Além das fronteiras

Refugiados são pessoas arrancadas de suas casas e de seus familiares. Mas existe um outro lado. A Anistia Internacional criou uma campanha que mostra os refugiados como pessoas com sonhos, objetivos e histórias.

“Quatro minutos de contato visual ininterrupto aproximam as pessoas mais do que qualquer outra coisa”. Foi a partir desta hipótese do psicólogo Arthur Aron, da Universidade de Nova York, que a Anistia Internacional Polônia criou a sua mais nova campanha contra a xenofobia. Apenas em 2016, mais de 146.000 refugiados e migrantes chegaram à Europa, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Desde o inicio de 2015, já são mais de um milhão.

Para mostrar que as fronteiras existem entre países e não entre as pessoas, a campanha Look Beyond Borders (Olhe além das fronteiras, em português) traz o encontro entre refugiados de diferentes idades e origens. E mostra que todo mundo tem uma história para contar e merece ser ouvida. Sentados frente a frente, desconhecidos conversam e reagem de uma forma espontânea diante de relatos de sofrimento, de luta, mas também de superação. A identificação entre eles é visível quando vemos um senhor elogiar o bigode do outro; uma jovem perguntar se o homem chegou sozinho ou com sua família e; duas meninas, que em um primeiro momento não conseguem nem se encarar de tanta vergonha, mas que acabam o dia brincando juntas.

A ideia do projeto é mostrar que os refugiados são muito mais do que os números que destacamos no início deste texto. São pessoas que foram arrancadas de suas casas e de seus familiares pela guerra ou pela miséria. “Quando se trata de refugiados, é usada uma linguagem desumanizada. Isso reduz essa tragédia histórica a números. Mas este é o sofrimento de pessoas reais que, como nós, têm famílias, amigos, suas próprias histórias, sonhos e objetivos ” diz Draginja Nadażdin Verne, diretora da Anistia Internacional na Polônia.

Look Beyond Borders foi lançado nas redes sociais da Anistia Internacional Polônia no dia 17 de maio e viralizou rapidamente. Dias depois de ir ao ar, outras delegações da ONG em todo o mundo aderiram à iniciativa e traduziram o vídeo para o seus respectivos idiomas.

fonte: Comunica que muda

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