para nos transformarmos numa presença disponível e acessível a partir dos canais digitais”, afirmou Heckert.

Outras orientações a serem seguidas são o oferecimento de canais digitais de participação social na formulação, na implementação, no monitoramento e na avaliação das políticas públicas e dos serviços públicos disponibilizados em meio digital; a publicação de dados em formato aberto; e o compartilhamento de informações entre as entidades sempre que houver necessidade de simplificar a prestação de serviços à sociedade.

Comitê de governança

Para a implementação da política, cada órgão deverá manter um Comitê de Governança Digital. O grupo será formado por um representante da secretaria executiva, outro de cada unidade finalística do órgão e o titular da área de TI. Esse comitê será responsável, por exemplo, pela elaboração do Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTI) e também pelo documento de planejamento de segurança da informação e também cibernética.

EGD

A MP publicará, nos próximos dias, a portaria que criará a Estratégia de Governança Digital (EGD). A publicação definirá os objetivos estratégicos, as metas, os indicadores e as iniciativas da Política de Governança Digital e norteará programas, projetos, serviços, sistemas e atividades relacionados. O documento terá validade entre 2016 e 2019 para coincidir com a vigência do Plano Plurianual (PPA).

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Planejamento

Foto: Dataprev

 

 

 

A voz dos cidadãos começa a ser ouvida

A voz dos cidadãos começa a ser ouvida

Em apenas um ano, as manifestações dos cidadãos junto ao Sistema de Ouvidorias do Poder Executivo Federal (e-OUV) superaram a marca de 18 mil. Em funcionamento a partir de 8 de dezembro de 2014, o e-OUV acolhe sugestões, solicitações, elogios, reclamações e denúncias, anônimas e também identificadas. Solicitações diversas correspondem a 44% das manifestações dos cidadãos.

Para conhecer o sistema acesse: https://sistema.ouvidorias.gov.br/publico/Manifestacao/RegistrarManifestacao.aspx

Desde sexta-feira (11/12), uma nova versão do sistema está disponível. Houve mudanças no layout para facilitar a navegação e a seleção do órgão destinatário da manifestação, que terá acesso ao conteúdo e será responsável pela resposta.

Os assuntos mais recorrentes ao longo de um ano foram: comércio e serviços (21,87%), administração (21,6%), agropecuária (10,83%) e educação (6,23%). Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram os que concentraram maior número de cidadãos usuários do sistema.

As manifestações nas ouvidorias auxiliam a administração pública, avalia o Ouvidor-Geral da União, Luís Henrique Fanan. “É o Estado dialogando com a sociedade e buscando melhorar a gestão a partir do foco do cidadão”, afirma.

Ao longo do primeiro ano de existência, o e-Ouv ajudou cidadãos a localizar dados de gastos com diárias, assim como órgãos públicos a definir como dar transparência nos portais de ouvidoria. Além disso, o sistema tem sido amplamente utilizado para denúncias no Poder Executivo Federal.

Qualquer cidadão pode fazer manifestação pelo sistema e não é necessário cadastro. Os internautas que se manifestam tem acesso ao histórico dos encaminhamentos. O sistema também recebe informações anônimas.

Para reforçar a comunicação com os cidadãos, a CGU institui também o Programa de Fortalecimento das Ouvidorias. A iniciativa visa apoiar órgãos e entidades dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, além de outros Poderes, na execução das atividades de ouvidoria. A adesão é voluntária e depende de assinatura de termo de adesão.

A CGU também editou portaria que formaliza o e-Ouv, no âmbito da Controladoria. O mesmo documento cria a Sala de Ouvidorias, com o objetivo de monitorar o tratamento das manifestações recebidas ou registradas pelo sistema. As ouvidorias que tiverem aderido ao e-Ouv poderão usar a iniciativa.

Pela norma, a CGU será responsável por promover a disponibilização, a gestão, a manutenção e a atualização do e-Ouv e da Sala de Monitoramento das Ouvidorias, além de orientar órgãos e entidades do Poder Executivo Federal.

Consulte também: http://www.ouvidorias.gov.br/

Fonte: Assessoria de Imprensa da Controladoria-Geral da União