ONU afirma que “mulheres têm menos espaço na mídia”

Por Rádio ONU

MulheresRelatório preparado pela ONU Mulheres com dados de 144 países mostra contínua disparidade entre representação de homens e mulheres na imprensa; mulheres correspondem a 50% da população mas são apenas 24% das que aparecem em notícias em jornais, TVs e rádios.

Um relatório preparado pela ONU Mulheres afirma que as mulheres têm menos espaço na mídia do que os homens.

O documento inclui pesquisas feitas nos últimos 20 anos em 144 países. O documento mostra que há uma severa disparidade entre a representação de homens e mulheres na imprensa, de uma forma geral.

Mídia Global

Segundo a agência da ONU, o Projeto de Monitoramento da Mídia Global, Pmmg, revela que as mulheres correspondem à metade população mundial mas representam apenas 24% das pessoas que aparecem em rádios, jornais e TVs.

Esse é o mesmo índice registrado em 2010 e mostra que o progresso em direção à igualdade de gêneros basicamente parou durante esse período.

O relatório diz ainda que “a relativa invisibilidade das mulheres nos meios de comunicação tradicionais chegou à mídia social também”. O documento mostra que somente 26% das pessoas envolvidas com notícias na internet ou no Twitter são mulheres.

Sexismo

O Pmmg examina a visibilidade, a voz e a menção de mulheres e homens na imprensa e concluiu que o “sexismo” perdura há várias décadas.

Entre os principais pontos do relatório estão o fato de as mulheres serem colocadas como vítimas nas notícias duas vezes mais que o homens.

A presença das mulheres nos noticiários varia de acordo com a região. Na América do Norte, a diferença entre gêneros é a menor do mundo enquanto o Oriente Médio apresenta o maior índice.

A América Latina foi a região que registrou a maior queda da diferença entre homens e mulheres no setor, nos últimos 20 anos.

Além disso, o relatório mostra ainda que houve um aumento na presença das mulheres como apresentadoras de TV. O maior crescimento ocorreu entre as jovens.

Os especialistas disseram que as mulheres entre 50 e 64 anos estão subrepresentadas e as com mais de 65, praticamente desapareceram das telas da TV.